AGENDA

AÇÚCAR E ETANOL

As usinas vivem um excelente momento com a disparada do preço do açúcar e as previsões de déficit mundial de açúcar nas próximas safras. Produtores iniciam as safras mais preocupados em reduzir alavancagem do que ampliar as despesas de capital, com as melhores condições do mercado. O BNDES tem a expectativa de aprovar nesse último trimestre R$900 milhões em crédito para o setor, quase 50% a mais que no acumulado dos nove primeiros meses do ano, que somaram R$ 640 milhões. Dados da Conab estimam que a safra 2016/17 de cana será de 691 milhões de toneladas de açúcar, aumento de 3,8% comparado a safra passada. Apesar do aumento, pesquisadores alertam sobre o aumento das plantas daninhas nos canaviais pela mudança de colheita manual para mecanizada. O fim das queimadas foi um avanço ambiental, mas abriu espaço para o incremento das plantas daninhas.

Em um seminário em Nova Délhi, um operador de açúcar da Louis Dreyfus Commodities estima que a Índia, maior consumidor global de açúcar, irá importar 1 milhão de toneladas de açucar na temporada 2016/17. A notícia só reforça as previsões de escassez da commodity nas próximas temporadas. Ontem na Bolsa de NY o açúcar fechou out/16 a US$ 22,76 centavos de dólar libra-peso, queda de 0,51% e mar/17 a US$ 23,35 centavos de dólar librsa-peso, queda de 0,43%.

GRÃOS

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima que a receita de exportações da soja (grão) e seus derivados (farelo e óleo) deverá ser um pouco maior em 2017 com aumento nos volumes vendidos do grão. A entidade estima receita de US$ 25,88 bi, 0,6% acima do visto em 2016 R$25,73 bi. A previsão é de exportar 57 milhões de toneladas em 2017, ante 52,5 milhões de toneladas para este ano, alta de 8,6%. A colheita de 2017 chegará a 101,3 milhões de toneladas de soja no país, alta de 4,9% comparada a safra 2015/16. Ontem na Bolsa de Chicago a oleaginosa voltou a ganhar fôlego com a demanda firme pela soja americana. O USDA reportou que na semana de 16 a 22 de setembro os americanaos venderam 1,7 milhão de toneladas de soja, 67% a mais que na semana anterior. Ontem ainda foi confirmado um embarque de 120 mil toneladas para a China. Os contratos nov/16 fecharam a US$ 9,5025 o bushel, alta de 4,75 centavos e jan/17 fecharam a US$ 9,5625 o bushel, alta de 4,25 centavos. No mercado interno a soja em Paranaguá ficou em R$ 77,97 a saca de 60kg, alta de 0,03%.

Governo do Paraná mantém previsões de safras de soja e milho do EstadoGoverno do Paraná atinge 99% da colheita de milho segunda safra. Projeta-se uma safra 2016/17de 18,3 milhões de toneladas, com 4,25 milhões de toneladas na primeira safra. Ontem na Bolsa de Chicago o milho fechou estável com fundamentos divergentes no mercado. Por um lado as previsões de chuvas no Meio-Oeste atrasariam mais ainda a colheita no país. Do outro lado as vendas semanais somaram 575 mil toneladas, queda de 18,2% comparado a semana anterior, dando perspectiva de desaquecimento das exportações. Os contratos dez/16 fecharam a US$ 329,25 o bushel, 0,00% e mar/17 a US$ 339,00, 0,00%. No mercado interno o cereal continua se valorizando com nov/16 fechando a R$ 41,75 a saca de 60kg, alta de 3,09% e jan/17 a US$ 41,91 a saca de 60kg, alta de 2,59%.

CAFÉ

Pesquisa realizada pela Café Point Colheita Cafeeira aponta que os produtores de café robusta no ES viveram nessa safra a pior colheita dos últimos anos. Cerca de 73% dos entrevistados relatam queda na produção, sendo que 57% apontam recuo de 30-80%. A escassez do produto no mercado é um dos fatores que esta sustentando a cotação do robusta que chega a patamares próximos ao do café arábica. A paridade vista anteriormente era o café robusta 15-20% mais barato que o arábica, que hoje não é mais vista. Os últimos anos tem sido marcados pelo crescimento do mercado de cafés especiais no Brasil, vide a expansão do mercado de café em cápsulas. Em um ano de crise, a indústria esta a todo vapor e prevê um consumo 3% maior para o setor. A previsão da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) é que o mercado de cápsulas cresca 15,3% ano ano até 2019. O setor passa a crescer até dentro do Governo. Desde jul/15 o café havia ficado sem um departamento exclusivo para atender suas necessidades no Ministério da Agricultura. Porém, agora no dia 21 de Setembro recriou-se uma pasta direcionada para o setor, criando o Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia. Ontem na Bolsa de NY as especulações de uma elevada oferta de café na América Central derrubaram as cotações da commodity. Os contratos mar/17 fecharam a US$ 1,535 a libra-peso, recuo de 290 pontos, No mercado interno o grão em SP fehcou a R$ 502,48 a saca, queda de 1,18%.

Fonte
http://canaplan.com.br/noticias/setor-sucroenergetico
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/pesquisador-alerta-para-possivel-queda-na-proxima-safra-de-cana-150352
https://www.agrolink.com.br/noticias/governo-do-parana-mantem-previsoes-de-safras-de-soja-e-milho-do-estado_362665.html
http://www.valor.com.br//agro/4730577/embarque-de-soja-deve-crescer
http://www.valor.com.br/agro/4730573/commodities-agricolas
http://www.icafebr.com.br/publicacao2/v.%205%20n.8.pdf
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=59&infoid=5819
http://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/cafes-especiais-ganham-mais-consumidores-150375
https://www.agrolink.com.br/noticias/cafe-volta-a-ter-departamento-no-mapa–mas-divide-espaco-com-cana-de-acucar-e-agroenergia_362670.html

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