Semana Importante para o cenário político e monetário

A última semana do mês de abril se reveste de grande importância para o cenário político e monetário. A cena política será dominada pelos ruídos de instalação da comissão de impeachment da presidente Dilma pelo Senado, onde o placar apurado está em 48 votos pela abertura do processo, contra 20 votos contra.

O número é suficiente para abertura, o que provocaria o afastamento de Dilma por até seis meses.

O cronograma indica que, até provavelmente, 12 de maio a presidente será afastada, iniciando a gestão do vice-presidente Michel Temer. As estimativas indicando que possivelmente até meados de junho o processo estará concluído, e depois de votado a presidente seria definitivamente afastada.

Por mais breve que isso possa parecer em termos de impedir a presidente, ainda assim é demasiadamente longo para o Brasil, onde a situação da economia se deteriora drasticamente.

Exceto pelas contas externas que melhoram e pela inflação que tende a retroceder, os demais indicadores ainda vão piorar mais, e a contração do PIB em 2016 deve ficar próxima de 4,5%, se nada de pior ocorrer. Isso implica em mais desemprego, menos arrecadação e endividamento crescente; o que exigirá medidas ainda mais duras para trazer a economia para o rumo correto.

É nesse quadro que o Banco Central do Brasil faz a sua reunião sobre política monetária na semana. Não existem expectativas de redução da taxa Selic, hoje em 14,25%, mas o Copom pode sinalizar quedas nas próximas reuniões, indicando que 2016 pode terminar ao redor de 13,25%, o que adiantaria muito pouco, mas seria indicação importante e um pouco de sobrevida para os ativos de risco.