O plebiscito realizado no Reino Unido em 23/06 trouxe como resultado a saída da União Europeia, e com elas muitas alterações em todos os mercados do mundo. Todos os principais bancos centrais do mundo estavam vestidos para a guerra e anunciaram situação de alerta, intervenções no segmento cambial e ampliação da liquidez, inclusive em outras moedas. O próprio FED americano reforçou acordos com outros bancos centrais em operações de swap (troca de lastro de moedas).

Tudo indica, ainda que não tenha sido anunciada uma ação coordenada dos bancos centrais do G-7 (sete maiores economias do planeta) . Mesmo assim, o primeiro impacto nos mercados foi muito negativo, os ajustes foram rápidos e ainda devem se prolongar pelos próximos períodos. A libra chegou a cair mais de 10%, as bolsas no mundo com quedas expressivas e quedas também para as commodities no mercado internacional, incluindo o petróleo.

Certamente os mercados e as moedas vão encontrar com alguma rapidez novos pontos de equilíbrio para que os mercados e comércio transnacional volte a funcionar normalmente . Porém, isso não vai evitar novos questionamentos e/ou plebiscitos por outros países questionando termos dos acordos entre os membros da União Europeia.

Os emergentes como o Brasil também não estarão imunes a tudo isso. Teremos outro ponto de equilíbrio para o câmbio, vamos sofrer com os preços das commodities e nossa dívida externa pública e privada, com a aversão ao risco internacional; e ainda teremos maiores dificuldades para recuperar a economia.