AGENDA

AÇÚCAR E ETANOL
As usinas brasileiras estão mais capitalizadas e terão capital para encerrar mais cedo a safra de cana-de-açucar 2016/17, não interrompendo os trabalhos por causa das chuvas. Segundo João Botelho, analista da INTL FCStone, a decisão de antecipação irá depender da estratégia de cada empresa, mas caso as chuvas forem volumosas é possível pararem os trabalhos. No mês passado a consultoria reduziu a estimativa de moagem no Centro-Sul na safra 2016/17 de 619 milhões de toneladas para 609,5 milhões de toneladas. A redução do processamento foi ocasionada pelo clima instável esse ano.

GRÃOS

Perspectiva de safra menor nos EUA impulsiona milho – Análise Agrolink
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) realizou uma missão aos EUA para conhecer a realidade agrícola do país. As visitas ocorreram do dia 27 de agosto a 4 de setembro e contou com 21 produtores do Estado. Um dos pontos cruciais foi tirar o mito de que os produtores dos EUA vivem em um “mar de rosas”. Apesar de terem pontos positivos como alta tecnologia de máquinas, agilidade no plantio e colheita e logística de alta qualidade. Vale também ressaltar como pontos negativos o alto percentual de terras arrendadas, enquato no MT 73% dos produtores são donos das suas próprias terras, nos EUA o percentual fica ente 25-30%. Os produtores americanos também tem uma janela muito curta e problemas graves com o meio ambiente, utilizando muito nitrogênio líquido no solo, que contamina diretamente os lençóis freáticos. Os produtores brasileiros também relatam que um grande aprendizado foi entender a relação entre agricultura e política no país. Após cinco sessões de alta, o preço da soja se estabiliza na Bolsa de Chicago. Os contratos nov/16 fecharam a US$ 9,7625 por bushel, leve alta de 1,25 centavos. A expectativa do mercado é para o próximo relatório do USDA que será divulgado (12/09) com perspectiva de diminuição dos estoques dos EUA, em função da demanda mundial aquecida.


No acumulado do ano o Brasil exportou 15,88 milhões de toneladas de milho, 78,9% a mais que mesmo período de 2015. No mês de agosto o país exportou 2,56 milhões de toneladas, com média diária de 111,52 mil toneladas embarcadas, ante 49,79 por dia no mês de julho. A expectativa agora é de menor volume de exportações, com o câmbio menos favorável e menor disponibilidade do cereal no país. As perspectivas de que a safra americana de milho não será tão boa quanto esperado, dá sustentação para a quinta alta consecutiva dos principais futuros do cereal na Bolsa de Chicago. Os contratos dez/16 fecharam a US$ 3,385 por bushel, alta de 5,25 centavos. No mercado interno o cereal ficou em R$41,92 a saca de 60kg, queda de 1,96%.

CAFÉ

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou 47,8 milhões de sacas de 60kg no mês de agosto, com 1 milhão de sacas a menos que no mês anterior, a queda foi de 2,7% frente ao estimado em julho. A diferença se deu pela redução de 2,4% no rendimento médio e 0,3% na área colhida. A estimativa do café arábica foi de 39,8 milhões de sacas de 60kg, queda de 1,5% frente ao mês anterior. A Bahia liderou a queda com uma estimativa de produção reduzida em 28,2%, com produção esperada de 96.720 toneladas. A estimativa de produção do café robusta caiu 8,3% ao mês anterior, com a Bahia informando uma queda de 48,6% na produção em agosto. O clima seco foi o causador da redução de 48,3% no rendimento médio. Os dados de produção fraca na Bahia impulsionaram os contratos do café robusta em Londres que atingiram sua máxima em 18 meses. Com os contratos nov/16 fechando a US$ 1877 dólar por tonelada, alta de 12 dólares ou 0,6%. A escassez do café robusta tem impulsionado a demanda por café arábica, mas as chuvas regulares no Vietña ocasionaram uma leve queda do café arábica na Bolsa de NY. Os contratos dez/16 fecharam a US$ 1,549 a libra-peso, recuo de 20 pontos. No mercado interno o arábica em SP ficou em R$ 501,36 a saca de 60kgm alta de 0,55%.

ALGODÃO
Nessa reta final de colheita de algodão no Brasil, aumentou-se a oferta de caroço e farelo de algodão, ocasionando um recuo nos preços. Segundo a Scot Consultoria, em SP, a tonelada do farelo de algodão ficou cotado em édia R$1.001,90, sem o frete, queda de 9,1% em comparação com o preço de fechamento de julho, mas o insumo continua custando mais que ago/15 (40,5%). Nos EUA apesar dos danos nas lavouras da Geórgia causados pelo furacão Hermine, os contratos futuros na Bolsa de NY fecharam com leve queda. O recuo é motivado pelas chuvas que favoreceram o desenvolvimento do algodão no Texas, maior estado produtor de algodão nos EUA. Os contratos dez/16 fecharam a US$ 69,29 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 25 pontos.

Fonte
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
http://www.valor.com.br/agro/4703703/commodities-agricolas
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/produtores-de-mato-grosso-conhecem-realidade-agricola-dos-eua-149460
https://www.agrolink.com.br/noticias/preco-da-soja-estabiliza-apos-sequencia-de-altas—analise-agrolink_361176.html
https://www.agrolink.com.br/noticias/aumento-das-exportacoes-brasileiras-de-milho-em-agosto-e-setembro_361184.html
https://www.agrolink.com.br/noticias/perspectiva-de-safra-menor-nos-eua-impulsiona-milho—analise-agrolink_361180.html
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=5757
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/cafe-robusta-atinge-maxima-de-18-meses-por-estoques-apertados-149471
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/aumento-na-oferta-recuo-preco-do-farelo-de-algodao-149473

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