A crise econômica causada pela pandemia da COVID-19 pegou o mundo todo de surpresa. Neste momento, os fundos de emergência nunca fizeram tanto sentido, principalmente para as novas gerações que entraram no mercado de trabalho há pouco tempo e não haviam presenciado um momento econômico de forte crise global.

Como parte fundamental da educação financeira, os fundos de emergência precisam integrar a rotina dos brasileiros. Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais), apenas 52% dos brasileiros têm um fundo de reserva.

Um dos principais entraves para começar a poupar é saber como fazer isso. Pensando nisso, produzimos este artigo especial para você. Continue a leitura e saiba tudo sobre os fundos de emergência!

 

Afinal, o que é um fundo de emergência?

Basicamente, o fundo de emergência corresponde aos valores que você investe mensalmente para eventuais situações atípicas e que interferem na sua renda mensal. Elas podem ser um possível desligamento do emprego, uma queda nas vendas — se estamos falando de empresas, principalmente micro e pequenos empreendedores —, uma crise econômica externa, etc.

Poupança versus fundo de emergência

O propósito do fundo de emergência é suprir as suas necessidades durante um momento não favorável na sua vida financeira. No Brasil, é comum as pessoas associarem o termo poupança como um sinônimo de fundo de emergência. Mas, na verdade, não é bem assim que ela funciona. A caderneta de poupança não pode nem mesmo ser considerada um investimento, devido aos baixíssimos rendimentos que oferece.

Com a taxa básica de juros (Selic) a 2,25% ao ano, por exemplo, a poupança rende apenas 1,57% ao ano mais TR. Frente à inflação, dependendo de quais as projeções para ela, o percentual de rendimento da poupança perde ainda mais valor, o que reduz o seu poder de comprar.

Isso porque, com a Selic abaixo de 8,5% ao ano, há uma regra que define que a poupança rende apenas 70% da Selic mais TR.

Por isso, apesar de ser uma das modalidades de reserva emergencial mais populares do país, não é recomendada, uma vez que existem outros fundos de emergência realmente rentáveis e com boa liquidez.

 

Como um fundo de emergência funciona?

Um fundo de emergência funciona da seguinte forma: você reserva mensalmente um valor da sua renda e o destina a esse fundo, para ser usado em caso de necessidade extrema. Parece óbvio, mas é preciso reforçar que o fundo deve ser usado apenas para situações financeiras críticas.

Esse fundo deve estar alocado em um investimento que proporcione bons rendimentos, mas que, acima disso, garanta segurança e principalmente liquidez, ou seja, possa ser disponibilizado facilmente na conta do investidor, caso este precise resgatar os recursos, em uma eventual emergência.

Fundo de emergência versus aquisição de bens

Se você quer investir na realização de um sonho, como comprar um carro zero ou a sua casa própria, é preciso ter ciência de que o fundo de emergência não pode ser utilizado para esse fim. É necessário fazer outra reserva extra para atingir esse objetivo. Para que, de fato, você tenha um fundo de emergência, é essencial que essas duas contas não se misturem.

 

Como calcular o seu fundo de emergência?

Agora que você sabe por que ter um fundo de emergência, deve estar se perguntando como encontrar o valor ideal às suas necessidades e como começar a poupar.

Bem, o indicado é que o fundo tenha um montante que corresponda, pelo menos, a 6 vezes o valor os seus gastos mensais fixos. No entanto, vale destacar que a melhor forma para identificar o valor que o seu fundo de emergência deve ter, é a partir da origem da sua renda.

Profissionais com fonte de renda variável ou que tenham menos estabilidade, por exemplo, estão mais expostos ao risco, se comparados aos trabalhadores com carteira assinada. Dessa forma, essas duas categorias, citadas no exemplo, precisam de um valor maior disponível para situações atípicas, sendo o ideal, o equivalente a cerca de 12 vezes o valor de seus gastos fixos mensais.

