Fundo de ações é uma alternativa mais simples de investir na bolsa de valores, pois é um gestor profissional quem cria as estratégias e toma as decisões de alocação de recursos.

Dessa forma, não depende que o investidor conheça sobre o mercado ou técnicas de análise: a ele cabe, somente, o depósito do valor que deseja investir nessa modalidade.

Para investir em ações diretamente, é preciso estudar. Caso contrário, perder dinheiro é um risco ainda mais iminente. Renda variável é uma forma de investimento de risco, porém capaz de rentabilidades muito superiores que a renda fixa.

Se você não tem tempo para acompanhar as movimentações da bolsa, ou não tem interesse em conhecer técnicas de avaliação de oportunidades e riscos, como a análise fundamentalista ou a análise técnica, os fundos de ações podem ser uma boa alternativa.

Para entender como eles funcionam e como escolher o melhor fundo para diversificar sua carteira de investimentos, continue a leitura. Neste artigo, vamos abordar:

 

  • O que é um fundo de ações?
  • Como funciona os fundos de ações?
  • Quais são os tipos de fundos de ações?
  • Vale a pena investir em fundos de ações?
  • Vantagens e desvantagens dos fundos de ações
  • Quais os riscos de se investir em fundo de ações?
  • Quais as taxas e tributações relativas ao fundo de ações?
  • Como escolher o fundo de ações?
  • Quais os melhores fundos de ações em 2020?

 

Boa leitura!

O que é um fundo de ações?

Fundo de ações é uma oportunidade de investir na bolsa de valores de forma simplificada.

 

Um fundo de ações é uma espécie de “grupo”, em que um gestor determina quais ações irá comprar ou vender, e quando. O investidor, nesse caso, coloca seu capital no grupo, apostando que o gestor fará o melhor trabalho para rentabilizar o dinheiro.

Ou seja: você investe nesse conjunto de ações sem saber exatamente quais ou quantas estão sendo negociadas.

O objetivo é conquistar um maior rendimento sem que você precise acompanhar as movimentações da bolsa de valores, a B3, para saber a hora de comprar ou vender um ativo.

Assim como existem outros fundos de investimentos, como os fundos imobiliários e os fundos multimercados, os fundos de ações são uma boa alternativa para quem deseja ampliar sua carteira de investimentos, elevando as oportunidades de ganhos.

 

Leia também: Fundos de Investimentos: uma simples explicação do que são e como funcionam.

 

A diferença entre um fundo de ações e outros fundos é a composição da carteira: enquanto os fundos imobiliários investem em imóveis, os fundos de ações tem, no mínimo, 67% do dinheiro alocado em ações de empresas.

Como funciona os fundos de ações?

Você já acessou um home broker? A plataforma onde acontecem as negociações da bolsa de valores pode ser um tanto complicada de entender.

Para quem deseja investir em ações, alguns conhecimentos são necessários para que o risco possa ser melhor controlado, como:

 

  • Saber interpretar os códigos das ações;
  • Analisar os dados históricos, ainda que ganhos passados não sejam garantia de ganhos futuros;
  • Compreender os gráficos para apoiar as decisões;
  • Entender o funcionamento do pregão, oscilações de preços e as ferramentas disponíveis para cada tipo de estratégia.

 

Parece difícil e não vamos mentir: é mesmo. Exige estudo, paciência, experimentação. É fácil perder dinheiro na bolsa de valores se você não souber como fazer os investimentos.

E é aí que os fundos de ações entram como uma oportunidade de simplificar a sua vida: não depende de você analisar, conhecer e escolher as empresas que deseja comprar ou vender ações.

Para isso, você contará com o gestor do fundo, um profissional competente e qualificado para colocar as estratégias em jogo.

O fundo de investimento funciona como um “bolão” (quem nunca?): um grupo de pessoas (desconhecidas) colocam seu dinheiro no fundo, e o gestor irá administrar esse dinheiro de acordo com os seus conhecimentos, buscando a maior rentabilidade possível.

No caso dos fundos de ações, o gestor estará usando o dinheiro para investir em ações, comprando e vendendo papéis conforme o seu entendimento de mercado e avaliação de oportunidades.

Ao investidor, cabe somente fazer os aportes. Porém, importante reforçar: você, como investidor, deve ser capaz de avaliar o fundo que irá investir.

