Falta só o mês de junho para virarmos a página do primeiro semestre e, o próximo período, parece ainda mais complicado para o novo governo de Michel Temer. Senão vejamos:

– Agora todos garantem serem favoráveis à continuidade da operação Lava Jato. Daí deriva que teremos ainda pela frente muitos ruídos políticos, provavelmente prisões de políticos importantes e alguns movimentos sociais decorrentes;

– Não está garantido o afastamento definitivo da presidente Dilma. Convém lembrar que são precisos 54 votos de senadores, e na admissibilidade tivemos 55 votos, com três ausências. Certamente, o placar será muito apertado e o resultado pouco previsível;

– O governo precisa divulgar as medidas destinadas à recondução da economia para rumos melhores, e das sete vertentes anunciadas quatro dependem do Congresso Nacional. Vida dura para Temer;

– Sequer abordaram temas polêmicos que terão de serem discutidos com brevidade, como a reforma da Previdência e eventual aumento da carga tributária, dentre outros temas como melhorar o processo de concessões para atrair investimentos.

Passando para o exterior, dois assuntos se destacam e serão objeto de definição ainda em junho/julho.

Teremos reuniões do Banco Central americano em junho (dia 16) e, em julho, onde a taxa de juros básica pode ser elevada alterando fluxos de recursos através do mundo.

De outra feita, teremos em 23 de junho o plebiscito sobre a eventual saída do Reino Unido da União Europeia, o que deve comprometer as relações de trocas entre países e alterar a economia global.

Claramente isso trará implicações também para o Brasil.

Temer vai precisar de muita competência e sorte.