Ainda assim, é preciso acompanhar as suas despesas, ficar atento ao desempenho da economia do país, bem como da empresa onde você trabalha. Conhecer esses indicadores é essencial para que você possa definir, de forma inteligente e certeira, o valor que você precisa ter no seu fundo de emergência.

Lembre-se de considerar diferentes cenários para evitar que a reserva acabe antes de a situação financeira se normalizar. A seguir, confira um passo a passo e saiba como calcular o seu fundo de emergência!

Faça um orçamento das suas despesas

O primeiro passo para o cálculo do seu fundo de reserva é fazer um orçamento das suas despesas. Você sabe quanto que você gasta? Mapeie essas despesas, categorize-as por custos fixos e custos variáveis. Geralmente, os fixos são aqueles essenciais para a sua sobrevivência, como contas de água, energia, aluguel, alimentação. Por fim, mapeie também aqueles compromissos mensais inadiáveis, como por exemplo, parcelas de financiamentos.

Controle de gastos é essencial

Antigamente, os mais velhos faziam o controle das suas despesas em cadernos ou livros próprios para isso. Hoje, você pode usar a planilha de orçamento pessoal do modalmais no Excel ou aplicativos para o controle financeiro. O importante é que você documente todas as suas entradas e saídas e identifique a média mensal dos seus custos.

Defina o valor a ser poupado mensalmente

Conseguiu identificar os seus custos mensais versus a sua renda? Agora é a hora de definir o valor que você poupará mensalmente. Especialistas afirmam que o ideal é guardar de 10% a 20% da sua renda mensal. Mas, muitas vezes, a realidade do brasileiro não permite isso. Por isso, não fique preso a esses números.

A ideia é que você saiba que pode fazer um fundo de emergência sólido, começando com pouco. À medida que as suas contas forem ficando mais equilibradas, vá aumentando o valor destinado à reserva. Com calma e conhecimento, com certeza, você conseguirá consolidar um montante que atenda às suas necessidades.

Realize investimentos aderentes à sua necessidade

Existem opções de investimentos das quais você pode aplicar a partir de aproximadamente R$ 30 e resgatar quando quiser, que é o caso do Tesouro Direto. O importante é que se comece a ter o hábito de guardar dinheiro de forma inteligente.

Não fique preso à ideia de que precisa guardar R$ 100, R$ 300 ou R$ 500 por mês. Adapte a sua reserva à sua realidade. Caso contrário, você nunca vai começar a montar o seu fundo de emergência. Comece guardando o que não compromete o seu orçamento e repense os seus gastos: sempre compramos coisas das quais não precisamos, e esse dinheiro pode ser usado para começar o fundo emergencial.

 

O que fazer para montar um fundo de emergência?

Como mencionamos, quando se trata de fundos de emergência, o mais interessante é buscar opções seguras e com maior liquidez.

Então, agora você irá conferir quais são as melhores opções de investimento para montar um fundo de emergência. Vamos lá?

Renda Fixa
A renda fixa é uma modalidade de investimento indicada para diversos objetivos, inclusive os que envolvem curto prazo. As principais características da renda fixa, envolvem o fato de que os investimentos dessa modalidade têm rentabilidade previsível – ou seja, no momento da aplicação, você já sabe quanto irá render, seja numa taxa pós ou prefixada -, e de que são altamente seguros, sendo alguns deles, até mesmo, protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

CDB
O Certificado de Depósito Bancário tem uma das melhores rentabilidades no segmento de renda fixa privada e, apesar de não ser possível resgatar a qualquer momento, há opções de CDBs com prazos de vencimento a partir de 30 dias. Essa modalidade de investimento é muito interessante, pois, conta com uma proteção conhecida como FGC (Fundo Garantidor de Créditos), para montantes de até R$ 250 mil por CPF e instituição.

