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Nos últimos dias, temos tido por parte de nossos clientes algumas demandas sobre como se comportar diante das mudanças no âmbito político que estão se processando em alta velocidade.

Seria hora de mudar um pouco a estratégia de alocação de recursos no mercado?

Para responder essa questão, precisamos considerar alguns riscos. É certo que faz muito tempo que o segmento de risco anda bastante deprimido, com os preços dos ativos bastante depreciados.

Também é certo que a recessão em curso, e que abrange o ano de 2016 e se estende um pouco pelo ano seguindo, ajuda nessa depreciação dos preços. Particularmente nos preocupa esse cenário num quadro de endividamento elevado, juntamente coma perda do grau de investimento do país, que encarece sobretudo a rolagem de empréstimos das empresas.

O melhor exemplo disso fica por conta da recente operação do governo com títulos com vencimento em 2026, cuja taxa de juros cresceu para 6,125%, algo como 60% superior à operação realizada em 2014. Certamente isso dificulta rolagens e encarece as operações futuras. Além disso, é de se esperar, em muitos casos, faturamento líquido menor das empresas listadas em bolsa, o que contribui para preços relativos não tão competitivos quando cotejados com aplicações em outros países com economias em expansão, ainda que modestas.

Porém, olhando para o processo político em curso no Brasil, é possível intuir que mudanças ocorrerão. Não importa, nesse momento, que mudanças acontecerão, mas tão somente que as chances são grandes. Apenas a hipótese de continuidade do segundo mandato da presidente Dilma poderia conter dúvidas pela baixa governabilidade e credibilidade. Todas as demais possibilidades levariam para uma situação de revisão nos investimentos.

Mudanças para semiparlamentarismo, assunção do vice Michel Temer e convocação de novas eleições majoritárias; seriam suficientes para introduzir maior governabilidade, em graus diferentes (dependendo da opção conferida), mas todas criando perspectivas melhores, o que mexeria com os investidores e provocaria mudanças de estratégias. E é diante dessas situações que os ativos de risco reagirão.

Hoje a maior parte dos investidores em ativos no Brasil carregam posições em renda fixa, aproveitando a enorme taxa de juros real, principalmente quando comparadas com taxas praticadas no exterior, cada vez mais negativas, segundo postura de bancos centrais. Hoje são vários os que lidam com taxa de juros negativas para depósitos e no próprio mercado. Estamos falando de países como Japão, Suíça, Noruega, Alemanha e BCE (BC Europeu); essa, não raro, com juros negativos em negociações de mercado.

Pois bem, fazendo todas essas considerações, ainda assim, julgamos que operações de maior risco podem ser tentadas, principalmente no mercado secundário de ações local, sempre visando mais o longo prazo para retorno e após correta avaliação e seleção dos ativos. Também é possível minorar o risco de aplicações em renda variável fazendo uso do segmento de derivativos de índice e opções.

Também indicamos compras gradualmente progressivas, já que as mudanças no cenário local, ainda podem demorar, a volatilidade seguirá elevada e há margem para calibrar tais mudanças de carteira, portanto, julgamos oportuno repensar o mix de aplicações, assumindo maior volume de risco em carteiras para tentar ampliar retornos futuros de suas aplicações. Em nosso site, é possível encontrar ferramentas capazes de dirimir suas dúvidas e selecionar os melhores ativos, a partir de análises fundamentalistas e técnica.

Façam bom uso desse ferramental disponibilizado e incorpore mais sucesso aos seus investimentos nessa época de crise e bruscas mudanças no quadro político e, também, econômico.