O cisne negro é um conceito criado pelo filósofo e escritor Nassim Taleb e que pode ser considerado como um momento de crise ou evento raro – que pode ser positivo ou negativo – de grande impacto na economia nacional ou global, bem como na sociedade como um todo.

A ideia é afirmar que, apesar das grandes proporções tomadas por tais eventos, e de só podermos compreendê-los após ocorrerem, o ser humano é capaz de se preparar para eles. Do contrário, os que não se preparam podem ser ver abalados de forma ainda mais danosa.

Neste artigo, mostraremos como a lógica do cisne negro pode ser aplicada ao mercado financeiro. Acompanhe-nos nesta leitura!

 

O que é o cisne negro e qual a sua lógica?

O cisne negro é um belíssimo animal encontrado na região da Austrália. Graças ao seu hábito não migratório, essa espécie é raríssima em outros locais do mundo. Unindo esse fato à breve história contada pelo filósofo Karl Popper, que diz que, na Europa, até 1697, acreditava-se que todos os cisnes eram brancos, tanto que não se mencionava a cor do animal, por soar como uma informação desnecessária.

Assim, com a chegada dos europeus em solo australiano, toda essa teoria de que os cisnes eram todos brancos foi desconstruída, mudando completamente o que se sabia até então sobre a ave. Isso colocou em cheque a previsibilidade a respeito do assunto.

Essa história teve importante papel na obra de Taleb. Mas o que isso tem a ver com o mercado financeiro?

Quando voltamos os olhares para o universo dos investimentos, o cisne negro é o símbolo de um acontecimento imprevisível e raro, que muda severamente uma série de conceitos e características do mercado financeiro como um todo.

O termo passou a ser utilizado para fazer esse tipo de referência a partir da brilhante obra de Nassim Taleb, denominado de “A Lógica do Cisne Negro”, que, inclusive, é uma opção de leitura excelente para quem investe no mercado financeiro.

O termo faz referência a eventos que afetam a economia com extremo impacto. Para que um evento seja considerado um cisne negro, é preciso que ele tenha alguns aspectos, tais como:

  •  Imprevisibilidade, raridade e aleatoriedade;
  •  Consequências diretas em empresas, índices financeiros, Bolsa de Valores, nas finanças governamentais;
  •  Difícil previsibilidade quanto a duração dos efeitos.

Parece difícil encontrar momentos que carregam essas características? Mostraremos ainda neste artigo, alguns exemplos de eventos de extrema notoriedade e impacto para a sociedade como um todo, e que são considerados cisnes negros. Continue a leitura!

 

Quais as diferenças entre o cisne negro e o branco?

Os termos cisne negro e cisne branco são utilizados no mercado financeiro desde o início dos anos 2000, após a utilização da referência desse animal no bestseller de Nassim Taleb, publicado em 2007.

Como você já sabe, os eventos categorizados como cisnes negros referem-se a fenômenos raros e muito significativos, gerando grandes efeitos econômicos no país e no mundo.

Entretanto, também existem os chamados cisnes brancos, que são o extremo oposto do anterior. Esses eventos têm como característica serem previsíveis e mais comuns, ou seja, não são considerados raros e nem aleatórios. Além disso, apesar da capacidade que têm de impactar a economia, não tomam proporções tão grandes quanto as dos cisnes negros.

Exemplos de cisnes brancos podem ser percebidos quando um governo com ideologia econômica não tão bem aceita no mercado financeiro é eleito, e, antes de ele assumir, o mercado entra em queda. Ou seja, já era algo previsto, mas que também pode ter consequências devastadoras para quem não se prepara.

 

Quais são as principais características do cisne negro no mercado financeiro?

A principal característica do cisne negro está na imprevisibilidade do acontecimento. Outro detalhe tão marcante quanto esse é o fato de serem eventos raríssimos, na maioria das vezes, nunca antes testemunhados no mundo.

Os maiores cisnes negros da história e que impactaram todo o mundo foram o ataque de 11 de setembro e a crise do subprime, ambos nos Estados Unidos. Apesar da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, em 2020, não ser considerada pelo próprio Taleb como um cisne negro – uma vez que um alerta da disseminação de um novo vírus foi emitido pelo governo chinês em janeiro, o que gerou certa previsibilidade nos fatos posteriores –, a crise se encaixa como sendo um evento aleatório, de escala gigantesca, que mudou muito mais do que rotinas, mas também a vida de todos, afetando drasticamente a economia global.

Assim, em março de 2020, após a chegada massiva da doença na maioria dos países, dezenas de bolsas internacionais testemunharam um verdadeiro derretimento das suas ações. No Brasil, aconteceram seis processos denominados de Circuit Breaker, quando a Bolsa sofre uma fortíssima queda e as negociações são paralisadas.

O Ibovespa, que vinha de um ano histórico, rompendo máximas com uma velocidade incrível, teve uma queda acumulada de 36,86% entre janeiro e março de 2020, o pior trimestre da história da Bolsa de Valores brasileira, ou seja, algo nunca visto, nem mesmo, por investidores experientes, que já passaram por outros cisnes negros ao longo de sua carreira.

Durante essas crises, apesar de muitos terem perdido grandes quantias, alguns, no entanto, aumentaram o seu patrimônio ou, ainda, mudaram o patamar dos seus investimentos. Tudo isso porque seguiram a lógica do cisne negro.

 

Como se proteger dos eventos classificados como cisne negro?

A obra do escritor Nassim Taleb ficou conhecida pelo ensinamento e conscientização do investidor sobre a necessidade de estar atento e saber lidar com a volatilidade do mercado, se preparando para possíveis movimentações bruscas causadas por períodos de crise.

A leitura é bem completa e o autor se aprofunda muito nos planos que podem ser feitos para se proteger dos cisnes negros, amenizando os impactos das crises e, até mesmo, saindo por cima delas. Para tanto, você pode seguir alguns critérios, tais como:

  • Ter uma reserva de emergência para se manter durante todo o período de crise ou aproveitar oportunidades que possam aparecer, como a queda no valor de ações, commodities, entre outros investimentos, reconhecendo assim, a existência do imprevisto e utilizando-o a seu favor;
  •  Diversificar investimentos, evitando deixar “todos os ovos em uma única cesta”;
  •  Investir em educação financeira, o que ensinará você a se planejar e se preparar para quaisquer outros cisnes negros que o mundo venha a enfrentar.

Agora que você já conhece a lógica do cisne negro e as formas de evitar que os impactos de uma crise o surpreendam e afetem seu patrimônio, é necessário utilizar todo esse conhecimento teórico para seguir na parte prática, adotando todas as medidas que mencionamos ao longo desse conteúdo.

O mais importante é poder contar com um banco digital que ofereça uma plataforma de investimentos prática, estável e completa. Com isso, você poderá investir tranquilamente, buscando rentabilizar cada vez mais, sem deixar de reduzir os riscos e proteger o seu patrimônio.

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