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O mercado de ações é recheado de mitos, com histórias de sucesso e fracasso, fórmulas mágicas para se obter ganhos extraordinários e regras para investir em ações. Vejamos então algumas destas verdades e mentiras “contadas” em nosso mercado.

Existe uma falsa impressão, alimentada principalmente por gente que não tem o menor conhecimento, de que a bolsa de valores é um jogo. Bolsa de Valores não é jogo do bicho, onde a simples interpretação de um sonho transforma-se em um bom palpite. Investimentos devem ser tomados com base em análises (conjunturais, setoriais, de empresas e gráficas). Portanto, investir em ações pode ser um jogo, mas de estratégia, na qual se objetiva obter o melhor resultado. Ou seja, fazer seu capital aumentar.

Outro mito que devemos enterrar é o de que a bolsa de valores é lugar de especuladores que querem roubar seu dinheiro. Ao buscar nos dicionários o termo especular, do latim specularis, encontramos a seguinte definição “examinar com atenção, observar, pesquisar, estudar com atenção e minúcia sob o ponto de vista teórico ou meter-se em negócios com mira em lucros”. Logo, a verdade é que a bolsa abriga especuladores, distinguindo-os do manipulador, que é aquele que quer apenas provocar distorções artificiais nos preços para auferir ganhos fáceis.

Investir em ações é algo rentável no longo prazo! Está aí uma das frases mais comuns. E que, claro, é verdade, indo de encontro com outra máxima do mercado, que diz: “deve-se comprar na baixa e vender na alta”. Apesar de ser bastante intuitiva, este conceito parece muito complicado para muitos investidores iniciantes. Isto porque ir de encontro à opinião da maioria é muito difícil. Em grande parte das vezes, nos momentos de otimismo ou pessimismo do mercado, não nos atentamos para esta regra básica. É difícil comprar quando tudo parece muito ruim e vender quando imperam as expectativas otimistas. Porém, estes momentos podem contemplar boas chances de ganhos, principalmente para os mais arrojados e preparados. Por exemplo, comprando ações ao longo destes períodos, podem ser montadas carteiras com custo médio baixo. Na alta é a mesma coisa, pois o céu nunca é o limite. Se estiver próximo de sua meta de ganho, realize. Se o mercado se mostrar muito pujante, vá vendendo aos poucos para cima, não seja indisciplinado.

Muito se diz que não devemos “colocar todos os ovos na mesma cesta”, ou seja, diversifique seus investimentos. Esta pode ser uma alternativa bastante atraente com o intuito de minimizar os riscos, porém, uma diversificação muito grande pode reduzir os ganhos. É importante que haja um equilíbrio, com menor diversificação quando os recursos iniciais forem baixos, aceitando-se um maior nível de risco, aumentando-se a diversificação quando atingir um montante de maior grandeza, assumindo menores riscos.

Um fator a desestimular interessados em investir em ações vem da falácia de que é necessário grande volume de recursos. Errado, pois não há forma mais democrática de se permitir que um indivíduo qualquer possa ser sócio de uma grande empresa, mesmo que de uma pequena fatia. Por exemplo, como um assalariado comum poderia ser sócio e receber parte dos lucros de uma das maiores empresas de papel e celulose do mundo ou de uma grande companhia do setor tecnológico? O mercado acionário permite que “pessoas comuns” sejam sócias de grandes corporações, sem necessariamente “entender do assunto”.

por Alexsandro Nishimura