Isso porque você estará nas mãos do gestor e tanto o risco do fundo quanto a estratégia do gestor deve ser alinhada com as suas expectativas, objetivos e perfil como investidor.

Importante, também, alertar que nos fundos de ações é permitido ao gestor alocar uma concentração maior do valor em poucos emissores.

Outros fundos permitem um máximo de 20% em ativos de uma mesma instituição, mas no fundo de ações esse limite pode ser ultrapassado. Assim, o investidor deve estar ciente e concordar com o risco da possibilidade de ver o dinheiro concentrado em poucos emissores.

Se você já tem investimentos em renda fixa, como Tesouro Direto e CDB, pode ser que já esteja preparado para ampliar sua carteira, aceitando um pouco mais de risco. Neste caso, os fundos de ações podem ser uma boa alternativa.

Caso você ainda não tenha uma reserva de emergência em produtos mais conservadores, comece lendo estes artigos aqui:

 

Quais são os tipos de fundos de ações?

Escolha um fundo de ação que melhor atenda suas expectativas e objetivos a médio e longo prazo.

Agora que você entendeu o que é e como funciona um fundo de ações, é importante que você saiba que existem diferentes tipos de fundos.

Eles podem variar de acordo com a estratégia do gestor ou composição da carteira. Dessa forma, você pode escolher o tipo de fundo que melhor atenda seus objetivos a médio e longo prazo, reduzindo as chances de frustrações.

 

Conheça:

Fundo de ações setorial

Caso o fundo de ações invista em empresas de um mesmo setor (industrial, por exemplo) ou setores afins de economia, é chamado de fundo de ações setorial.

Para essa estratégia, é preciso que o investidor seja informado os critérios de escolha dos setores para aplicação, através da política de investimento.

Fundo de ações de small caps

As small caps são empresas com baixa capitalização mas grande potencial de crescimento. É o caso de startups, por exemplo, que começam valendo pouco e os investidores que apostam no negócio podem lucrar muito com a aposta.

Para um fundo de ação ser considerado como fundo de small caps, deve ser alocado, no mínimo, 85% do valor em ações nesse tipo de empresa.

Importante dizer que por serem papéis menos negociados na bolsa, fundos de small caps costumam ter menor liquidez. Por isso, é recomendável para quem deseja um investimento de longo prazo e que não precisará resgatar o valor rapidamente.

Fundo de ações de dividendos

Fundos de ações de dividendos são fundos formados por ações de empresas que realizam distribuição de dividendos – parte do lucro obtido no período.

Assim, os investidores recebem uma renda passiva, conforme a quantidade de cotas compradas no fundo. Além, claro, de ver o valor investido rentabilizar conforme o crescimento das ações da empresa.

Fundo de ações indexados

Esses fundos replicam índices de referência, como o Ibovespa, por exemplo.

Parecido com o conceito, temos os fundos de índices, que são negociados como ações na bolsa de valores. Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo: ETF

Vale a pena investir em fundos de ações?

Fundos de ações são uma boa opção para quem deseja começar a investir em renda variável. Isso porque não depende de muito conhecimento por parte do investidor, já que um gestor profissional tomará as decisões em relação à alocação dos recursos.

No entanto, se você tem conhecimento do mercado e deseja tomar as próprias decisões, o fundo pode não ser atrativo.

Tudo depende do seu perfil de investidor, seus objetivos e sua intenção de acompanhar ou não as movimentações da Bolsa de Valores.

Vantagens e desvantagens dos fundos de ações

Fundos de ações apresentam uma oportunidade para investidores amadores ampliarem seu portfólio.

Sem dúvida, a principal vantagem de investir em um fundo de ações é a oportunidade de diversificar seu portfólio de investimentos sem necessidade de um grande envolvimento.

Imagine você precisar acompanhar com frequência o mercado, a economia, os gráficos e indicadores, tomando decisões importantes a qualquer momento?

É uma rotina que não cabe para todos os perfis de pessoas, é verdade. Nesse caso, o fundo de ações é uma grande oportunidade.

Outra vantagem é você investir em vários ativos diferentes sem muito dinheiro: como você compra cotas do fundo, e o fundo é compartilhado com ações de diferentes emissores, você aplica seu capital em múltiplas empresas.

