AGENDA

AÇÚCAR E ETANOL

Semana passada tivemos em Miami a 3ª Conferência Anual de Açúcar realizada pela S&P Global Platts, com o Banco Modal estando presente no evento. A Conferência teve duração de três dias, com várias palestras sobre o setor de açúcar e etanol mundial. No evento foi confirmado a perspectiva de défict global mundial nas próximas safras, até 2019/20. Mesmo se os países conseguissem atingir novamente seus maiores pataramares de produção que ocorreram na safra 2012/13, teríamos um défict nas próximas temporadas. Mais uma vez acendendo o sinal de alerta para uma continuidade na elevação dos preços da commodity. As importações chinesas de açúcar alcançaram 360,28 mil toneladas no mês de agoato, aumento de 31%, mas no acumulado do ano atingem 2,1 milhões de toneladas, queda de 31%. O açúcar mantém os ganhos com a confirmação do Fed de manutenção da taxa de juros no país, enfraquecendo o dólar e fator altista para a commodity. Ontem na Bolsa de NY, o açúcar out/16 fechou a US$ 22,20, alta de 0,32% e mar/17 a US$ 22,76, alta de 0,26%

GRÃOS

As importações de soja na China alcançaram 7,67 milhões de toneladas no mês de agosto, 1,45% menor que igual período do ano passado. No acumulado do ano as importações atingem 53,99 milhões de toneladas, 3,05% maior. O Banco Pine divulga seu relatório que prevê um aumento de 0,1% de área plantada de soja no Brasil na próxima safra. Porém a produção segundo suas estimativas deverá crescer 3,7% impulsionado pelo ganho de produtividade. Após quatro sessões de alta, acumulando ganho de 4,99% investidores embolsam lucros e o cereal fecha com leve queda ontem na Bolsa de Chicago. Os contratos nov/16 fecharam em US$ 9,7550, queda de 1,44% e jan/17 a US$ 9,8100, queda de 1,38%.

As importações de milho na China alcançam 26,55 mil toneladas em agosto, queda de 96% comparado a igual período do ano passado. No acumulado do ano as importações chegam a 3 milhões de toneladas, queda de 32%. A queda se da pelos leilões dos estoques do governo chinês no país, aumentando a oferta do cereal no mercado interno. O Banco Pine estima para a primeira safra de milho no Brasil um incremento de 10% de área plantada, com avanço de 13,3% na produção na comparação anual atingindo 29,3 milhões de toneladas. Após três sessões consecutivas de alta, o cereal encerrou ontem com leve queda pela realização de lucros. As cotações também foram pressionadas por uma produção menor de etanol de milho nos EUA, 2,3% menor que a da semana anterior. A produção de etanol nos EUA é um importante indicador da demanda interna de milho no país. Os contratos dez/16 fecharam US$ 3,40, queda de 0,5% e mar/17 a US$ 3,5, queda de 0,75%. No mercado interno o milho nov/16 fechou a 41,40 a saca de 60kg, queda de 1,39%

CAFÉ

O mercado permancece atento com as divulgações dos dados da produção de café pelo Mundo. As expectativas de safra menor no Vietña, com a Associação de Café e Cacau do país asiático (Vicosa) estimando uma quebra de 20% no ciclo. No Brasil o 3º Levantamendo de Safra de Café divulgado ontem pela Conab estima que o país deverá colher 49,64 milhões de sacas na safra atual, 0,05% menor que a estimativa do levantamento passado. A produção de café arábica representa 83,2% do total e deverá alcançar 41,29 milhões de sacas (+28,8%), já o café robusta que foi mais atingido pelas secas no ES, aringirá uma produção de 8,35 milhões de sacas, queda de 25,3%. A Organização Mundial do Café (OIC) prevê uma produção de 55 milhões de sacas para ano que vem, com consumo interno de 20,5 milhões de sacas. Na Bolsa de NY o café arábica dez/16 a US$ 156,55, queda de 0,16 e mar/17 a US$ 159,75, queda de 0,09%. No mercado interno o café dez/16 fechou a US$ 185,65 a saca de 60kg, queda de 0,19%

ALGODÃO

No caso do algodão a China importou 69,26 mil toneladas em agosto, queda de 0,7% em igual período do ano passado. No acumulado do ano as importações chegam a 593,89 mil toneladas, queda de 46%. Segundo a consultoria Zaner Group a previsão de chuvas acima dos 50mm no Texas, onde se concentra 30% da safra de algodão dos EUA, poderá impactar as condições do algodão. Ontem na Bolsa de NY o vencimento out/16 fechou a US$ 71,81 centavos de dólar a libra-peso, alta de 1,40% be dez/16 a US$ 71,62 centavos de dólar a libra peso, alta de 1,16%.

Fonte
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
http://www.valor.com.br/agro/4718197/nem-producao-recorde-de-acucar-atendera-demanda

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