O ano de 2020 foi bastante desafiador em diversos aspectos, mas por um motivo em comum: a pandemia de Covid-19. Apesar de tudo, muitos brasileiros aprenderam que, manter a educação financeira em dia – e praticá-la –, seria o primeiro passo para superar as adversidades.

Dentro desse conceito, uma prática em particular chamou a atenção em um levantamento realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) no último dia 4 de fevereiro: a diversificação de investimentos.

Segundo o que apontou Anbima, em 2020 os brasileiros aumentaram suas posições em produtos de maior risco, mas, por outro lado, diversificaram mais os seus investimentos.

Vem entender os motivos que levaram a essas mudanças, as vantagens de seguir por esse caminho e como você pode fazer isso.

 

Sem medo de arriscar

Como já se sabe, a pandemia de Covid-19 trouxe, além de perdas irreparáveis, muitas incertezas e mudanças. Algumas dessas mudanças e acontecimentos afetaram drasticamente a economia, como o desemprego.

A taxa básica de juros, que vinha em constantes cortes (o primeiro da sequência, desde o que havia ocorrido em março de 2018, em julho de 2019, quando a Selic foi reduzida de 6,5% para 6%), continuou a cair por quase todas as reuniões do Copom em 2020, que tinha como objetivo reaquecer a economia com isso.

Logo, o universo dos investimentos que absorve todos os reflexos dessas mudanças levou o investidor a reconhecer a necessidade de se reinventar com elas. O que se observou no levantamento feito pela Anbima, portanto, foi uma intensa migração dos investidores de renda fixa para a renda variável, bem como números recordes de pessoas físicas inseridas nesse segmento.

O volume financeiro negociado em títulos e valores mobiliários em dezembro de 2019, por exemplo, havia sido de R$ 517,7 bilhões, enquanto que no mesmo período de 2020 esse volume chegou a R$ 667,9 bilhões – uma alta de 29%!

Esse mesmo levantamento mostrou que o brasileiro não só escolheu investir em ativos de maior risco – que, no geral, oferecem mais possibilidades de obter maiores ganhos –, como também buscou diversificar. Olhando para esse cenário, você acha que faz parte dele?

 

Diversificação no antes e no pós-crise

Para quem está lendo este artigo ao mesmo tempo que está ainda ingressando nesse universo, pode parecer que a diversificação é o que gerou o resultado da pesquisa que aponta que o brasileiro arriscou mais.

No entanto, essa é uma conclusão que, isoladamente, pode estar equivocada. O aumento na busca por produtos de maior risco pode sim ser resultado no interesse pela diversificação, mas não faz da diversificação uma atitude que aumente os riscos.

Pelo contrário: o objetivo da diversificação, quando feita adequadamente, é fazer com que você invista em produtos que podem trazer maiores resultados, mas que para isso expõem seu capital ao risco de perda por vezes igualmente proporcional à possibilidade de ganhos.

E, tudo isso, sem excluir de sua carteira os produtos que oferecem menores resultados, visto que são exatamente esses os que, no geral, garantirão maior segurança à carteira como um todo.

Por isso, o ideal é que você diversifique não somente dentro de um mesmo segmento, mas, também, no mercado como um todo, obedecendo seus objetivos e perfil de investidor.

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