Dólar x Real

O mundo se mantém apreensivo com as medidas protecionistas de Donald Trump gerando impacto no preço das commodities. Os EUA tiveram uma safra recorde de soja e 50% do seu volume é exportado, sendo o seu maior importador a China. Para o milho os EUA têm como maior importador o México, e o início de relacionamento conturbado do novo presidente americano com ambos os países tem pressionado as cotações desses grãos.

Açúcar e Etanol

A consultoria Archer Consulting estima que a moagem de cana no Centro-Sul chegará a 586 milhões de toneladas na safra 2017/18, uma pequena redução em relação a safra passada. Desse volume a estimativa é que sejam produzidos 35,428 milhões de toneladas de açúcar e 24,546 bilhões de litros de etanol. Sendo 47% direcionado para o açúcar e 53% para o etanol. Já a consultoria Datagro prevê uma moagem de 661 milhões de toneladas para safra 2017/18, sendo 612 milhões de toneladas na região do Centro-Sul. A consultoria prevê uma moagem de 653 milhões de toneladas da safra atual 2016/17. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 20,45 alta de 0,69% e mai/17 fechou a US$ 20,46 alta de 0,44%.

Grãos

A perspectiva de colheita recorde no MT no mês de Janeiro foi prejudicada pelas fortes chuvas na última semana, tendo apenas 4,77 p.p. de avanço em área colhida. O estado de MT finaliza o mês de janeiro tendo colhido 16,25% da área total de soja plantada na safra atual. Ainda assim a safra permanece adiantada na colheita em relação a safra passada 8,06 p.p. Na safra 2015/16 MT esmagou 8,2 milhões de toneladas, um pouco acima da média dos últimos cinco anos que foi de 8,1 milhões de toneladas. Ontem a soja para mar/17 fechou a US$ 1.024,50 alta de 0,17% e mai/17 fechou a US$ 1.034,25 alta de 0,15%.

As chuvas no MT vêm atrapalhado a colheita de soja e como consequência a semeadura do milho primeira safra no estado. A perspectiva era que até o fim de janeiro fossem semeadas 16,6% de área de milho, mas com as chuvas foram semeados apenas 10,2% da área. Caso as condições climáticas fiquem favoráveis a semeadura, o Imea prevê que no fim dessa semana se chegue a 33,5% de área plantada. Ontem os contratos mar/17 fecharam a US$ 359,75 alta de 0,56% e mai/17 a US$ 367,00 alta de 0,55%.

Café

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, volta hoje (01) a rotina no ministério, após 15 dias em missão comercial nos EUA e Europa. O Ministro irá “bater o martelo” em relação a liberação ou não pela primeira vez da importação de café robusta, hoje proibida no Brasil. As torrefadoras e a indústria de café solúvel solicitaram a liberação alegando que produtores brasileiros não teriam café robusta suficiente para abastecer o mercado interno. A Conab fez um levantamento dos maiores galpões do ES e foi constatado um volume de 2,14 milhões de sacas em estoque, volume realmente baixo. Porém produtores alegam que a Conab não fez o levantamento em pequenos galpões que juntos representam grande volume de estoques. Mesmo com a alegação dos produtores, o parecer dos técnicos do Ministério é favorável a liberação, que seria de apenas 1 milhão de sacas de café do Vietnã. A indústria cafeeira fica no aguardo de uma posição final do Ministro Blairo Maggi. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 149,55 queda de 1,06% e mai/17 a US$ 152,00 queda de 1,11%.

Algodão

O contrato jul/17 fechou a semana passada acumulando alta de 2,36% em relação à semana anterior. As vendas de pluma americana vêm sustentando as cotações pelos dados divulgados pelo USDA. O basis (prêmio de exportação) é a diferença entre o preço spot (preço da compra a vista local) e o preço futuro negociado na Bolsa de NY, considerando o vencimento do contrato. Os fatores que influenciam os basis são: nível de estoques, preços de fretes e qualidade e disponibilidade do produto. Do final do ano até o momento o basis do contrato N7 e Z7 desvalorizou 26% e 6% respectivamente, chegando a 3,83 cents US$/lp e 2,50 cents US$/lp respectivamente. O motivo da queda tem fundamento na retração dos agentes no mercado interno e no aumento da oferta de pluma norte americana no final do ano no mercado. Com a queda do dólar ontem, as cotações de algodão se sustentaram visto que os EUA são os maiores exportadores mundiais da pluma e o enfraquecimento do dólar torna o algodão americano mais competitivo no mercado. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 74,94 alta de 1,08% e mai/17 a US$ 75,60 alta de 1,04%. No mercado interno o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 91,80 a @.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
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Fonte:
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/31012017194128.pdf
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/30012017191947.pdf
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/30012017191546.pdf
http://www.valor.com.br/agro/4854430/efeito-trump-no-mercado-de-commodities
http://www.valor.com.br/agro/4854434/commodities-agricolas
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico

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