Fundos cambiais são fundos de investimentos atrelados a ativos relativos a moedas estrangeiras, como o dólar. Nesses casos, a rentabilização do fundo se dá conforme a variação cambial da moeda.

 

Se você ainda não conhece o conceito de um fundo de investimento, leia o artigo que publicamos sobre o assunto: Fundos de Investimentos: uma simples explicação do que são e como funcionam.

Basicamente, um fundo de investimento é uma comunhão de recursos coletivos em que cada investidor compra uma cota. O gestor do fundo, que pode ser uma empresa, um investidor qualificado ou profissional, por exemplo, é quem tomará as decisões de onde e quando alocar o dinheiro.

No caso do fundo cambial, os produtos que serão utilizados na carteira são aqueles derivados das moedas estrangeiras. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue conosco!

 

Neste artigo, você vai aprender:

 

  • O que são fundos cambiais?
  • Como funcionam os fundos cambiais?
  • Quem deve investir nos fundos cambiais?
  • Vantagens e desvantagens dos fundos cambiais
  • Como escolher um fundo cambial?
  • Como investir em um fundo cambial?
  • Quais são os riscos de se investir em fundos cambiais?
  • Qual a tributação de um fundo cambial?
  • Quais são os melhores fundos cambiais de 2020?
  • Fundos cambiais ou dólar?
  • Outros investimentos que seguem a variação cambial

 

Boa leitura!

O que são fundos cambiais?

Fundos cambiais investem em moedas estrangeiras, como o dólar.

 

Fundos cambiais são fundos de investimentos. Mas, nesse caso, a carteira de investimento é formada por ativos relacionados às moedas estrangeiras.

Assim, a rentabilidade do fundo se dá com a variação cambial dessas moedas. Parece bom para quem está acostumado com as oscilações do dólar, certo? No caso do fundo cambial, uma alta do dólar é motivo de festa!

Com isso, quando a economia brasileira vai mal – e, portanto, o real desvaloriza –, os investidores podem se proteger com esses investimentos, já que as moedas estrangeiras irão valorizar no mesmo período.

Para ser considerado um fundo cambial, a composição deve ser de, no mínimo, 80% de ativos relacionados a moedas. Outras composições fazem parte de outros modelos de fundos, como os fundos imobiliários e fundos multimercados, por exemplo.

Como funcionam os fundos cambiais?

Se você já sabe como funciona um fundo de investimento, deve saber que todos funcionam mais ou menos da mesma forma: o que muda, mesmo, é a composição da carteira.

Em resumo, vários investidores aplicam seu dinheiro em conjunto em um portfólio com gestão profissional habilitado e competente em análise de riscos, economia e mercado.

O que diferencia os fundos cambiais de outros fundos é o tipo de ativo principal da composição da carteira: no caso, aqueles derivados das moedas estrangeiras. Ou seja: não significa que a aplicação será feita na moeda diretamente.

O gestor pode comprar títulos que sejam indexados na variação cambial, por exemplo.

A rentabilidade do fundo é dividida entre todos os investidores, proporcionalmente ao investimento de cada um. É como um sistema de cotas: quem compra 1 cota receberá 1 parte do retorno, quem compra 10 cotas receberá 10 partes.

Quem deve investir nos fundos cambiais?

Os fundos cambiais são voltados para investidores com perfil moderado ou arrojado.

 

Os fundos cambiais são uma excelente oportunidade de diversificação da carteira e de proteção contra uma possível crise econômica nacional. No entanto, era um produto voltado para grandes investidores – pelo menos até pouco tempo.

Cada vez mais, os fundos cambiais estão ganhando popularidade e espaço no mercado dos pequenos investidores. É possível encontrar fundos com aportes a partir de R$ 500.

É recomendável para investidores com perfil mais moderado ou arrojado que suportam a volatilidade do mercado de renda variável.

Se você tem um perfil mais conservador, ou ainda não está acostumado a investir, comece pelos produtos de renda fixa. Ainda que seu rendimento possa ser inferior, o risco é quase zero. Saiba mais:

 

Vantagens e desvantagens dos fundos cambiais

Para saber se o fundo cambial é uma boa opção para você, separamos algumas vantagens e desvantagens para você colocar na balança. Vamos lá?

Vantagens dos fundos cambiais

Sem dúvida, uma boa vantagem é a possibilidade de diversificar a carteira de forma simplificada. Afinal, ao investidor, basta depositar o valor do aporte no fundo. Quem tomará as decisões e ficará responsável pela análise e acompanhamento do mercado é o gestor.

