Agenda

Dólar X Real

A aceleração do pace de queda da taxa de juros básica da economia, a Taxa Selic, reduz o custo da dívida do setor público. Cada 1% de queda na Selic permanecendo durante um ano representa uma economia de R$ 26 bilhões dos cofres públicos. O mercado prevê que a taxa ainda vai cair mais 3 pontos percentuais esse ano, caso ocorra terá impacto positivo de 1 ponto percentual no PIB. A menor despesa com pagamento de juros não irá impactar na redução do endividamento do país, pois o conceito primário não considera despesa de pagamento de juros. A diminuição também não abre espaço para que a União gaste mais, visto que o governo não paga juros com recursos próprios e ainda se é estimado um déficit de R$ 143,1 bilhões em 2017. Apesar da dívida do governo ficar cada vez maior, até as reformas necessárias serem realizadas, o custo de carregar esse endividamento fica menor por conta da queda da Selic e da inflação.

Açúcar e Etanol

Apesar do açúcar em queda no pregão de ontem na Bolsa de NY as perspectivas ainda são altistas para a commodity com consumo global crescendo em ritmo mais acelerado que a produção. Analistas preveem uma alta no consumo de 2,3% ao ano contra alta de 1,6% na produção. Consultorias já preveem uma menor moagem de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor mundial de açúcar, pelo envelhecimento dos canaviais e adversidades climáticas. A Índia, segundo maior produtor mundial, também enfrente problemas nas suas lavouras por adversidades climáticas e já se é cogitado por analistas que o país irá precisar importar a commodity para abastecer seu mercado interno. O contrato mai/17 fechou a US$ 19,15 queda de 1,90% e jul/17 a US$ 19,04 queda de 1,50%.

Grãos

Na primeira semana de março a colheita de soja em MT atingiu 78,35% da área, 12,49% adiantada em relação a safra passada. A região do estado mais adiantada é a médio-norte que já atinge 93,56% de área colhida. A região oeste que é a segunda maior em percentual de área colhida e teve a segunda menor variação de colheita na semana com avanço de apenas 10,33%. Com o avanço da colheita no país e as boas condições das lavouras, a consultoria INTL FCStone elevou sua projeção de produção de soja no Brasil em 5 milhões de toneladas para 109,08 milhões de toneladas. A compra de insumo para safra 2017/18 já se inicia em MT e se é registrado uma queda de 5,7% nos custos de produção em comparação com a safra passada atingindo R$ 3.473,35/ha. Apesar da diminuição do custo o preço de paridade de exportação da soja mar/18 teve recuo de 9% e pressiona as margens de lucro dos produtores. O recuo vai levar os produtores a precisarem de uma valorização da paridade no decorrer do ano ou um ganho de produtividade nas lavouras para compensar. As expectativas do relatório de oferta e demanda mundial de soja divulgado pelo USDA pressionou as cotações da oleaginosa. Analistas de mercado preveem uma alta nas projeções da safra brasileira de 104 para 106,1 milhões de toneladas. Ontem a soja mai/17 fechou a US$ 1.037,25 queda de 0,02% e jul/17 a US$ 1.046,00 estável. No mercado interno a soja em Paranaguá fechou a R$ 72,64 a saca.

No fim da última semana de fevereiro chegou ao fim a janela ideal para plantio de milho segunda safra no Centro-Oeste do país. Mato Grosso atingiu 92% de área semeada com perspectivas de produção de 25 milhões de toneladas. Goiás atinge 85% de área semeada com projeção de colheita de 7,2 milhões de toneladas e Mato Grosso do Sul atinge 43,1% de área semeada com perspectivas de produção de 9,18 milhões de toneladas. A Consultoria INTL FCStone elevou sua projeção de produção de milho no país para 93,3 milhões de toneladas, aumentando sua projeção para o milho primeira safra e indicando uma leve redução no milho segunda safra de 0,3 milhões de toneladas. As expectativas de que o USDA aumentará os estoques finais mundiais de milho pressionaram as cotações do cereal ontem na Bolsa de Chicago. Analistas preveem que o Departamento irá elevar de 217,6 para 218,6 milhões de toneladas os estoques finais mundiais. Também se é projetada uma alta na produção brasileira de 86,5 pata 87,58 milhões de toneladas. Ontem o contrato de milho mai/17 fechou a US$ 378,50 queda de 2,25 centavos. Com as maiores regiões produtoras de milho segunda safra semeadas e boas perspectivas climáticas para o mês de Março, podemos esperar pressões baixistas para a oleaginosa nas próximas semanas.

Café

A perspectiva de alta de juros americanos, após declarações da Yellen reafirmando uma possível alta ainda esse mês dá fôlego ao fortalecimento da moeda americana. O dólar mais forte estimula as exportações de café dos produtores brasileiros e pressionou as cotações ontem na Bolsa de NY. Ontem o contrato café mai/17 fechou a US$ 141,45 recuo de 185 pontos. No mercado interno o café arábica ficou em R$ 490,09 a saca de 60kg, queda de 0,45%

Algodão

Dados do Comitê Consultivo Internacional de Algodão (Icac) elevaram suas projeções de produção mundial de algodão em 1,85% puxada pelas altas no Paquistão, EUA, China e Índia. Também elevando sua projeção de consumo em 1,16% pelas altas do Vietnã e Bangladesh. Porém o destaque foi a diminuição dos estoques finais mundiais em 6,82% puxada principalmente pela redução dos estoques chineses em 19% com os leilões de algodão realizados pelo governo chinês

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
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Fonte:
http://www.valor.com.br//brasil/4889940/cambio-valorizado-reduz-lucro-da-exportacao
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/06032017203817.pdf
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/06032017203619.pdf
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/06032017203223.pdf
http://www.valor.com.br/agro/4889812/commodities-agricolas
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico

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