A não ser, claro, que a estratégia do fundo seja aplicar o valor mais concentrado em menos papéis – por isso, é fundamental que você leia a política de investimento do fundo escolhido, para garantir que está de acordo com os seus interesses.

Por outro lado, se você é um investidor com mais conhecimento e experiência, o fundo de ações apresenta uma desvantagem: não existe a possibilidade de você optar por uma outra empresa para investir, já que todas as decisões são tomadas única e exclusivamente pelo gestor.

Quais os riscos de se investir em fundo de ações?

O fundo de ações é um investimento de renda variável. Isso significa que estará vulnerável às volatilidades do mercado.

Só por isso, já é um investimento de risco. Para amenizar, é importante escolher um fundo com boa diversificação de papéis. Assim, se um mercado é prejudicado, ações de outras empresas podem contribuir para equilibrar.

Outro risco é a liquidez. Dependendo da composição do fundo, você pode ter problemas na hora de retirar o seu investimento. Fundos de ações de small caps são exemplos de baixa liquidez, então, se você não quer enfrentar esse desafio, evite esse tipo de produto.

Quais as taxas e tributações relativas ao fundo de ações?

Na hora de escolher, preste atenção nas taxas administrativas dos fundos de ações.

Os fundos de ações têm custos administrativos que servem para remunerar o administrador e o gestor do fundo. Na hora de escolher, preste atenção nessas taxas, já que elas são fixas e independem da rentabilidade do investimento.

Além da taxa administrativa, um fundo de ações pode cobrar uma taxa de performance, com base no resultado obtido. Funciona como uma espécie de bônus ao administrador.

Fora as taxas, são aplicados sobre os fundos de ações as tributações já conhecidas do investidor: Imposto de Renda.

O imposto de renda tem uma alíquota de 15%, aplicado sobre a rentabilidade do fundo. Se o fundo rendeu 10%, o pagamento do imposto será somente sobre esses 10% de rendimento, e não sobre o valor total investido.

 

Como escolher o fundo de ações?

Como vimos, existem diferentes tipos de fundos de ações. Além disso, existem estratégias individuais, de acordo com cada gestor.

 

Por isso, ainda que o fundo de ação seja uma oportunidade simplificada de você investir na Bolsa de Valores, não significa que não exija nenhum estudo ou análise prévia. É preciso pesquisar um pouco antes de decidir em qual fundo colocar o seu dinheiro.

Quer saber como escolher o fundo de ações ideal para você? Então, confira o nosso passo a passo:

 

  1. Confira as taxas cobradas. Quanto menor as taxas administrativas, melhor a rentabilidade do fundo;
  2. Entenda a composição do fundo. Verifique se o fundo está diversificado o suficiente, ou se a estratégia adotada atende suas expectativas;
  3. Analise a performance do fundo. Confira o histórico do fundo em relação à rentabilização do dinheiro. Lembre-se, porém, que ganhos passados não refletem ganhos futuros – ainda assim, é uma boa métrica de avaliação;
  4. Verifique o perfil do gestor. Se é o gestor o responsável pela alocação dos recursos financeiros, não faz sentido você não conhecê-lo, certo? Afinal, você não deixaria qualquer pessoa cuidando do seu dinheiro. Procure conhecer suas estratégias, seu perfil, sua política de investimentos. Entre em contato, pesquise histórico, enfim…procure informações sobre aquele que tomará as decisões mais importantes para você.

 

Conclusão

Os fundos de ações escolhidos devem estar alinhados aos objetivos do investidor.

 

Fundos de ações são formados por cotistas, ou seja, investidores que compram cotas do fundo, cujo dinheiro será administrado pelo gestor, conforme a estratégia adotada por ele.

Neste caso, você investe em ações de empresas sem precisar negociá-las individualmente. É o gestor que fará as compras e vendas, buscando a maior rentabilização possível para os cotistas.

Ainda assim, você deve cuidar na hora de escolher o tipo de fundo.

Ler a política de investimentos, conhecer o histórico do gestor e avaliar os rendimentos obtidos em períodos anteriores, ainda que não seja uma garantia, são maneiras de compreender se o produto está adequado aos seus objetivos e expectativas.

 

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