Tesouro direto

Criado em 2002 pelo Tesouro Nacional, essa modalidade permite que pessoas físicas adquiram títulos da dívida pública pela Internet. Nesta modalidade, você está emprestando seu dinheiro para o governo federal e é isso o que torna o Tesouro Direto o investimento mais seguro entre todos, mesmo não sendo protegido pelo FGC.

Cada título do Tesouro Direto é indicado para um objetivo. No caso da reserva de emergência, o título mais indicado é o Selic. O ideal é que você espere no mínimo um mês para resgatá-lo, mas de qualquer forma, você poderá fazer isso a qualquer momento.

Fundos de investimentos
Os fundos de investimentos funcionam como uma espécie de condomínio, onde as pessoas se reúnem, com um objetivo em comum: aplicar recursos em produtos financeiros que tragam bons retornos. Com os recursos obtidos, um gestor monta uma carteira de produtos que estejam de acordo com a modalidade e políticas predefinidas do fundo.

Assim, o patrimônio é dividido em cotas com valores iguais, que são distribuídas aos cotistas em quantidade proporcional ao valor investido por eles. Por exemplo, se hoje o valor da cota é de R$ 50 e você investiu R$100, você adquiriu duas cotas.

Como mencionamos, o fundo de emergência deve estar alocado em um produto que tenha liquidez. Assim, quando você precisar, poderá ter o recurso em mãos. Então, com essa finalidade, dê preferência a fundos de investimento que tenham prazos de resgate em até D+1. Ou seja, que, ao solicitar o resgate, as cotas sejam transformadas em dinheiro em conta em até um dia.

 

Como gerenciar o fundo de emergência?

Para que você consiga fazer o seu fundo de reserva crescer ao longo do tempo, é preciso saber como administrá-lo. A educação financeira deve fazer parte da sua rotina. Coloque em ação algumas boas práticas fundamentais. Veja só!

Reeduque os seus gastos

Quanto da sua renda você gasta por impulso? Em uma sociedade baseada no consumo, somos impactados diariamente por propagandas e, muitas vezes, agimos de forma inconsequente. Compramos coisas sem ter a necessidade delas.

Ao fazer o mapeamento dos seus gastos, registre o quanto você gasta do seu dinheiro em bens e produtos não essenciais. Identifique a natureza deles – por exemplo, comida, roupa, eletrônicos, etc. – e os momentos que você tende a ser mais consumista.

É necessário fazer essa análise e encontrar as suas tendências comportamentais, pois elas estão diretamente ligadas com as suas tomadas de decisões financeiras. A inteligência emocional é um dos grandes diferenciais dos investidores de sucesso.

Poupe um valor mensalmente

Lembre-se de sempre direcionar um montante da sua renda para o seu fundo de emergência. Assim, no decorrer do tempo, ele vai acumular, e, consequentemente, o seu retorno vai aumentar. E o mais importante: diversifique as suas opções de investimento.

Use somente o fundo para emergências

Pode ser uma tentação, mas não use o seu dinheiro do fundo de reserva para outro fim. Infelizmente, situações atípicas e não previsíveis podem acontecer, como a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Os fundos de emergência são essenciais, principalmente se você tem outras pessoas que dependem da sua renda, como filhos.

Reponha o valor após usar

Foi preciso utilizar o seu fundo emergencial? Faça a reposição dele assim que possível. Siga a ideia de que não é obrigatório realizar a reposição de todo montante de uma única vez. Reponha conforme as suas condições. Aqui, você inicia novamente o processo de poupar renda para o fundo.

Os fundos de emergência são bem interessantes, não é verdade? Agora que você sabe mais sobre o assunto, é necessário selecionar uma instituição de confiança, que disponibilize uma plataforma de investimentos estável e totalmente preparada a oferecer tal produto, como o modalmais.

Então, abra a sua conta no modalmais agora mesmo, e conheça todas as nossas opções de investimentos para o fundo de emergência ideal.

 

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