COE, ou Certificado de Operações Estruturadas, é um tipo de investimento que mescla renda fixa e renda variável, sendo uma excelente forma de diversificar sua carteira reduzindo os riscos.

 

Bastante popular nos Estados Unidos, o COE é um produto oferecido no Brasil desde 2016. Por esse motivo, ainda é desconhecido por muitos investidores.

Ao combinar investimentos das duas modalidades, você investe a maior parte do capital em títulos de renda fixa, como CDB, LCI ou LCA. O restante do dinheiro é aplicado em derivativos, na bolsa de valores.

Conheça esse produto e saiba como aumentar sua rentabilidade com controle de riscos! Neste artigo, vamos abordar:

 

  • O que é um COE?
  • Como funciona um COE?
  • Quais as características de um COE?
  • Quais são os tipos de COE?
  • Qual a rentabilidade de um COE?
  • Qual COE Investir?
  • Como investir em um COE?
  • Como declarar o COE no Imposto de Renda?
  • Quais são os melhores COE do mercado?
  • Quais são os riscos de um COE?

 

Boa leitura!

O que é um COE?

COE é sigla para Certificado de Operações Estruturadas, produto oferecido no Brasil desde 2016.

 

O Certificado de Operações Estruturadas é a versão brasileira das Notas Estruturadas, produto financeiro bastante popular no Estados Unidos há muitos anos.

Oferecido pelas instituições desde 2016, o COE distribui grande parte do capital em operações de renda fixa, como CDB, LCI ou LCA. O restante é investido em derivativos, como:

 

  • Ações nacionais e estrangeiras;
  • Commodities;
  • Índices;
  • Taxas de juros;
  • Moedas, como dólar.

 

Pela combinação de renda fixa e variável, o investidor consegue diversificar sua carteira mantendo um bom controle de riscos, especialmente porque existem COEs que garante uma cobertura em caso de perdas.

Vamos entender um pouco mais sobre os tipos de COE e como eles funcionam mais à frente.

Como funciona um COE?

O COE é um título emitido pelo banco. O emissor, então, aplica a maior parte do valor investido em renda fixa. A outra parte é aplicada em papéis de risco, como ações, por exemplo.

Com a combinação, independentemente do tipo de COE escolhido (veremos em seguida sobre isso), o investidor já tem mais segurança: ainda que a renda variável dê prejuízo, a renda fixa ajuda a segurar o rendimento, já que são títulos de baixo risco.

No COE, assim como as perdas são controladas, os ganhos também são limitados. Por isso, antes de investir no produto, você tem condições de saber os cenários potenciais para determinada aplicação, apoiando sua decisão.

Por exemplo: ao escolher um COE com rentabilidade de até 20%, ainda que a variação dos papéis de renda variável seja superior a esse percentual, você receberá um teto de 20% de rentabilidade.

Por outro lado, se os investimentos derem prejuízo, você não perde nada: recupera o mesmo valor investido, sem variação (no caso do produto ser um COE de capital protegido, como veremos a seguir).

Quais são os tipos de COE?

Já mencionamos sobre o COE de capital protegido, e esse é o grande diferencial deste produto.

Ainda que não seja o único tipo oferecido, é o mais negociado no Brasil – cerca de 94% são COEs de capital protegido.

Esse tipo de produto garante uma segurança bastante atrativa, especialmente para perfis de investidores menos arrojados: se o seu investimento der lucro, você ganha; se der prejuízo, você não perde nada.

Interessante, não é mesmo?

O COE de capital protegido garante o retorno de, pelo menos, 100% do valor investido. Se você investiu R$ 10 mil em um COE e os produtos de renda variável sofreram queda, depois do período programado do investimento você retira os R$ 10 mil, sem rentabilizar nada.

Porém, em caso de um cenário positivo, você termina o período com R$ 10 mil somado ao rendimento da operação.

Outro tipo de COE, no entanto, é chamado de valor nominal de risco. Neste caso, o investidor pode perder o capital investido, mas não mais do que ele.

A vantagem? Essa modalidade oferece retornos financeiros superiores ao COE de capital protegido (que tem um teto na rentabilidade, lembra do exemplo?).

