Está prevista a votação em plenário do Senado sobre o impedimento da presidente Dilma e seu afastamento do Governo, assumindo o vice-presidente Michel Temer. Esse evento junto com o afastamento pelo STF de Eduardo Cunha podem provocar muitos ruídos na cena brasileira, algo pouco previsível.

Como Dilma e Cunha reagirão a tudo que os espera em termos de consequências da operação Lava Jato e, pedaladas fiscais, no caso de Dilma. Coadjuvante a isso ainda teríamos os destinos selados para Lula e uma penca de ministros da presidente, também envolvidos na Lava Jato.

Ou seja, ainda vamos ter muitos ruídos e o PT na oposição sabe realmente fazer muito barulho. A conclusão é que Temer terá que “mostrar serviço” logo nos primeiros atos de um governo com viés ainda provisório. Terá que anunciar sua equipe, desaparelhar o empoderamento do PT encrustado no Estado, reduzir a máquina burocrática e anunciar e sensibilizar a sociedade sobre os dias duros que virão para ajustar a economia.

Temer e sua equipe não disporão de muito tempo, até por conta da percepção de que quase nada mudou em termos de distribuição de cargos por partidos. Aparentemente já está sepultada a visão de corte de muitos ministérios e cargos comissionados (são dezenas de milhares), assim como a formação de um ministério de notáveis. O crédito para Temer e a urgência de contornar a situação caótica da economia reduzem bastante o prazo de apoio da sociedade. Temer e sua equipe terão contra si o tempo que começa a se esvair no minuto seguinte.
Torcemos para que tenham sucesso na comunicação de medidas e que consigam trazer para junto a maior parte da população, do empresariado e ainda os investidores estrangeiros. O Brasil precisa de novos e inequívocos rumos.

O Brasil precisa se reinventar!

Por Alvaro Bandeira
Economista Chefe home broker modalmais