Outra vantagem importante está relacionada ao tipo de ativo. Se você tem compromissos no exterior, como uma viagem ou mesmo negócios com outros países, o fundo cambial pode ser um importante ativo em caso de uma crise na econômia.

Imagine que você esteja planejando uma viagem para a Europa e, perto da data, o euro sobe? Sua viagem poderá sofrer prejuízos – talvez algum passeio seja cortado, ou você não consiga visitar todos os locais que planejou.

Com um fundo cambial, você consegue “compensar” esse aumento com uma rentabilidade acima da média – afinal, se você tiver ativos vinculados ao euro, eles terão rendido um bom percentual.

 

Desvantagens dos fundos cambiais

Como desvantagem, temos o risco – e você precisa estar disposto a correr.

Afinal, o fundo cambial, como outros investimentos de renda variável ou atrelados às moedas estrangeiras, são produtos de alto risco.

Além disso, os fundos apresentam custos administrativos que não existem em outros modelos de investimento. Isso porque estará pagando um gestor para fazer as negociações em busca de mais rentabilidade.

Como escolher um fundo cambial?

Na hora de escolher um fundo cambial, confira o histórico de performance e as estratégias do gestor.

 

Para escolher um fundo cambial, você pode ter alguns requisitos de avaliação.

Lembre-se, porém, que esse tipo de produto é voltado para perfis de investidores moderados ou arrojados. Se o seu perfil é conservador, os fundos cambiais não serão oferecidos para você.

Abaixo, listamos alguns aspectos essenciais que devem ser levados em consideração. Confira:

 

  • Aplicação mínima: atualmente, existem fundos que aceitam aplicações pequenas, a partir de R$ 500. Alguns fundos, porém, exigem novos aportes após a aplicação inicial. Por isso, considere os valores e verifique qual está mais adequado à sua disponibilidade no momento;
  • Avalie o risco: nunca é demais relembrar que aplicações em fundos cambiais oferecem risco, já que inúmeros fatores influenciam na valorização ou desvalorização de uma moeda. Pense se você está realmente disposto a correr o risco que este tipo de aplicação apresenta;
  • Verifique a performance: confira o histórico de performance dos fundos avaliados. Mesmo que os ganhos passados não sejam garantia de ganhos futuros, é uma forma de você entender a estratégia de cada fundo para um mesmo período;
  • Avalie a liquidez: leia, no regulamento do fundo, todas as especificações quanto à liquidez e resgate do valor. É importante conhecer essas normas para evitar prejuízos caso você tenha a necessidade de resgate antecipado, por exemplo;
  • Entenda o rating: o rating é um forma de avaliação das agências, indicando as melhores carteiras do mercado. O mais conhecido é o elaborado pela Morningstar. Cada carteira avaliada recebe até 5 estrelas, auxiliando o investidor na escolha.

Como investir em um fundo cambial?

Para investir em fundos cambiais, você precisa ter uma conta em uma corretora ou banco que ofereça esse modelo de investimento.

No modalmais, o banco digital dos investidores, você pode abrir sua conta de forma gratuita! Além dos fundos cambiais, você terá acesso a diversos outros produtos, com as menores taxas do mercado.

Para abrir sua conta, basta seguir o passo a passo:

 

  1. Clique em Abra sua Conta;
  2. Preencha o formulário, informando seu nome, telefone e melhor e-mail;
  3. Baixe o APP em seu celular;
  4. Finalize o seu cadastro. Nessa etapa, serão solicitadas mais informações, como renda familiar, profissão, endereço, entre outros;
  5. Aguarde a aprovação. Você será informado por e-mail quando já puder acessar a sua conta;
  6. Pronto! Acesse a plataforma, descubra os produtos oferecidos e comece a investir.

Quais são os riscos de se investir em fundos cambiais?

Os fundos cambiais flutuam de acordo com inúmeros fatores do mercado, sendo bastante volátil.

 

Os fundos cambiais, como qualquer outro investimento de renda variável, oferecem riscos ao investidor. Isso porque dependem da movimentação econômica e diversos outros fatores que influenciam diretamente na economia.

Doenças, guerras, desastres naturais são alguns exemplos de acontecimentos que impactam na economia e no comportamento dos mercados, ainda que indiretamente.

Por isso, nem o investidor, nem o gestor têm o controle sobre as possibilidades de ganhos ou perdas. Assim, ainda que existam análises para apoiar as decisões, como a análise técnica e a análise fundamentalista, de uma hora para outra tudo pode mudar.

