AÇÚCAR E ETANOL

As negociações entre Brasil e Tailândia continuam, com o Brasil se queixando dos subsídios que o governo tailandes oferece ao produto prejudicando o açúcar brasileiro. Pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) o Brasil já poderia ter aberto uma denuncia formal contra a Tailândia, mas os países seguem na busca de uma solução consensual evitando ir aos tribunais que geraria uma longa e cara disputa. Com as usinas brasileiras priorizando a produção de açúcar o preço do etanol avança em pleno pica de safra. Segundo o Cepea, o preço do etanol hidratado nas ultimas cinco semanas, acumula alta de 5,1% em relação a julho com o indicador a R$ 1,7228 por litro. No Centro-Sul as vendas atingiram 2,44 bilhões de litros em agosto, 10,95% menos que a comparação a ago/15. A menor moagem de cana no Centro-Sul do Brasil impulsionou as cotações do açúcar na Bolsa de NY ontem A Única divulgou um processamento de 38,306 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto, 19,3% abaixo de igual período do ano passado. Os contratos out/16 fecharam a US$ 20,48 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,74% e mar/17 fecharam a US$ 21,16 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,07%. No mercado interno o açúcar cristal fechou a R$86,18 a saca de 50kg, alta de 0,41%.

GRÃOS

O USDA reportou ontem uma exportação de 1,02 milhão de toneladas de soja na semana, sendo 641,7 mil toneladas para a China. A preferência dos produtores norte americanos em exportar o cereal, ao invés de esmaga-lo internamente, gerou um esmagamento de 131,8 milhões de bushels (3,59 milhões de toneladas), queda de 8,3% comparado a julho e abaixo da mésia dos analistas que era de 138,4 milhões de bushels. Os investidores encontraram nesses números fundamentos para voltar a realizar compras, e a commodity fechou em alta na Bolsa de Chicago. O contrato nov/16 fechou a US$ 9,5050 o bushel, alta de 0,82% e jan/17 fechando a US$ 9,5575 o bushel, alta de 0,82%. No mercado interno o indicador de preços da soja Esalq ficou em R477,10/saca, alta de 0,12%.

Após 10 anos o Porto Cabedelo, na Paraíba, recebe carga de milho estrangeiro. O milho importado veio da Argentina e chega a um volume de 15,6 mil toneladas que foi comprado por uma indústria local. Ontem o leilão de milho realizado pela Coban teve 79% de comercialização, das 50 mil toneladas disponibilizadas. Os valores ficaram abaixo do mercado, porém maiores do que o pedido em algumas regiões. A perspectiva de uma produção recorde de milho nos EUA voltou a derrubar os preços da commodity na Bolsa de Chicago. Os contratos dez/16 fecharam em US$ 3,3000 por bushel, queda de 0,53% e mar/17 fechou a US$ 3,4025, queda de 0,66%.

CAFÉ

O café continua aguardando o movimento cambial no Brasil, com viés de valorização do dólar e inclinação negativa para os preços da commodity. A perspectiva de uma passagem de frente fria amanhã em SP e MG, estados em que as lavouras sofreram por estiagens mês passado, serão olhados com atenção nessa semana. O mercado de café ainda repercuti muita variáveis como o potencial produtivo do Brasil, estoques nos países importadores, cambio até ajustes técnicos. O Rabobank prevê uma défict de robusta para a safra 2016/17 de 4,6 milhões de sacas, com o clima seco afetando os quatro países com maior aréa de café plantados no Mundo, Brasil, Indonésia, Vietña e Índia. Os contratos para dez/16 fecharam a US$ 148,90 centavos de dólar a libra-peso, ficando estável. Em São Paulo o café arábica ficou em US$177,70 a saca, queda de 0,07%.

Fonte
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/cafe-bolsa-de-nova-york-opera-com-leve-alta-nesta-manha-de-6-feira-apos-fechar-estavel-na-vespera-149925
https://www.agrolink.com.br/noticias/cafe–arabica-pode-substituir-robusta–aponta-rabobank_361931.html
http://www.valor.com.br/agro/4711589/commodities-agricolas

Notícias plataforma Agro do Broadcast

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