Neste caso, se você investiu os mesmos R$ 10 mil, o máximo que você perderá será R$ 10 mil, em caso de um cenário extremamente negativo. É diferente de outros produtos de renda variável que podem acabar tirando mais dinheiro do seu bolso em caso de prejuízos.

Quais as características de um COE?

O COE mescla características de renda fixa com potenciais ganhos da renda variável.

 

Para esclarecer alguns pontos-chave do COE e facilitar o entendimento, vamos detalhar, abaixo, as 5 características principais deste produto. Confira:

 

  • Quem emite: títulos de COE são emitidos por bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco, Santander, e bancos digitais, como o modalmais;
  • Como adquirir: você pode contratar o COE na própria instituição emissora ou em corretoras que disponibilizam o produto;
  • Indexadores: os principais indexadores atrelados ao COE são as taxas de câmbio, índices (como o Ibovespa), ações individuais, juros e inflação;
  • Tributação: o COE segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, assim como outros investimentos de renda fixa;
  • Suitability: o COE pode não ser um produto adequado ao seu perfil de investidor e, por isso, você pode não ter acesso à essa modalidade de investimento. Conheça os produtos adequados a cada perfil.

Qual a rentabilidade de um COE?

No COE, a rentabilidade da renda fixa cobre eventuais prejuízos da renda variável.

 

Como vimos, o COE é um título formado por:

 

  • Renda fixa, com investimentos em títulos como CDB, LCI ou LCA;
  • Renda variável, investindo em ações, moedas, commodities, índices, entre outros.

 

Assim, o investidor rentabiliza seu capital de acordo com o percentual de ganho dos produtos de renda fixa, desde que a renda variável também ofereça variação positiva.

Caso contrário, o investidor irá retirar 100% do valor, sem ganhos – mas sem prejuízos (no caso do COE de capital protegido, claro).

Por ter claro um teto de rendimento, informado no ato da contratação, o investidor tem acesso aos diferentes cenários de rentabilidade, conhecendo seu potencial de ganho com o produto.

Qual COE Investir?

Conforme falamos, há dois tipos de COE: o de capital protegido e o valor nominal de risco.

O segundo, que não protege contra perdas, oferece, também, os maiores rendimentos. No entanto, é apenas indicado para perfis de investidores arrojados, que estão dispostos a correr o risco para ver seu dinheiro crescer de forma mais agressiva.

De qualquer forma, o produto mais negociado pelas instituições emissores é o COE de capital protegido, justamente porque atende um perfil de investidor menos propenso a lidar de forma positiva com as oscilações do mercado – e que é a grande maioria.

Além disso, existem outros produtos financeiros, de alto risco, que oferecem ainda mais retornos para aqueles perfis arrojados.

Portanto, se você tem perfil moderado e deseja ampliar seus investimentos e suas possibilidades de ganhos, indicados o COE de capital protegido.

Como investir em um COE?

Abra sua conta no modalmais e invista em uma das modalidades de COE conforme seu perfil.

 

O Certificado de Operações Estruturadas é um título emitido pelo Banco, que pode, também, ser distribuído por corretoras de investimentos.

Então, para investir em COE, é preciso, antes, ter conta em um banco ou uma corretora que ofereça o acesso ao produto.

O modalmais, o banco digital do investidor, tem produtos diversos para todos os perfis de investidores, incluindo o COE. Abra sua conta gratuita e comece a investir agora mesmo!

Antes de continuar, algumas dicas que podem ajudá-lo a escolher o COE ideal para você:

 

  • Invista em um COE emitido por bancos confiáveis e seguros, como o modalmais;
  • Escolha o produto que apresente um indexador que melhor atenda aos seus objetivos, ou que você acredita ter mais potencial de retorno;
  • Procure produtos com limites mais altos de retorno (acima de 25%).

Para quem é indicado

O COE é indicado para perfis de investidores moderados que desejam aumentar sua rentabilidade com investimentos de risco sem perder o controle das perdas.

Com o COE de capital protegido, o investidor começa a trilhar seu caminho na renda variável com a segurança da renda fixa, o que atrai os perfis menos dispostos a encarar prejuízos em seu capital.

Documentação necessária

Para investir em COE você precisa abrir uma conta em um banco ou corretora. Na modalmais, a abertura de conta é gratuita, bem como não há cobranças de TED para a transferência de valores de um banco para outro.

