Mercados em alta

A Bovespa teve seu quarto pregão de queda dos últimos ocorridos no fechamento de 11 de fevereiro. Perdeu 0,98%, aos 94.412 pontos, vazando a barreira dos 95.000 pontos. Hoje o dia está começando bem melhor com bolsas asiáticas em boa alta e destaque para Tóquio subindo 2,61%. A Europa toda no campo positivo e futuros do mercado americano com boas altas nos três índices.

No Brasil, mercados podem recuperar perdas recentes com os investidores indo às compras, mas também pode começar a existir algumas disputas de comprados e vendidos no índice futuro por conta da proximidade do vencimento.

Mas o dia promete ser positivo no exterior em função de dois fatores principais. Democratas e Republicanos aprovaram verba de segurança no orçamento de US$ 1,37 bilhão, bem menos que os
US$ 5,7 bilhões pedido por Trump, mas o suficiente para o governo não paralisar novamente (shutdown). Apesar de vídeo de campanha já para 2020 Donald Trump estar pleiteando a construção do muro na fronteira com o México.

O outro fator diz respeito as negociações entre EUA e China que começaram em Pequim sobre as quais depositam boa esperança, mas com discussões difíceis sobre propriedade intelectual. Ocorre que têm que aprovar até o final de fevereiro, sob pena de iniciar a cobrança de nova tarifação entre os dois países.

No cenário local, as ações líderes ficaram mais baratas com as recentes quedas, e ainda mais se considerarmos a valorização do dólar frente todas as moedas e também sobre o real. O dólar mais forte deve chamar compras por parte de investidores estrangeiros que vinham retirando recursos no curto prazo, já tornando o fluxo negativo em fevereiro (até o dia 7 de R$ 13 milhões).

O presidente Bolsonaro disse esperar alta do hospital amanhã, 13 de fevereiro, e a equipe econômica pretende fechar o texto da reforma da Previdência com o presidente até o final da semana (15 de fevereiro). O fato deve motivar todos os investidores, mas vai depender de quão profunda será e como a tramitação no Congresso pode ocorrer.

Na agenda do dia, teremos a divulgação da ata da última reunião do Copom que manteve a Selic em 6,50%, mas será importante vislumbrar como o Bacen encara as incertezas e riscos internos e externos. No exterior, muitos discursos de Jerome Powell do FED, Mark Carney do BOE (BC Inglês) e de presidentes regionais do FED de Cleveland (Loretta Mester) e Kansas (Esther George).

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Sócio e Economista-Chefe modalmais