Dólar X Real

Ontem (9) o dólar teve um novo dia de forte alta, fechando no mercado futuro a R$ 3,2135 alta de 0,94% e no mercado interbancário fechou a R$ 3,1950 alta de 0,84%. O real acumula baixa de 2,55% na semana, pior sequência de dois dias após a eleição de Trump, que pressiona os mercados emergentes como um todo. A desvalorização do real também tem impacto pelas perspectivas de alta de juros americanos que tende a diminuir o volume de capital no Brasil e demais países emergentes.

Açúcar e Etanol

Ano passado o Brasil abriu um inquérito na OMC contra a Tailândia e sua política de cotas e preços aos produtores de açúcar tailandeses. Brasileiros alegam que o governo infla a produção por meio de políticas proibidas pela OMC, gerando excedentes no país para exportação e prejudicando o Brasil, maior país produtor de açúcar no Mundo. A Unica estima que o Brasil já perdeu participação na casa de US$ 1 bilhão por ano por causa dessa política tailandesa.

O açúcar na Bolsa de NY fechou ontem com sua quinta desvalorização consecutiva, que já atinge queda de 6,78% na semana. A notícia que vem pressionando as cotações é a diminuição do consumo interno de açúcar na Índia. A queda no consumo diminui a probabilidade do país necessitar importar açúcar para abastecer seu mercado interno. O contrato mai/17 fechou a US$ 18,00 queda de 2,17% e jul/17 a US$ 18,02 queda de 1,96%. No mercado interno o açúcar cristal em São Paulo fechou a R$ 78,76 a saca de 50kg, queda de 3,17%

Grãos

Ontem o USDA divulgou seu relatório de balanço global de soja, milho e trigo e para a oleaginosa os dados indicam uma maior produção mundial. A produção mundial foi revisada para cima com alta de 4,2 milhões de toneladas alcançando 340,8 milhões de toneladas. Destaque para a alta de 4 milhões de toneladas na produção brasileira, alcançando 108 milhões de toneladas. A alta foi compensada pela revisão dos estoques iniciais para baixo, de 77,2 para 76,6 milhões de toneladas e por uma alta na demanda global. Os dados para produção dos EUA e Argentina foram mantidos iguais a projeção anterior, apenas a demanda doméstica americana que teve leve alta de 300 mil toneladas. Ontem (9) também tivemos a divulgação do 6º Levantamento da safra de Grãos da Conab e para soja a estimativa de produção é de 107,6 milhões de toneladas, levemente abaixo da projeção do USDA. Ontem a soja mai/17 fechou a US$ 1.011,00 queda de 1,05% e jul/17 a US$ 1.020,50 queda de 1,04%.

Os dados para o milho também são altistas, a produção de milho mundial com incremento de 9 milhões de toneladas, alcançando 1049,2 milhões de toneladas. A produção de milho na safra passada 2015/16 teve leve incremento de 1,2 milhões de toneladas o que teve leve reflexo altista nos estoques iniciais mundiais. Destaque para a alta na produção de milho no Brasil, com incremento de 5 milhões de toneladas alcançando 91,5 milhões de toneladas. Na Argentina a produção também foi revisada para cima com incremento de 1 milhão de toneladas alcançando 37,5 milhões de toneladas. Ontem (9) também tivemos a divulgação do 6º Levantamento da safra de Grãos da Conab e para o milho a estimativa de produção é de 88,9 milhões de toneladas, 2,6 milhões de toneladas abaixo da projeção do USDA. Ontem o milho mai/17 fechou a US$ 367,00 queda de 1,41% e jul/17 fechou a US$ 374,50 queda de 1,38%.

Café

A consultoria Safras & Mercado divulgou que até 7 de março a comercialização da safra 2016/17 de café no Brasil já atingia 85%, levemente abaixo dos 88% vistos em igual período do ano passado. A projeção é que a colheita chegue a 55,1 milhões de toneladas, sendo comercializadas até o momento 46,85 milhões de toneladas. O Vietnã, maior produtor de café robusta no Mundo, no ano cafeeiro atual que vai de out/16 a set/17 teve uma alta de 11,9% nas exportações no primeiro quadrimestre em comparação com igual período da safra passada. As exportações no país atingiram 8 milhões de sacas de café 60kg no período. Ontem o café arábica fechou a US$ 140,05 queda de 0,85% e jul/17 fechou a US$ 145,05 queda de 0,85%.

Algodão

O USDA divulgou para cima sua projeção de produção da pluma no país de 3,69 para 3,75 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado que previam uma estabilização nos números. Os estoques no país ficaram em linha com as expectativas alcançando 979,75 mil toneladas ante 1,04 milhão de toneladas divulgadas em fevereiro. Ontem o contrato mai/17 fechou a US$ 77,82 queda de 0,35% e jul/17 fechou a US$ 78,89 queda de 0,18%. No mercado interno o algodão pago ao produtor na Bahia fechou a R$ 90,29 a @.

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Fonte:
http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_03_09_17_22_42_boletim_graos_marco_2017.pdf
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=6240
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=6238
http://www.valor.com.br/agro/4894420/commodities-agricolas
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico

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