Agenda

Açúcar e Etanol

A Índia como medida para diminuir a poluição no país causada pela queima da biomassa inicia a construção da primeira fábrica de etanol de segunda geração no país por uma empresa estatal. A meta do governo é construir 12 unidades no país para diminuir os impactos ambientais. A China anuncia que definirá até no máximo final de janeiro taxas para a importação de etanol. Os EUA são os maiores produtores de etanol, e segundo especulações a China havia abandonado as tarifas para importação do etanol americano. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 18,54, alta de 2,15% e mai/17 a US$ 18,03, alta de 1,52%.

Grãos

Uma recompra de posição por parte de fundos de investimento impulsionou a oleaginosa ontem na Bolsa de Chicago. Apesar das expectativas ainda serem baixistas com EUA tendo tido safra recorde e perspectivas que Brasil e Argentina também tenham uma safra recorde, os fundos de investimento voltaram a comprar contratos de soja. Ontem o contrato mar/17 fechou a US$ 1.024,25, alta de 2,68% e mai/17 a US$ 1.032,25, alta de 2,56%. No mercado interno, a soja em Paranaguá ficou em R$ 76,37 a saca de 60kg, alta de 0,26%.

Em um pregão de poucos negócios o milho teve forte valorização. O analista, Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity, avalia que a valorização se deu pela movimentação de fundos de investimento. O mercado permanece acompanhando o desenvolvimento das lavouras na América do Sul, e o gatilho para essa alta foi a informação de uma leve secura nas lavouras do Brasil. Ontem o contrato mai/17 fechou a US$ 361,25, valorização de 8,75 centavos de dólar. No mercado interno o cereal fechou a R$ 38,80 por saca, queda de 0,05%.

Café

A China segue apresentando bons números e mostrando que será uma grande originadora de café. No ano de 2016 o país produziu 2 milhões de sacas, e indústrias como a Nestlé estão investindo em estrutura para comprar grãos no país e em treinamento para produtores. A Nestlé iniciou seus investimentos na China em 1988 e já treinou cerca de 16 mil cafeicultores no país. O Vietnã, maior produtor mundial de café, estabeleceu uma meta para aumentar sua participação nas exportações, de 10% para 30%, também pretendem aumentar a sustentabilidade ambiental do café produzido no país. Dados do USDA revelam que entre a safra 2011/12 e 2015/16 a China triplicou suas exportações, somando 650 mil sacas, e alcançando o posto de 9º maior exportador mundial de café. Apesar do Brasil ainda exportar volume maior que o país asiático, no mesmo período tivemos apenas um leve incremento nas exportações que somaram 3,250 milhões de sacas.
Especialistas mantém expectativa negativa para a próxima safra de café robusta no ES. Na safra 2016/17 o Brasil teve uma queda de 28,6% ante a safra passada, acumulando 7,99 milhões de toneladas. No ES a queda foi ainda maior, 35,1% ante a safra passada, acumulando 5,035 milhões de toneladas. As expectativas de uma melhor safra brasileira continuaram derrubando os preços do café na Bolsa de NY. A Conab divulgou uma expectativa de produção de 51,37 milhões de sacas na safra 2016/17 no Brasil, que caso confirmada será um incremento de 18,8% comparado a safra passada. A alta é puxada pela maior produtividade de café arábica no país, pois para o café robusta a Companhia estimou uma menor produção comparado a estimativa anterior. Ontem o contrato mai/17 fechou a US$ 136,50, recuo de 190 pontos.

Equipe:
Pedro Esberard Barbirato Rosa
pedro.rosa@modal.com.br

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Fonte:
http://www.icafebr.com.br/publicacao2/v.%205%20n.11.pdf
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico/0000001078
http://www.valor.com.br/agro/4817442/producao-deve-cair-de-novo-no-es
http://www.valor.com.br/agro/4819518/commodities-agricolas

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