AÇÚCAR E ETANOL

As vendas de etanol hidratado no mês de setembro avançaram 2,3% comparado ao mês de agosto para 750 milhões de litros. Porém o valor é 23,8% menor que set/15, o acumulado do ano também esta menor. Levando em consideração o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) que representam 80% das redes de distribuidoras do biocombustível no país, a comercialização do etanol hidratado somou 6,3 milhões de litro no acumulado do ano, 23,8% menor que igual período do ano passado. A queda se da pela menor oferta do biocombustível no mercado, que eleva seu preço na bomba, em comparação as vendas de gasolina no mês de setembro subiram 2,6% comparado a set/15.

O Relatorio Quinzenal da Unica com os dados da segunda quinzena de setembro registrou que a região Centro-Sul processou 42,26 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, sendo produzidos 2,96 milhões de toneladas de açúcar e 1,81 bilhões de litros de etanol. Desde o começo da safra 2016/17, de abril até 1º de Outubro o total de cana-de-açucar processada no período somou 473,548 milhões de toneladas, alta de 8% comparado a safra passada. No acumulado do ano, a produção de açúcar também subiu, somando 27,775 milhões de toneladas, alta de 20% e o mix açúcar x etanol também subiu para o açucar, atingindo 46,31%, ante 41,72% da safra passada.
Sexta-feira na Bolsa de NY o açúcar com vencimento mar/17 fechou a US$ 22,91, queda de 0,04% e mai/17 a US$22,24, queda de 0,09%.

GRÃOS


Pesquisa realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aponta a soja produzida no estado como uma das melhores produzidas no país. A soja mato-grossense possui alto teor de proteina e oleo, superior a de outros estados e até de outros países, o motivo são as condições climaticas com temperaturas mais apropriadas ao desenvolvimento do grão em MT. A soja no estado possui em média 37% de proteina e 20% de óleo, percentual um ponto acima do registrado no Sul e 3% a mais de proteína e 2% a mais de óleo comparado as lavouras americanas.
Os números divulgados pelo USDA de venda de 1,4 milhão de toneladas na semana entre 30 de setembro e 6 de outubro impulsionaram os contratos. Apesar do número ser 36% menor que o da semana passada, veio acima das expectativas do mercado. Sexta-feira na Bolsa de Chicago a soja mar/17 fechou a US$976,25 o bushel, alta de 0,54% e mai/17 a US$ 983,50 o bushel, alta de 0,56%. O milho fechou mar/17 a US$363,75 o bushel, alta de 1,18% e mai/17 a US$ 370,25 o bushel, alta de 1,16%.

CAFÉ


Dados da pesquisa da Euromonitor apontam que o mercado de café brasileiro seguirá aquecido nos próximos anos. A Bureau de Inteligência Competitiva divulga no seu Relatorio Internacional de Tendências que o consumo de café na Coréia do Sul em 2014 mais que dobrou comparado aos últimos cinco anos, alcançando uma safra de US$ 4,85 bilhões. Em 2015 o Relatório aponta que em 2015 o país atingiu US$ 5,46 bilhões, o aumento do consumo se da principalmente pelos jovens. O café na região tem sido uma forma de socialização e estudos apontando benefício a saúde dispararam seu consumo. A média chega a um consumo de 12x por semana, superior ao arroz (alimento base) que atinge 7x por semana. Sexta-feira na Bolsa de NY os contratos mar/17 fecharam a US$ 158,80, alta de 1,70% e mai/17 a US$160,90, alta de 1,67%.

ALGODÃO


A produção certificada de algodão cresce nessa última temporada, chegando a 1 milhão de toneladas no período passado, 81% do total segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Se levado em conta os cálculos da Conab de 954,7 mil hectares plantados, o percentual de área certificada é de 71%. O grande percentual representa o compromisso e consciência dos produtores com a sustentabilidade do produto. O Brasil é o quinto maior produtor de algodão no Mundo, mas esta nos primeiros lugares no ranking da Better Cotton Iniciative (BCI). Os contratos mar/17 fecharam US$70,89, alta de 1,65% e mai/17 a US$ 71,19 alta de 1,70%. No mercado interno o preço médio pago ao produtor do oeste baiano foi de R$82,88 a @.