Açúcar e Etanol

A agência ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) entregou uma proposta em maio com o volume de etanol de cana que seria misturado à gasolina em 2017, ficando em 688 milhões de galões (2,6 bilhões de litros). Na nova proposta a agência eleva esse volume para 969 milhões de galões (3,7 bilhão de litros), incentivando o biocombustível. O etanol de cana é considerado menos poluente que o etanol de milho e está dentro dos “biocombustíveis avançados” na política de mandato dos EUA. O biodiesel e o etanol celulósico também fazem parte dessa lista de “biocombustíveis avançados”, sendo o biodiesel o líder em participação com 2 bilhões de galões (7,6 bilhões de litros). A notícia é positiva para o Brasil, que é o maior fornecedor de etanol de cana para os EUA.

Segundo a Archer Consulting o endividamento do setor de cana nesse mês está em R$86 bilhões, número 7,7% menor que em igual período do ano passado. A melhora nas margens foi causada pela valorização do açúcar, que acumula alta de 30% no ano no vencimento mar/17 e a desvalorização do dólar frente ao real, o setor tem grande parte da dívida na moeda americana. Ontem na Bolsa de NY o açúcar fechou em queda pela liquidação de posições de fundos, em meio a melhor perspectiva de produção mundial para as próximas safras e as intenções da China de liquidar parte dos seus estoques. Os contratos mar/17 fecharam a US$ 19,58, queda de 0,86% e mai/17 a US$ 19,08, queda de 1,04%. No mercado, o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 95,90 a saca de 50kg, queda de 0,43%.

Grãos

Nos últimos quatro anos o número de empresas japoneses na Argentina caiu de 120 para 57, mas agora uma parceria estratégica do conglomerado Mitsu com o país irá estreitar os laços. A Mitsu fechou negócio e irá comprar 400 mil toneladas de soja por ano da Argentina até pelo menos 2019. Os japoneses tem a visão de levar o produto para distribuir entre os países na Ásia. Os contratos chegariam a pelo menos US$ 700 milhões por ano e aumenta o comércio entre os dois países.

A soja na Bolsa de Chicago fechou ontem com sua quinta valorização seguida. A demanda firma chinesa pela commodity sustenta os contratos, que ainda tem ganhos limitados pelas boas condições climáticas nas lavouras da América do Sul. Segundo o Rabobank, a China irá aumentar em 5,2% suas importações ao longo da safra 2016/17 para 87 milhões de toneladas, e na safra 2017/18 as importações devem chegar a 91 milhões de toneladas. Ontem na Bolsa de Chicago os contratos mar/17 fecharam a US$ 1.043,00, alta de 0,41% e mai/17 a US$ 1.049,00, alta de 0,33%. A soja em Paranaguá ficou em R$ 78,99 a saca de 60kg, alta de 0,36%. Os contratos do milho para mar/17 fecharam a US$ 359,25, alta de 0,07% e mai/17 a US$ 366,00, alta de 0,14%.

Café

O Brasil é o maior produtor e exportador de café no Mundo, e começa a avançar no mercado de café especiais. Relatório Mensal da Cecafé aponta que o volume exportado atingiu 4,9 milhões de sacas de 60kg, com preço médio de US$ 192,80, um valor 25% superior ao café verde. Os cafés especiais brasileiros são exportados para 122 países, mas a liderança nos embarques fica com os EUA, importando 1 milhão de sacas entre jan-out desse ano. Na segunda colocação vem o Japão com embarque de 735,3 mil sacas e em terceiro a Itália com embarque de 554,8 mil sacas. O USDA aumentou a previsão de produção de café no Brasil na safra 2016/17 de 55,95 milhões de sacas para 56,1 milhões de sacas. A produção de café arábica foi revisada para cima, com aumento de 4% para 45,6 milhões de sacas, em compensação a do café robusta foi revisada para baixo, com queda de 13% atingindo 10,5 milhões de sacas. As melhoras nas perspectivas de safras munidas de café pressionou as cotações de café ontem na Bolsa de NY. A melhoras da expectativa de produção do Brasil e da Colômbia, segundo maior produtor de café, pelo USDA derrubaram as cotações. Ontem na Bolsa de NY os contratos mar/17 fecharam a US$ 157,70, queda de 2,56% e mai/17 a US$ 160,10, queda de 2,50%.

Algodão

Hoje (24) está ocorrendo um evento na Argentina, Jornada Sobre a Qualidade como Ferramenta de Melhoria na Cadeia do Algodão. A Argentina quer aprender com o trabalho do Laboratório de Goiás para análise de algodão, adquirindo conhecimento de como os brasileiros investem, as dificuldades em implementar um sistema institucional de classificação e monitoramento de padrões internacionais. Ontem na Bolsa de NY os contratos mar/17 fecharam a US$ 71,64, queda de 0,83% e mai/17 a US$ 72,31, queda de 0,80%.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
pedro.rosa@modal.com.br

Katharyne Amorim Caiaffa
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Fonte:
http://www.valor.com.br//agro/4785867/eua-elevam-cota-para-etanol-de-cana-em-2017
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
https://www.agrolink.com.br/noticias/japoneses-vao-comprar-farelo-de-soja-da-argentina_365596.html
http://www.valor.com.br/agro/4785871/commodities-agricolas
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/cafe-especial-tem-valorizacao-extra-no-mercado-internacional-152470
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/argentina-quer-aprender-com-a-experiencia-goiana-com-algodao-152475

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