AGENDA

AÇÚCAR E ETANOL
Apesar dos esforços das usinas brasileiras para aumentar o mix de produção de açúcar nas usinas do país, segundo analistas os preços ainda seguirão em alta. O aumento da produção de açúcar no Brasil não será suficiente para cobrir o défict mundial de açúcar que esta sendo estimado entre 6 a 10 milhões de toneladas para a próxima safra. Jose Serra segue nas negociações com o presidente argentino para redução de 10% para 5% a alíquota de importação do açúcar brasileiro, e o setor sucroalcooleiro segue na expectativa da concretização da negociação. O indicador Cepea/Esalq registra preço médio do açúcar para o mês de agosto em R$85,06 a saca de 50kg, 83,11% maior em termos nominais que o memso período do ano passado, que era de R$ 46,90/sc. Ontem na Bolsa de NY os contratos out/16 fecharam a US$ 20,13 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,47% e mar/17 fecharam a US$ 20,73 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,10%.

GRÃOS

Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) com maiores volumes de soja produzidos no país continuam a derrubar os preços do cereal na Bolsa de Chicago. O pessimismo do mercado com os dados divulgados hoje pelo USDA reportando as vendas semanais também sustentam a queda. O mercado prevê que o órgão americano reporte vendas semanais de 1,65 milhão de toneladas, abaixo das 1,78 milhão de toneladas da semana anterior. No Brasil o solo muito seco esta prejudicando o início do plantio no país. O fenômeno climático El Niño atrapalhou a safra de soja 2015/16 e a proximidade do La Niña pode causar novos desafios. O fenômeno pode interferir atrasando as chuvas no início do plantio e trazendo chuvas acima da média em março, influenciando negativamente a colheita. O contrato set/16 fechou a US$ 9,7200 o bushel, alta de 0,39% e nov/16 fechando a US$ 9,4275 o bushel, queda de 0,13. No mercado interno a soja em Paranaguá ficou em R$80,10 a saca de 60kg, queda de 0,35%


Nas duas primeiras sessões da semana o milho na Bolsa de Chicago caiu mais de 3% e se aproximou do menor volume em quase sete anos. O movimento levou investidores a apostarem na alta da commodity e fazer um movimento de cobertura das posições vendidas. Com o dólar mais fraco, o milho americano se torna mais competitivo no mercado internacional e junto com as perspectivas de chuvas no Meio-Oeste dos EUA, atrasando a colheita, deram sustentação a alta da commodity ontem. O contrato dez/16 fechou a US$ 3,3175 por bushel, alta de 0,53% ganhando 1,75 cents. No mercado interno o milho set/16 fechou a R$42,13 a saca de 60kg, alta de 0,05% e nov/16 R$43,20 alta de 0,89%.

CAFÉ
A safra de café no Brasil 2016/17 esta em fase de conculão de colheita, aguardando o 3° Levantamento de Safra de Café pela Conab, que foi prorrogado para divulgação dia 21 de setembro. A próxima safra 2017/18 já inicia o ciclo enfrentando dificuldades, devido a estiagens e baixas temepraturas em MG e SP. O café robusta no ES e RO aguardam as chuvas que ainda não vieram, para cobrir o défict hídrico. A commodity também esta sendo prejudicada pelas altas temperaturas nos dois estados. Os contratos para dez/16 fecharam a US$ 148,90 centavos de dólar a libra-peso, alta de 0,34%. Em São Paulo o café arábica ficou em R$ 499,14 a saca de 60kg, alta de 0,11%.

ALGODÃO
O algodão acumula alta nesse mês na Bolsa de NY, com ganho de 3,3%, o movimento vai em direção contrária a expectativa dos compradores de algodão que esperavam uma queda nos preços. A elevação dos preços nos mercados futuros em NY e a valorização do dólar frente ao real sinalizam aos produtores brasileiros melhores oportunidades mais para frente, e com isso diminuindo as vendas no momento. Ontem os contratos dez/16 fecharam a US$ 67,53 centavos de dólar por libra peso, alta de 63 pontos. Porém a médio prazo a tendência é que os preços caiam com uma maior produção de algodão nos EUA. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou uma estimativa de uma produção de algodão 1,6% maior, chegando a 3,51 milhões de toneladas em 2016/17. No Brasil a consultoria Céleres também prevê uma maior safra para a próxima temporada, com incremento de 4,1% em hectares plantados chegando a 1 milhão de hectares de algodão no país.

Fonte
http://www.valor.com.br/agro/4710335/preco-do-acucar-tende-seguir-em-alta
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59#
http://www.valor.com.br/agro/4710337/commodities-agricolas

Notícias plataforma Agro do Broadcast

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