Fora esse risco normal e esperado da renda variável, existem, também, riscos relacionados ao gestor e à administradora. Ao depositar um valor nas mãos de alguém, é fundamental que você tenha confiança e segurança nessa pessoa.

Portanto, antes de investidor em um fundo, certifique-se sobre quem será o responsável pelo seu dinheiro.

Qual a tributação de um fundo cambial?

Os fundos cambiais têm tributação de dois impostos: Imposto de Renda e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Assim como outros produtos de investimento, o Imposto de Renda incide sobre o rendimento e não sobre o total do capital investido.

No caso fundos de investimentos, existem, ainda, duas classificações para cálculo da alíquota, relacionadas à duração: fundos de curto prazo e fundos de longo prazo.

 

Confira cada caso:

 

Fundos de curto prazo:

 

  • Até 180 dias de aplicação: alíquota de 22,5% sobre o rendimento;
  • Acima de 180 dias de aplicação: 20% aplicado sobre o rendimento.

 

Fundos de longo prazo:

 

O Imposto de Renda nos fundos de longo prazo segue a mesma tabela regressiva de outros investimentos, incluindo a renda fixa:

 

Prazo do investimentoAlíquota (%)
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

 

A cada semestre, o administrador calcula o imposto devido de cada investidor. É considerada a menor alíquota para cada categoria e o pagamento do imposto é chamado de come-cotas: o investidor tem suas cotas reduzidas como forma de acerto do IR.

Caso o investidor resgate o valor em período anterior ao vencimento do fundo, deverá acertar a diferença do Imposto de Renda, se necessário.

O IOF, por sua vez, é cobrado apenas se o resgate do investimento for realizado em um período inferior a 30 dias a partir da aplicação. Nesse caso, a alíquota sobre o rendimento pode variar de 96% a 0%, dependendo do prazo.

Além dos tributos, que são obrigações legais do cidadão investidor, outros custos incidem nos fundos cambiais, como taxa administrativa e a taxa de performance. Os valores variam de acordo com a administradora e com o gestor.

É importante você consultar previamente todas as taxas cobradas, já que elas poderão reduzir o seu ganho líquido final. Quanto menores as taxas, maior o rendimento do seu capital.

Fundos cambiais ou dólar?

Fundos cambiais são opções mais práticas da compra de papel moeda.

 

Muitos investidores já têm a crença de que investir em dólar é uma boa opção para se proteger dos riscos de uma crise econômica.

Mas, com os fundos cambiais, será que o dólar em espécie ainda vale a pena?

Ao comprar dólar em espécie, o investidor pode viajar a qualquer momento, despreocupado com a variação cambial – afinal, a moeda já está comprada.

Por outro lado, é um dinheiro que fica preso, já que você pode não conseguir aproveitar um pico de alta. Se for revender, terá que arcar com custos e taxas cobradas pelas casas de câmbio.

Além disso, corre risco de furto e até mesmo deterioração do papel: com o tempo, o desgaste pode, inclusive, reduzir sua chance de utilização da moeda (muitos locais não aceitam papel rasgado, por exemplo).

Já com os fundos cambiais você tem a oportunidade de ganhar com as variações do câmbio, mas sem precisar comprar a moeda em si.

Dessa forma, tem mais liquidez, mais diversidade de moeda (poderá investir em euro, libra e outras moedas, além do dólar) e terá a expertise de um gestor profissional para fazer seu dinheiro render ainda mais.

Outros investimentos que seguem a variação cambial

Além dos fundos cambiais, existem outros produtos que também seguem a variação cambial como forma de rentabilizar o investimento.

Alguns exemplos são:

 

Conclusão

Fundos cambiais podem ser utilizados em estratégias de hedge, para proteção contra a volatilidade dos preços do mercado.

 

Os fundos cambiais são uma boa oportunidade para quem deseja diversificar a carteira e se proteger com uma potencial crise econômica nacional – já que, nesses casos, o investidor ganha com a desvalorização do real.

Ao investir em ativos relacionados às moedas estrangeiras, os fundos cambiais também podem ser utilizados para a estratégia de hedge – uma espécie de proteção com a volatilidade dos preços do mercado.

Se você deseja conhecer outros produtos financeiros de renda variável, com alto potencial de ganhos – mas com perfil de risco mais arrojado – confira os artigos que separamos para você:

 

 

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