O último pregão de novembro está repleto de fatores importantes que podem influenciar o andamento dos mercados. Por aqui já tivemos a aprovação da PEC do Teto dos Gastos em primeiro turno no Senado e a divulgação do PIB do 3T16, que apontou queda de 0,8% ante o trimestre anterior, sendo aguardada para o início da noite a decisão do Copom sobre a Selic. Lá fora o evento mais importante é a decisão da Opep sobre o acordo para reduzir a produção de petróleo. Nesta manhã os investidores parecem otimistas que o cartel chegará a um consenso, o que traz altas superiores a 5% para os contratos futuros de petróleo. Por consequência, as bolsas europeias e contratos futuros do Dow Jones e S&P 500 operam em alta. O Ibovespa futuro, às 9h40, registrava alta de 1,75%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas precisando ultrapassar a resistência imediata de 62.450 pontos para permitir a expectativa de extensão dos avanços até o topo formado em 63.390 pontos (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro testa o suporte imediato de R$ 3,382 e se perdê-lo indicará possibilidade de ingresso em nova manifestação baixista na direção dos fundos formados em R$ 3,36 e R$ 3,338 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Votações nesta madrugada
Sentimentos difusos depois das votações desta madrugada. Se de um lado tivemos uma boa votação em torno da PEC do teto, mesmo com todos os protestos nas cercanias do Congresso, por outro, foi vergonhosa a votação em torno das Dez Medidas contra a Corrupção. Na primeira, foi representativa a votação, com 61 votos a favor e 14 contrários. Algumas emendas colocadas acabaram suprimidas. Agora é partir para o segundo turno no dia 14/12. Na segunda, no entanto, pegou muito mal a deturpação completa deste projeto popular (mais de duas milhões de assinaturas). Dentre as alterações feitas pelos congressistas, chama atenção o fim daquela que estimulava as delações, no chamado “depoente do bem”, e a aprovação do que passa a criar mecanismos para a punição de membros do Ministério Público e do Judiciário que “extrapolarem nas suas atribuições”. Outras barbaridades foram cometidas mas nestas duas o que se viu, claramente, foi o Legislativo tentando esvaziar as ações da Lava-Jato. Uma crise institucional pode estar sendo gestada. Esperamos que o Senado tenha a grandeza necessária para corrigir estes erros.

Confiança da Indústria: avançou 0,4 ponto em novembro, para 87,0 pontos. O índice avançou em 8 dos 19 segmentos pesquisados. O IE avançou 0,5 ponto, para 88,9 pontos, com destaque para a alta de 1,2 ponto no indicador que mede a produção para os três meses seguintes. O ISA avançou 0,2 ponto, para 85,1 pontos, com a evolução 3,0 pontos no indicador de nível de demanda (85,3 pontos). O NUCI aumentou 0,3 p.p., para 74,0%.

PIB recua 0,8% no terceiro trimestre contra o anterior
Veio sem surpresas o desempenho do PIB no terceiro trimestre deste ano. Recuou 0,8% contra o anterior (sétima queda seguida), 2,9% contra o mesmo do ano passado, 4,4% em quatro trimestres e 4% no acumulado ao ano. Pelo lado da oferta, os maiores tombos acabaram com o setor agropecuário (-1,4%) e a indústria (-1,3%), com os serviços recuando 0,6%. Na indústria, a extrativa mineral meio que amenizou a queda geral, crescendo 3,8%, em função da retomada da Petrobras, com a “normalização” da produção e da gestão da empresa. Por outro lado, refletindo uma demanda ainda fraca, dado o alto endividamento das famílias, e as exportações ainda de lado, a indústria de transformação recuou 2,1% e a de construção 1,7%. Pelo lado da demanda, os investimentos voltaram a cair (-3,1%), depois de terem crescido 0,5% no trimestre anterior. Isso é um indicativo de que a confiança dos empresários ainda não foi restabelecida. Já o consumo das famílias e do governo se manteve em queda (-0,6% e -0,3%, respectivamente). Ao fim deste ano, a retração do PIB deve seguir elevada, com recuo entre 3,6% e 4,0% e em 2017 o crescimento deve ficar em torno de 0,5% e 0,8%.

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