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Açúcar e Etanol

Antonio Padua, diretor da Unica, reforça a perspectiva de déficit global mundial de açúcar para as próximas temporadas, por mais que as usinas brasileiras estejam mais “açúcareiras” o envelhecimento dos canaviais irá diminuir a produtividade da próxima safra. O setor sucroenergético vem de anos de baixas cotações e alto endividamento, atualmente com as altas cotações do açúcar as usinas vem ganhando folego. O diretor estima que para renovar os canaviais seria necessário um investimento na ordem de R$ 10 bilhões, mas apenas 50% desse montante esta sendo investido na renovação, pois muitas usinas estão utilizando as altas margens de lucro para desalavancagem. Com esse cenário a perspectiva é que a produção de açúcar vá de 34,1 milhões de toneladas, para 36,4 milhões de toneladas para a próxima safra, devido ao maior percentual de cana destinada a produção de açúcar. No cenário atual o etanol, vem subindo os preços, pela escassez do combustível no mercado, e é previsto que a produção caia de 26 bilhões de litros de etanol na atual temporada para 23 a 25 bilhões para a próxima.

Nesse cenário, o presidente da Raízen, Luis Henrique Guimarães, afirma que o Brasil sofrerá “uma crise de abastecimento de combustíveis” caso o governo não adote uma medida que incentive a produção de etanol do país. Os próximos meses serão cruciais pois será votada a continuidade ou não da isenção do PIS/Cofins para as usinas no Brasil. Luiz diz que a interlocução com o novo governo é boa mas que “ tem que ver os frutos acontecerem”. A Cofco Agri, controlada pela estatal chinesa Cofco e dona de quatro usinas no Brasil, pretende investir no país, expandindo sua capacidade de produção no curto prazo. O aumento viria com a aquisição de novas usinas no país e a meta é que até 2019 o potencial de processamento suba de 15 para 18 milhões de toneladas. A safra atual encerra em dezembro com uma moagem de 14,5 a 14,7 milhões de toneladas, acima dos 11 milhões de toneladas do ano anterior. A empresa já vem se tornando “mais açúcareira” desde o ano passado e vem se beneficiando com as altas cotações do açucar. Ontem na Bolsa de NY o açúcar fechou mar/17 US$ 21,97 queda de 1,35% e mai/17 a US$ 21,34 queda de 1,43%.

Grãos

O mercado espera uma boa safra brasileira de soja para a próxima temporada, com clima favorável, após uma safra passada que ficou abaixo das expectativas. A AgRural estima uma produção de 100 milhões de toneladas para o Brasil, Safras & Mercado com previsão de 103,5 milhões, USDA com previsão de 102 milhões e Conab com previsão de 104 milhões de toneladas. O estado do Paraná, segundo maior produtor de soja no país, puxa as boas perspectivas, produtores tiveram um solo umido e não faltaram chuvas para o plantio do cereal, o plantio segue adiantado com 80% da área prevista. O milho já atinge 99% da área no estado, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgados ontem (8).

O ritmo de plantação no estado de MT segue adiantado chegando a 80,3%, mesmo com a diminuição da diferença com relação as safras passadas, o plantio segue registrando ritmo inédito para o período em boa parte do estado. As regiões mais atrasadas são o norte e nordeste do estado, mas que mesmo assim apresentam ritmo de semeadura acima da média dos últimos cinco anos. O Imea, de acordo com os percentuais semeados e o ciclo das semestes utilizados em cada região fez uma projeção do volume que será colhido em cada semana dos próximos meses do no começo do ano. A previsão não leva em consideração nenhuma interferência climática, e caso se concretize, prevê uma colheita de 250 mil hc por dia na primeira quinzena de fevereiro, o que seria um recorde para o período, podendo assim ter mais de 5,2 milhões de hc colhidos já na primeira quinzena de fevereiro. Apesar das boas expectativas, o clima e a quantidade de máquinas será determinante para a consolidação do cenário. O mercado esta atento aos dados do WASDE, hoje as 15h de Brasilia, com especulações de uma maior demanda chinesa pelo cereal americano, o que sustentou as cotações do cereal. Ontem na Bolsa de Chicago os contratos de soja mar/17 fecharam a US$ 1.018,25, alta de 1,27% e mai/17 a US$ 1.025,00, alta de 1,26%.

A quebra de milho segunda safra no Brasil atrelado ao grande volume negociado antecipadamente para exportação, gerou uma escassez do cereal no mercado interno brasileiro com um escalada nos preços do milho no mercado interno ao longo do ano. Com a altas cotações internas e o milho nos EUA com baixas cotações, pressionado por uma consolidação de boa safra americana, virou-se a chave das exportações no Brasil, com uma grande diminuição no seu ritmo de embarques no mês de Outubro. O que vimos foi a exportação brasileira no mês de outubro chegar a 1,10 milhão de toneladas, número 2,14 milhões menor que a média dos últimos cinco anos e 4,4 milhões menor que a safra passada. Os traders esperam os dados do WASDE que serão divulgados hoje e os resultados das eleições americanas também movimentaram o mercado. Ontem na Bolsa de Chicago os contratos

Café

As fortes chuvas registradas no começo da semana no Vietña, maior produtor do Mundo de café robusta, vem preocupando o mercado. As chuvas devem continuar ao longo da semana, e as regiões das Central Highlans, responsáveis por cerca de 80% do café no país, devem receber até 150mm de chuvas no fim de semana. No Brasil o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira destina R$20 milhões aos produtores de café em MG e ES. O valor é pequeno frente as perdas registradas em MG por geadas e ES por severa seca, porém irá auxiliar os produtores do país. A linha de Recuperação de Cafezais Danificados foi criado a cinco anos e tem como objetivo auxiliar produtores que sofreram com adversidades climáticas, auxiliando-os em não deixar a produção da commodity. O frenesi com as eleições dos EUA e um leve ajuste técnico pressionou os preços do café arábica. Ontem na Bolsa de NY, os contratos mar/17 fecharam a US$ 171,20 queda de 3,79% e mai/17 a US$ 173,45 queda de 3,72%. No mercado interno o grão ficou em R$561,69 a saca de 60kg, queda de 2,78%.

Algodão

Apesar da alta nas cotações do algodão, o mercado segue atento com uma perspectiva de menor demanda mundial pela pluma, pela desaceleração chinesa e avanço na colheita nos EUA. Ontem na Bolsa de NY os contratos mar/17 fecharam a US$ 69,34, alta de 0,35% mai/17 a US$ 70,00, alta de 0,34%.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
pedro.rosa@modal.com.br

Katharyne Amorim Caiaffa
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Fonte:
http://www.dci.com.br/agronegocios/previsao-e-de-precos-altos-no-etanol-id585883.html
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2016/11/1830231-plantio-de-soja-flui-bem-e-safra-podera-ser-recorde.shtml
http://www.dci.com.br/agronegocios/plantio-de-soja-e-milho-do-parana-supera-ritmo-de-2015-id585994.html
http://www.valor.com.br/agro/4768517/incentivo-ao-etanol
http://www.valor.com.br/agro/4768523/cofco-agri-planeja-ampliar-usinas-no-brasil
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/07112016182145.pdf
http://www.imea.com.br/upload/publicacoes/arquivos/07112016174625.pdf
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=5926
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=5921
http://www.valor.com.br/agro/4770585/commodities-agricolas

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