Acionistas querem substituir todo o Conselho de Administração da BRF

Em pleno fim de semana, Previ e Petros, pediram ao Conselho de Administração da BRF que este convoque uma Assembleia Extraordinária a fim de deliberar: a destituição de todos os membros do Conselho de Administração; (ii) a aprovação do número de 10 membros para compor o CA; (iii) eleição de novos membros para ocuparem os cargos no CA; e (iv) a eleição do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho de Administração. Segundo o Jornal Valor Econômico a gestora britânica Aberdeen apoia a destituição do Conselho.

Juntas, Petros, Previ e Aberdeen têm 27,09% do total das ações de emissão da BRF. A lista de indicações para o Conselho deve ser apresentada na terça-feira e os fundos de pensão acreditam que a maioria dos acionistas deva se manifestar de forma favorável à substituição de todo o Conselho. A gestora Tarpon, que tem 7,26% do capital da BRF, não deve concordar com Petros e Previ.

Abílio Diniz preside o CA, Francisco Petros é o Vice-Presidente e os demais conselheiros da BRF são: Luiz Fernando Furlan, José Carlos Reis de Magalhães Neto, Walter Fontana Filho, Flávia Buarque de Almeida, Marcos Guimarães Grasso, Walter Malieni Jr e José Aurélio Drummond Jr. O pedido de AGE para dissolução de 100% do Conselho de Administração chegou logo após a publicação de um balanço decepcionante, consolidando a insatisfação dos fundos de pensão com Abílio Diniz. Em comunicado a Petros afirmou: “A Fundação entende, corroborando o diagnóstico do mercado refletido pelo preço das ações, que a estratégia da Companhia precisa ser reformulada para que o investimento atinja seus objetivos”.

HYPERA:

com base na análise do cenário macroeconômico e na dinâmica dos mercados em que atua, a Hypera prevê lucro líquido das operações continuadas ao redor de R$1,1 bilhão em 2018. Na sexta-feira a companhia publicou lucro nas operações continuadas neste mesmo valor.

RENOVA recebe nova proposta da Brookfield

A empresa informa que recebeu, da Brookfield Energia Renovável S.A., uma nova proposta vinculante em substituição à oferta de capitalização primária aceita em dia 24 de novembro de 2017, conforme Fato Relevante divulgado ao mercado. Esta nova proposta contempla a aquisição dos ativos de todo o Complexo de Alto Sertão III, bem como de, aproximadamente, 1,1 GW em determinados projetos eólicos em desenvolvimento. O valor apresentado pelo Complexo de Alto Sertão III foi de R$ 650 milhões a ser pago na data de fechamento da transação, valor este sujeito a ajustes usuais pós-fechamento. O Preço poderá ser acrescido de um earn-out de até R$ 150 milhões vinculados à geração futura do Complexo ASIII a ser apurada após 5 anos de sua entrada em operação, além de R$ 187 mil por MW de capacidade instalada para os projetos eólicos em desenvolvimento. Notícia positiva para Light e Cemig, controladores da Renova.