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Açúcar e Etanol

Dados do CFTC, os fundos (non-commercial) mantém uma posição de 320.329 contratos comprados de açúcar na Bolsa de NY na sexta-feira, uma queda de 23.111 comparado a sexta-feira passada. Já as commercial, mantém uma posição vendida em 659.111 contratos na sexta-feira, com uma queda de 14.887. As estimativas oficiais do governo indiano com projeção de produção de 23 a 24 milhões de toneladas de açúcar na próxima temporada deram sustentação as cotações de açúcar. Caso se concretize, os números revelam uma produção 7% menor em comparação com a safra passada, justamente em um período de déficit global mundial da commodity. Sexta-feira na Bolsa de NY o açúcar fechou mar/17 US$ 21,73 alta de 1,16% e mai/17 a US$ 21,19 alta de 0,90%.

Grãos

O plantio de soja em MT se mantém adiantado, com produtores agilizando as plantações para não sofrerem com chuvas previstas para a segunda quinzena de fevereiro. Segundo dados do Imea, na quinta-feira já havia sido semeada 80,27% da área, avanço de 12,53% em comparação com a semana passada e alta de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso do Sul também segue em ritmo adiantando na plantação, atingindo na terça-feira (1), 68% da área prevista para o estado, avanço de 22,5% em comparação com a semana passada. A região mais avançada é o sul do estado, com 77,7% de área plantada, a Aprosoja-MS estima um aumento de produção e área plantada em 2,4% e com produtividade se mantendo estável. A previsão é que a produção chegue a 7,787 milhões de toneladas em uma área de 2,52 milhões de hectares.

A menor produção de grãos na temporada 2015/16 começou a se refletir nas exportações no mês de outubro no Brasil. Apesar das exportações serem mais fortes entre março e junho, a retração para o mês de out foi alta segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). As exportações de soja somaram 539,8 mil no mês, queda de 73% em comparação com out/15. No milho a queda foi ainda maior, com o acumulado do mês somando 1,2 milhão de toneladas, 75% menos quando comparado a out/15. No acumulado do ano as exportações do cereal somam 15,7 milhões de toneladas, queda de 21% comparado com igual período de 2015.

Apesar das expectativas de que o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) irá elevar a projeção de produção de soja no país de 1116,18 milhões pata 117,51 milhões de toneladas, a demanda firme de soja pelos chineses sustentou os contratos no último pregão. Sexta-feira na Bolsa de Chicago tivemos os contratos mar/17 a US$ 997,25 alta de 0,10% e mai/17 a US$ 1.004,00 alta de 0,10%. No mercado interno, a soja em Paranaguá ficou em R$76,49 a saca de 60kg, queda de 0,48%.

O Relatório de oferta e demanda mundial que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nessa quarta-feira (9) traz instabilidade ao mercado do milho. Analistas preveem que o Departamento irá reduzir as estimativas de safra americana de 382,48 milhões de toneladas para 381,44 milhões de toneladas. Sexta-feira na Bolsa de Chicago os contratos mar/17 fecharam a US$ 357,50, alta de 0,14% e mai/17 a US$ 365,00 alta de 0,21%. No mercado interno o milho ficou em R$ 40,61 a saca, recuo de 0,56%.

Café

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgam uma queda de 10% nas exportações de café no Brasil em comparação com out/15. No mês as exportações alcançaram 2.974,8 mil sacas de 60kg, ante 3.306,5 mil sacas de 60kg, ano passado. Apesar da queda no volume exportado, a receita cambial teve avanço de 2,2% pelas altas cotações do café. A receita somou US$ 512,6 milhões em comparação a out/15 que alcançou US$ 501,7 milhões. No acumulado do ano o Brasil atinge embarque de 24.485,7 mil saca de 60kg, queda de 10,4% em igual período do ano passado. A receita cambial acumula queda de 18,7% e o faturamento chega a US$ 3.774,4 milhão, ante US$ 4.644,7 milhão em igual período do ano passado.

A Colômbia, maior produtor de café arábica lavado do mundo, registrou no mês de outubro produção de 1,395 milhão de sacas, alta de 2% em comparação com out/15. Já nas exportações, a alta foi de 6,4% no mês, chegando a 1,25 milhão de sacas. Os atuais patamares de preços, estão compensando as perdas do primeiro semestre. No acumulado do ano a colheita no país somou 11,26 milhões de sacas, queda de 1% em comparação com igual período do ano passado. As incertezas quanto a oferta brasileira de café para a safra 2016/17 vem sustentando as cotações na bolsa de NY, que acumularam avanço de 3,52% na semana encerrada sexta-feira. A Cooabriel, maior cooperativa de café robusta no Brasil, registra queda de 37% na produção dos seus associados na safra 2016/17. Sexta-feira na Bolsa de NY, os contratos mar/17 fecharam a US$ 174,90 alta de 3,37% e mai/17 a US$ 177,00 alta de 3,27%. No mercado interno o grão ficou em R$567,17 a saca de 60kg, alta de 3,59%.

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Fonte:
http://www.dci.com.br/agronegocios/adiantado,-plantio-de-soja-em-mato-grosso-atinge-80,27–da-area-id585334.html
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2016/11/plantio-de-soja-no-ms-avanca-e-atinge-68-da-area-prevista.html
http://www.valor.com.br/agro/4765133/quebra-da-safra-201516-limita-exportacoes-neste-2-semestre
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2016/11/volume-de-cafe-exportado-pelo-brasil-recua-10-em-outubro.html
http://www.valor.com.br/agro/4766221/producao-de-cafe-da-colombia-avanca-para-14-milhoes-de-sacas-em-um-ano
http://www.valor.com.br//agro/4766923/commodities-agricolas

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