A primeira constatação é de que a economia brasileira ainda pode piorar um pouco em alguns indicadores, notadamente aqueles relacionados ao emprego e aumento da produtividade. Porém, parece inegável que o humor está mudando, principalmente por parte dos investidores estrangeiros, que hoje representam mais de 52% de todo o volume negociado na Bovespa.

É nossa percepção que isso ocorre em função das diretrizes que o novo governo pretende acionar, que podem ser aceleradas após a votação do impeachment da presidente afastada, o que deve ocorrer já no final de agosto próximo.

Os mercados sempre antecipam esses movimentos, e esse parece ser um bom motivo para justificar o rali de alta ocorrido nas duas últimas semanas.

O índice Bovespa subiu praticamente sem escala de pouco menos de 49000 pontos até, mais de 56000 pontos (algo como 15%), muito em função do retorno de recursos dos investidores estrangeiros que até 14 de julho tinham aportado (em julho) R$ 3,0 bilhões, elevando o volume de ingresso líquido do ano para R$ 15,7 bilhões. Sem dúvida um bom fluxo.

Considerando a hipótese de impeachment e novas correções de rumos da economia, é lícito supor mais antecipação da precificação dos ativos, apesar de toda alta havida. Além disso, outros organismos internacionais começam a detectar que o Brasil está voltando para o radar dos investidores. Assim, como já vínhamos antecipando, talvez seja hora para os investidores mais agressivos, reforçarem suas posições de risco ampliando o item ações em suas carteiras. Porém, é bom não iludir com a perspectiva de ganhos fáceis, já que teremos ainda muita volatilidade e alguns sustos.

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