Encerrado o mês de abril, a Bovespa registrou valorização de 7,7%, acumulando no ano de 2016 alta de 24,4%. Isso mesmo considerando todos os problemas na economia e principalmente no segmento político, onde é dado como inevitável o afastamento da presidente Dilma. É exatamente por isso que houve a reação dos mercados, diante da possibilidade de mudanças para melhor das expectativas do país.

A percepção geral é que o governo Dilma não tem mais como angariar credibilidade, ao passo que eventual governo Temer, poderia mudar esse quadro, dentro daqueles cem dias sempre concedidos ao novo governante. Porém, Temer terá que fazer tudo muito rápido, com medidas de curtíssimo e médio prazos, além do fato de não poder se descuidar de medidas de longo prazo para atração de investidores locais estrangeiros.

Temer terá ainda que destruir o aparelhamento do Estado. Notem que não falamos só em alguns ministérios comandados por profissionais de ilibada reputação. Falamos também de cargos nos segundo e terceiro escalões, como por exemplo, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras; assim como BNDES, diversas secretarias e empresas estatais. Terá que evitar ser solapado por transição sem ajuda do estamento e coibir abusos de “final de festa”. O detalhe é que não se consegue isso nem em cem dias.

De qualquer forma, com o afastamento da presidente os investidores devem reagir positivamente. Com liquidez abundante na economia global e tendendo a ser ampliada ainda mais, podem sobrar recursos para o Brasil e um novo programa de privatizações com taxas de retornos mais atraentes, o que dinamizaria toda a economia.

O Brasil necessita de um novo rumo e na direção correta!