Grãos

As cotações do milho para o contrato de mai/17 na CBOT apresentaram desvalorização nesta última semana, com queda de 1,10% e cotação média de US$ 3,60/bu. As boas previsões climáticas para a América do Sul vêm favorecendo as lavouras do cereal para a safra 16/17 e puxando os preços para baixo. Apesar disso, a exportação do cereal norte-americano está contrabalanceando o movimento de queda, visto que na semana anterior foram embarcados 1,35 milhão de toneladas de milho, vindo acima do que o mercado aguardava e agora já se somam 46,71 milhões de toneladas vendidas na safra 16/17. Ademais, o mercado está aguardando para a próxima semana o novo relatório de perspectiva de área a ser semeada para a safra 17/18 de grão nos EUA e está gerando expectativas quanto a possibilidade de haver migração de área entre as culturas de soja e milho, o que pode influenciar o movimento do mercado daqui para frente.

A colheita da safra 2016/17 da soja mato-grossense avançou para 97,16% da área total do Estado. Neste momento, apenas a região oeste terminou os trabalhos a campo, algumas regiões têm previsão de finalização já na próxima semana, outras, no entanto, devem estender os trabalhos durante o mês de abril, sobretudo, nas áreas de soja para a produção de semente, além do nordeste, que deve ser a região a mais se alongar nos trabalhos a campo, como já de costume. O maior avanço semanal foi registrado na região nordeste, de 8,45 p.p., por ter as maiores áreas ainda para serem colhidas. De maneira geral, a produtividade semanal das regiões vem apresentando apenas leves recuos, diferentemente do ano passado, com a média estadual da produtividade das áreas colhidas apenas na última semana sendo de 54,14 sc/ha. Ainda assim, a produtividade ponderada vem registrando valor mais elevado, acima da média das últimas safras.

Algodão

No dia seis 6 deste mês, a China iniciou a comercialização de suas reservas de pluma de algodão, e desde então 333,2 mil toneladas já foram negociadas. Segundo o Icac, a medida de redução oferece cerca de 30,0 mil toneladas por dia e estende-se até o fim de agosto deste ano. Em 2016, quando a mesma medida foi tomada, 2,6 milhões de toneladas entraram no mercado em quatro meses. Desta vez, com seis meses, mesmo com o ritmo acelerado das primeiras semanas, que registram um montante comercializado 10,8% maior que o do primeiro mês do ano passado, quando alcançava 300,8 mil toneladas, os últimos dias já foram marcados por vendas mais lentas. O esperado é de que 6,0 milhões de toneladas sejam negociadas neste ano, e o impacto desses estoques poderá ser sentido nas cotações internacionais e deixar nas mãos da China o poder de influenciar o balanço da oferta e demanda mundial de 2017.

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Fonte:
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticias
https://www.agrolink.com.br/noticias/lista
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/
http://revistagloborural.globo.com/noticia/plantao.html
http://www.valor.com.br/agro
http://www.dci.com.br/agronegocios/
https://www.scotconsultoria.com.br/?ref=mnp

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