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Açúcar e Etanol

Com a queda acentuada do barril de petróleo, o biocombustível a base de cana-de-açúcar (etanol) vai perdendo competitividade em relação ao combustível fóssil. Com as usinas estando mais “açucareiras” pelas altas cotações do açúcar, independentemente do tamanho da próxima safra, as usinas vão continuar produzindo mais a commodity. O mercado também levanta uma discussão para se rever a eficiência do Conselho de Produtores de Cana-de-açúcar (Cosecana). O Órgão precisa rever sua política quando o mercado está invertido, que é o caso atual, os contratos mais curtos estão valendo mais que os mais longos. A política de risco do órgão recomenda que os produtores não fixem o açúcar de terceiro, pois se o mercado continuar subindo afetará o custo ajustado da cana que deverá ser pago ao produtor. A lógica funciona em um mercado de excesso de oferta, quando os contratos mais longos valem mais que os mais curtos, mas atualmente o mercado está invertido, e as políticas precisam ser revistas.

Ainda com a perspectiva de menor safra mundial e após a Agência Ambiental Americana (EPA, na sigla em inglês), aumentar a cota mínima de mistura dos biocombustíveis avançados a gasolina, as cotações de açúcar na Bolsa de NY fecharam com alta. O aumento da cota mínima aquece o mercado de etanol a base de cana-de-açúcar, que é considerado mais limpo que o etanol de milho, elevando assim o consumo do biocombustível nos EUA. Sexta-feira na Bolsa de NY os contratos mar/17 fecharam a US$ 19,84 e mai/17 a US$ 19,26. No mercado interno, o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 95,05 a saca de 50kg, baixa de 0,28%.

Grãos

O plantio de soja no Brasil para a safra 2016/17 já atinge 83% de área prevista na semana encerrada dia 25, 10% adiantado com relação a semana passada. Em igual período do ano passado o plantio chegava a 81% de área e 80% na média dos últimos cinco anos. O estado de MT já está com o plantio bem próximo a conclusão, com as boas chuvas e lavouras excelentes. Mato Grosso do Sul já está com sua semeadura completa, ficando a expectativa de chuvas no estado. A demanda aquecida pela oleaginosa, puxada pelas compras chinesas, sustentou os ganhos na Bolsa de Chicago. O USDA reportou que na semana de 11 a 17 de novembro os EUA fecharam contratos para embarque de 1,9 milhões de toneladas de soja, 35% superior à semana anterior e 11% acima da média das últimas quatro semanas. Sexta-feira o contrato mar/17 fechou a US$ 1.054,50 o bushel, alta de 11,75 centavos. No mercado interno, a soja em Paranaguá ficou em R$ 79,91 a saca de 60kg, alta de 0,79%.

Café

Com o feriado de Ação de Graças na quinta-feira os volumes negociados de café arábica foram baixos e a commodity perdeu 4,63% na semana na Bolsa de NY. As fortes chuvas no “cinturão do café” no Brasil, inclusive no Norte do ES freou a preocupação quanto a safra brasileira. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) aumentou em 150 mil sacas a produção de café para o Brasil na temporada 2016/17 de 55,95 milhões para 56,1 milhões de toneladas. A safra de café robusta foi revisada para baixo, indo de 12,1 milhões para 10,5 milhões de toneladas. Enquanto a estimativa de produção de café arábica foi revisada para cima indo de 43,85 milhões para 45,6 milhões de toneladas. O USDA também projetou a safra para Colômbia, 14 milhões de sacas, igual a safra anterior. Índia, com produção de 5,17 milhões de sacas, queda de 630 mil sacas. E Indonésia, com produção de 8,9 milhões de sacas, queda de 3,2 milhões de sacas. Sexta-feira na Bolsa de NY o contrato de café arábica para mar/17 fechou a US$ 155,40 e mai/17 a US$ 157,70. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$89,29 a @.

Algodão

O menor volume de negociações pelo feriado de Ação de Graças nos EUA pressionou o algodão na Bolsa de NY. A perspectiva de continuidade dos leilões chineses e o clima seco no Texas, que favorece o avanço da colheita no estado, derrubaram as cotações. O Texas é o principal produtor de algodão nos EUA, e o país lidera as exportações mundiais. O contrato mar/17 fechou a US$ 71,25. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,29 a @.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
pedro.rosa@modal.com.br

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Fonte:
Archer Consulting site@archerconsulting.com.br
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
https://www.agrolink.com.br/noticias/safra-2016-17–soja-avanca-com-cenarios-distintos_365735.html
http://www.valor.com.br//agro/4788907/commodities-agricolas5

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