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O Samba enredo antigo da União da Ilha nunca esteve tão atual. Nesse momento você pode perguntar a “quem quiser”, e não encontrará resposta muito convincente. Pode usar “bola de cristal, jogo de búzios e cartomante”, e ainda assim não obterá resposta com boa probabilidade de acerto.

A situação política brasileira está completamente em indefinição, e enquanto isso não tiver paradeiro, as chances da economia evoluir são reduzidas. Exceto pelo Banco Central que ainda tenta administrar a política monetária; os ajustes na economia não andam. Quando andam vão na direção contrária, com redução de pagamentos de prestação de empréstimos por Estados, alongamento de dividas por mais 20 ou 10 anos (no caso do BNDES), aumento de tributação sobre ganhos de capital afastando investimento e jogando por terra o absolutamente imprescindível ajuste fiscal do país para domar o crescimento da dívida.

No meio do caminho surgem proposta atabalhoadas de uso das reservas para alavancar crescimento e programas sociais, recursos do FGTS para financiar programas sem retorno do MCMV (Minha Casa Minha Vida), criando novos esqueletos para o futuro.

Do outro lado, a governabilidade escorre pelas mãos e a produtividade reduz. Do lado político não deveremos ter qualquer definição sobre impeachment nos próximos 60 dias, o que alonga ainda mais as expectativas negativas.

Diante disso, nada mais natural que ser prudente em seus investimentos, aguardando definições de conjuntura para tomada de decisão. Mas não tem problema. Pelo menos “o realejo diz que seremos felizes, bem felizes” .