Agenda

Açúcar e Etanol

Com as usinas brasileiras priorizando a produção de açúcar pelas altas cotações da commodity, a importação de etanol americano pelo Brasil aumentou 60,62% em 2016 chegando a 684,6 milhões de litros. Enquanto o Canadá vem diminuindo suas importações do etanol de milho americano, o Brasil está na direção oposta e vem aumentando suas importações do biocombustível. Como as usinas do Norte e Nordeste do Brasil também estão priorizando a produção de açúcar, a importação de etanol nessas regiões tende a aumentar em 20% segundo dados da Datagro. Um fator que vem contribuindo para o aumento nas importações é a redução do frete marítimo, que está cerca de 26% mais barato pela redução da atividade econômica do mundo inteiro.

A Índia é um dos maiores produtores mundiais de açúcar e na atual safra sua produção deve cair 9% chegando a 21,3 milhões de toneladas, pela seca que atingiu o país. As usinas do maior estado produtor, o Maharashtra, e do terceiro maior, o Karnataka, estão fechando mais cedo e a produção até o dia 15 de janeiro foi de 10,5 milhões de toneladas, queda de 5,3%. A diferença em relação à safra passada será maior à medida que a estação avança e seja comprovado uma maior queda na produção. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 20,34 queda de 1,17% e mai/17 fechou a US$ 20,40 queda de 1,16%.

Grãos

A consultoria norte-americana Informa Economics prevê uma redução na área plantada de soja e aumento na área de milho nos EUA. A consultoria prevê que na safra iniciada em maio os americanos irão plantar 35,8 milhões de hectares de soja, 160 mil hectares a menos que sua última projeção. Para o milho a expectativa é que a plantação chegue a 36,62 milhões de hectares, 140 mil hectares a mais que a na projeção anterior. Sorriso é o maior produtor brasileiro de soja e sua colheita está em ritmo acelerado já atingindo 30% dos 600 mil hectares destinados a soja na safra atual. Porém a chuva da semana passada atrapalhou a colheita, e o tempo só firmou no domingo (22), o clima continua a ditar o ritmo das colheitas na região. Ontem a soja para mar/17 fechou a US$ 1.055,25 queda de 0,31% e mai/17 fechou a US$ 1.064, 50 queda de 0,33%.

A safra 2016/17 de soja está em ritmo acelerado no Brasil, principalmente em MT. A antecipação da colheita fará com que o plantio do milho seja realizado na janela ideal entre janeiro e fevereiro, e se o clima continuar favorecendo as perspectivas são ainda melhores para o cereal. A Conab estima que o Brasil irá produzir 84,5 milhões de toneladas, alta de 27% comparado a safra passada, sendo 28,4 milhões de toneladas na primeira safra e 56,07 milhões de toneladas na segunda. O USDA aponta uma produção brasileira ainda maior, chegando a 86,5 milhões de toneladas. Ontem os contratos mar/17 fecharam a US$ 366,25 alta de 0,83% e mai/17 a US$ 373,50 alta de 0,81%.

Café

Até terça-feira (24) havíamos embarcado 1.303 mil sacas de café arábica, volume 30,9% abaixo que em igual período do mês passado. Já o café robusta no acumulado do mês foram embarcadas 16,956 mil sacas, alta de 4,5% em comparação ao mês passado. Com o avanço do dólar frente ao real, as cotações de café arábica caíram ontem na Bolsa de NY. O dólar mais valorizado tende a estimular produtores brasileiros a negociarem seu café, aumentando a oferta da commodity no mercado e pressionando os preços. Ontem o café mar/17 fechou a US$ 152,90 alta de 0,36% e mai/17 a US$ 155,35 alta de 0,36%.

Algodão

O algodão também foi pressionado ontem pela valorização do dólar. Seguindo a mesma lógica do café, o dólar mais forte tende a estimular os produtores brasileiros a negociarem a pluma, aumentando a oferta no mercado e pressionando as cotações. As menores importações chinesas também tendem a pressionar os preços, pois significa maior pluma disponível no mercado. A China importou em 2016 898,315 mil toneladas da pluma, redução de 39% comparado ao ano passado. Mesmo com perspectivas baixistas o algodão teve leve alta ontem na Bolsa de NY. Ontem contrato mar/17 fechou a US$ 73,88 alta de 0,42% e mai/17 a US$ 74,52 alta de 0,20%.

Borracha

As perspectivas de mais fortes chuvas e inundações na Tailândia continuam a sustentar os contratos, o contrato mai/17 acumula alta de 17%YTD. Os contratos estão no high dos últimos quatro anos pelas preocupações com a oferta devido as inundações em países produtores da borracha. Os contratos mar/17 fecharam a US$ 224,70 alta de 2,84% e mai/17 a US$ 230,60 alta de 3,18%.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
pedro.rosa@modal.com.br

Katharyne Amorim Caiaffa
katharyne.caiaffa@modal.com.br

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Fonte:
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/otimismo-com-colheita-de-milho-na-atual-safra-154431
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/na-capital-nacional-da-soja-colheitadeiras-correm-contra-o-tempo-154430
https://www.agrolink.com.br/noticias/producao-de-acucar-da-india-pode-cair-para-menor-nivel-em-7-anos–diz-associacao_368808.html
http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2017/01/consultoria-acredita-que-americanos-vao-plantar-menos-soja-e-mais-milho.html
http://www.valor.com.br/agro/4846880/brasil-eleva-importacao-de-etanol-dos-eua
http://www.valor.com.br/agro/4848000/commodities-agricolas
http://www.cecafe.com.br/dados-estatisticos/exportacoes-brasileiras/

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