Vem chegando o final do ano de 2015 e com ele o pagamento da segunda parcela do 13º salário e, em alguns casos, o pagamento de bônus e participação nos lucros.  A pergunta que fica para todos nessa época difícil da economia e emprego é:
Como agir nessa situação? O que priorizar? Como se proteger?
Nos próximos parágrafos damos dicas de como você pode proceder

Dívidas? O que fazer e como lidar com elas?

A primeira atitude para quem possui saldo devedor em bancos e outros compromissos seria quitar ou reduzir saldos devedores. Isso é facilmente explicado quando sabemos pelo Banco Central que os juros rotativos do cartão de crédito atingiu em setembro 414% e os juros médio livre para pessoas físicas foi de 62,56% ao ano. A inadimplência. Por sua vez, subiu para 5,7% no segmento de pessoas físicas.  Nada mais natural que a inadimplência suba quando o endividamento das famílias atingiu 46% em julho (considerando o segmento imobiliário) e o comprometimento da renda ficou em 22,2%.
Com tudo isso é possível contatar sua instituição credora e negociar a quitação total ou parcial dos débitos, e as instituições estão bastante receptivas a isso. Essa seria a melhor alternativa para quem deve recursos, principalmente se estiver lidando com juros varáveis no tempo, num quadro de altas taxas e quase nenhuma expectativa de queda no curto prazo.

13º salário e as despesas do começo do ano. O que priorizar e como lidar?

Outra forma e usar os recursos do 13º salário seria se precaver para as despesas de sempre ocorrem em início de ano. Pagamentos de IPTU e IPVA, matrículas de escolas de filhos e agregados, materiais de ensino e outras despesas não recorrentes pelo restante do ano. Certamente é preciso ter algum caixa para fazer face a tais despesas, sem se endividar mais no cheque especial ou outras formas de crédito disponível. A não constituição de provisões para pagamentos só complicaria mais o seu fluxo de caixa.
Para os endividados e aqueles que vivem com fluxo restrito de recursos a melhor solução seria pagar dívidas contraídas e fazer provisões para pagamentos futuros. Consequentemente os recursos teriam que estar disponíveis no curto prazo e não deveriam ser alocados em aplicações de risco.
Você certamente não vai ganhar muito aplicando no curto prazo, mas estará protegido de perdas.

Dívidas quitadas e com dinheiro no bolso. Quais seriam as melhores alternativas?

A alternativa para os não endividados ou com recursos excedentes em seus fluxos de caixa de final de ano seria aplicar a totalidade ou parte dos recursos. Nesse caso a pergunta seria em que aplicar? A resposta é: depende.
Inicialmente precisamos questionar o prazo da aplicação. Aplicações por prazos curtos ou de liquidez quase instantânea acabam rendendo muito pouco e, via de regra, só conseguem ficar (no momento presente) pouco acima do retorno das cadernetas de poupança, e a tributação na casa de 22% acaba comendo boa parte do pequeno rendimento. Como a tributação é regressiva no tempo, quanto maior o prazo da aplicação, menor a tributação indo até 15% dos rendimentos.

Aplicações por prazos determinados acabam proporcionando maior rendimento quando lidamos com renda fixa, e algumas são isentas de tributação. A aplicação no Tesouro Direto parece ser boa se você levar o titulo adquirido para resgate, recebendo a taxa integralmente pactuada. Porém, como os juros andam voláteis, pode ser que em determinado momento, pela marcação à mercado dos títulos, você perca pequena parcela de sua aplicação, caso necessite sair antes o vencimento.

Simulação realizada na data de 27/03/2015

As aplicações em CDBs (tem imposto de renda), LCIs, LCAs e debêntures de infraestrutura (sem tributação) são alternativas de maior retorno, mas você terá que observar os prazos contratados. Normalmente você não vai conseguir aplicar em prazos inferiores à seis meses, e o mais comum seria 12 meses ou 24 meses; ou até para prazos maiores. Portanto, você deverá observar com critério sua liquidez, pois o saque antecipado, ainda que possível em determinadas situações pode incorrer em redução do retorno contratado originalmente.
Há ainda as aplicações em fundos de renda fixa e multimercados com liquidez quase imediata e que bem geridos podem agregar maiores retornos. Porém, convém verificar o nível de risco e volatilidade desses fundos, para saber se enquadra em suas expectativas de risco e retorno. Você tem que ler ou se informar sobre os riscos e também sobre os retornos passados.
Se suas disponibilidades forem maiores e de prazo longo ou indeterminado, você pode tentar obter retorno ainda maior aplicando em fundos de ações ou comprando ações diretamente na Bovespa. São aplicações de risco e, portanto, exigem horizontes mais dilatados para retorno e correta escolha dos gestores dos recursos ou seleção das aplicações. Nesse caso, se você não é iniciado no mercado acionário seria conveniente buscar assessoria em instituições e/ou profissionais competentes. Nesse ponto lembramos que retornos passados não são garantia de retornos futuros, mas já é uma boa referencia.

Em síntese, por mais fácil que seja aplicar em caderneta de poupança você deve fugir dela, pois não traz retorno real. Recursos comprometidos no futuro não devem ser colocados em risco e podem propiciar algum retorno de juros. Mas para quem tem maior propensão para risco e tempo para obter retorno, pode diversificar aplicando parte em renda fixa e parte em renda variável. Na renda fixa busque aplicar em títulos pós fixados, pois o momento ainda é mais favorável. Haverá um momento que você terá que mudar para títulos pré-fixado, exatamente quanto começar a existir a possibilidade de juros e inflação em queda. Já na renda variável muito cuidado com as opções de investimento escolhidas. No momento busque opções de empresas com boa governança corporativa, com políticas de distribuição de resultados bem definidas e maduras.
Boa sorte nos seus investimentos e sempre que possível poupe parte do 13º salário, participação nos lucros e bônus.

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