Basta que você:

 

  • Clique em “Abra sua conta”;
  • Preencha o formulário inicial, informando nome, e-mail e telefone;
  • Baixe o APP do banco digital em seu celular e conclua o cadastro. Nesta etapa, serão solicitados dados pessoais como documentação, endereço, renda familiar e outros;
  • Responda ao questionário para determinar o seu perfil de investidor. O modalmais irá oferecer os produtos adequados ao seu perfil, conforme exigido pela Anbima;
  • Aguarde a aprovação do seu cadastro. Você será notificado por e-mail quando o processo for concluído.

Valor mínimo para investir

O valor mínimo de investimento depende do banco ou corretora que estará oferecendo o produto. O mais comum, porém, é encontrar opções a partir de R$ 5 mil.

Prazo do investimento

Da mesma forma, é o emissor quem define o prazo de investimento. Geralmente, os títulos oferecidos têm prazos de 2 a 5 anos.

Como declarar o COE no Imposto de Renda?

A tabela de IR aplicada ao COE é a mesma utilizada nos investimentos de renda fixa.

 

O COE, assim como outras aplicações financeiras, deve ser declarado no Imposto de Renda. O pagamento do tributo se dá conforme outros investimentos de renda fixa, com tabela regressiva: quanto maior o prazo, menor a alíquota.

Confira a tabela:

 

Prazo do investimentoAlíquota (%)
Até 180 dias22,5%
De 181 até 360 dias20%
De 361 até 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

 

O pagamento é feito no momento do recebimento dos lucros, que já vêm deduzido todos os impostos.

Durante o período de investimento, porém, é preciso declarar a posse do COE no IR de cada ano. Para fazer a declaração, siga o passo a passo:

 

  1. Na seção Bens e Direitos, escolha a opção “Outras aplicações e investimentos”;
  2. No campo “Discriminação”, informe o COE, o CNPJ da instituição emissora, o número da sua conta e o nome e CPF do segundo titular, caso seja conta conjunta;
  3. Nas colunas de data, informe o montante aplicado em cada uma delas. Se você não fez novos aportes, o valor será o mesmo para ambos os anos. Se você começou o investimento no ano referente à declaração, a primeira data deverá ser preenchida com valor zero;
  4. Caso você já tenha recebido os rendimentos do COE, informe o valor na aba Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, opção “Rendimentos de aplicações financeira”.

Quais são os riscos de um COE?

Ainda que o COE seja um produto que risco controlado – especialmente o da modalidade capital garantido –, não significa que não apresenta risco algum.

Afinal, risco não significa, somente, prejuízo.

Assim, é preciso que o investidor tenha claro quais os riscos e desvantagens desse tipo de produto financeiro, antes de decidir se vale a pena investir seu dinheiro na modalidade. Confira:

 

  • O COE não é um produto garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito. Por isso, se o banco emissor do seu título for à falência, você perderá o valor investido;
  • Liquidez a médio e longo prazo. Como vimos, o prazo do investimento é fixado no ato da contratação. Se você precisar retirar o valor antecipadamente, deverá negociar o produto no mercado secundário – perdendo parte do dinheiro investido;
  • Perda da garantia. O capital protegido só é garantido na data de vencimento do investimento. Ou seja: se você vender seu COE no mercado secundário, poderá não receber o valor investido de volta.

Conclusão

COE é um produto indicado para perfis moderados, que desejam elevar os ganhos com controle de riscos.

 

O COE é um produto financeiro bastante atrativo para perfis moderados e arrojados, dependendo do tipo de Certificado escolhido.

Por oferecer rentabilidade atrelada à proteção do capital, é uma forma do investidor diversificar sua carteira sem elevar seus riscos. Sem falar na facilidade de estar investindo, de uma só vez, em diferentes produtos, sem custos para montagem ou manutenção da carteira.

Emitido por bancos, os títulos de COE estão sendo cada vez mais procurados pelos investidores. Descubra o seu perfil de investidor e veja se este produto é para você: abra sua conta no modalmais agora mesmo!

Se desejar conhecer outros investimentos que oferecem boa rentabilidade, voltados a perfis menos conservadores, confira estes artigos:

 

 

Gostou de conhecer os certificados de operações estruturadas? Então, compartilhe em suas redes sociais! Seus amigos, colegas e familiares também podem se interessar.