AGENDA

AÇÚCAR E ETANOL


A homologação do Acordo de Paris, ontem, pelo presidente Michel Temer, dá “um passo crucial” na economia de baixo carbono, segundo Eduardo Leão, diretor executivo da Unica. O Acordo tem objetivo limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais. O acordo entra em vigor após os 55 países, que representam 55% das emissões apresentarem suas propostas individuais. Para o Brasil a proposta é reduzir 37% das emissões até 2025 e 43% até 2030. O acordo impulsiona o mercado de etanol no Brasil, que não é um combustível fóssil, com alta emissão de carbono, como a gasolina. Ontem na Bolsa de NY o açúcar avança 15 pontos e fecha a US$ 20,39 centavos de dólar por libra peso. O indicador de açúcar no Cepea fechou a R$ 86,63/saca, alta de 0,34%

GRÃOS


Segundo Relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço da soja proposto em agosto para a oleaginosa 2016/17 esta abaixo do custo de produção. O valor de R$59,33/por saca, pode não ser suficiente para cobrir o custo total projetado de R$ 60,50/saca. Como falado anteriormente, o custo de produção está em patamares elevadíssimos pela alta do dólar no primeiro semestre do ano. Os maiores custos são de fertilizantes e adubos que são cotados na moeda americana, e por mais que a paridade dólar x real tenha caído nos últimos meses, a maior parte dos insumos havia sido negociada no primeiro semestre com as cotações elevadas. O USDA reportou ontem que as condições das lavouras de soja nos EUA se mantém estáveis, com 73% em condições boas ou excelentes. Mas o que motivou a alta queda da commodity ontem na Bolsa de Chicago foi a divulgação do WASDE na qual foi reportado uma safra doméstica americana maior que o esperado pelo mercado. O Departamento de Agricultura dos EUA reportou que irão colher 4,201 bilhões de bushel, acima do mercado que projetava uma safra de 4,1 bilhão de bushels.


O USDA também reportou ontem uma redução na estimativa doméstica de milho no país, porém veio acima da projeção dos analistas do mercado e derrubou as cotações ontem na Bolsa de Chicago. O Departamento divulgou que a safra deverá somar 15,093 bilhões de bushel, mas analistas projetavam 14,974 bilhões por bushel. Para 2016/17 o mercado projetava que se fosse reduzido os estoques de 2,409 bilhões para 2,322 bilhões de bushel, porém o Departamento divulgou uma redução para 2,384 bilhões de bushel, redução menor que a esperada pelo mercado. O Departamento também manteve estável as condições de lavouras boas ou excelentes em 74%. A Conab fará um novo leilão de milho nessa quinta-feira (15) ofertando 50mil toneladas. No leilão passado o preço de abertura era entre R$24,45 a R$28,62/saca, nesse de quinta-feira o preço de abertura será de R$21,15 a R$25,92/saca. No último leilão a demanda foi de 47,6% das 50 mil toneladas ofertadas, mesmo com a escassez de milho no mercado interno, produtores relataram que a qualidade do milho ofertado era muito baixa, preferindo não fechar negócios.

CAFÉ


Apesar do fortalecimento do dólar, as cotações de café na Bolsa de NY se mantém estáveis pelo clima seco no Brasil. Chuvas em agosto anteciparam a florada do próximo ciclo, mas desde então o clima seco prevaleceu em SP e MG gerando cautela entre os participantes O mercado aguarda a divulgação de amanhã (14) da Conab da 3ª Estimativa de Safra de Café em 2016, em maio havia sido projetado produção de 49,7 milhões de sacas. A perspectiva de melhora nas lavouras de café na Ásia pressionaram as cotações de café na bolsa de NY. O contrato dez/16 caiu 25 pontos, fechando a US$ 150,90 centavos de dolar por libra peso. No mercado interno o café arábica fechou em R4 496,81 a saca de 60kg, queda de 0,47%

ALGODÃO


Segundo o Imea em Mato Grosso o avanço semanal da colheita de algodão foi de 0,7%, atingindo 97,8% de uma área de 612 mil hectares, prevendo uma produção de 926 mil toneladas. Ontem, o Relatório do USDA divulgou uma estimativa de produção de 22,3 milhões de toneladas de algodão na safra 2016/17, alta de 0,9%, derrubando as cotações na Bolsa de NY. O contrato dez/16 recuou 239 pontos, fechando a US$ 66,69 centavos de dólar a libra-peso. No mercado interno o preço médio ao produtor da Bhia ficou em R$ 83,04.

Fonte
https://www.agrolink.com.br/noticias/mais-duas-regioes-de-mato-grosso-finalizam-colheita-do-algodao_361617.html
http://www.valor.com.br/login?destination=/agro/4707301/commodities-agricolas

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