Azul otimiza frota e reduz dívida líquida em R$ 325 milhões

A Azul substituirá parte de sua frota de aeronaves ATR 72-600 por aviões maiores e de última geração. A decisão da Azul de vender dez ATR 72-600 para a Nordic Aviation Capital, a NAC, está em linha com sua estratégia de otimização de frota e crescimento por meio de aeronaves com maior capacidade de assentos e mais eficientes. A venda resulta em uma redução da dívida total em cerca de R$ 325 milhões. Cinco unidades sairão da frota da Azul no último trimestre de 2017 e cinco na primeira metade de 2018. O acordo com a NAC também inclui a entrega de três aeronaves novas ATR 72-600 sob leasing operacional na segunda metade deste ano. “Continuaremos voando com os ATR, pois eles nos ajudam a explorar novos mercados e rotas regionais. Na medida em que expandimos nossa malha, é natural que parte de nossos ATR sejam substituídos por aeronaves maiores e mais modernas. Nossa estratégia, em termos de frota, é ter a aeronave certa para o mercado certo e já conseguimos identificar vários mercados que estão prontos para receber aeronaves maiores”, comenta John Rodgerson, presidente da Azul. A venda dos 10 ATRs já estava sendo considerada na projeção de frota da empresa para 2017 e 2018, que consiste em encerrar o ano com 122 e 128 aeronaves operacionais, respectivamente. A empresa espera crescer sua capacidade em termos de assentos quilômetros voados (ASKs) de 11% a 13% em 2017.

Even: prévia operacional do 3T17

A Even tem foco nos empreendimentos residenciais a partir de R$ 250 mil e no 3T17 lançou 3 empreendimentos para esta faixa que totalizaram, na parte da Even, R$ 271 milhões, acumulando em 9 meses até setembro de 2017 R$ 689 milhões em VGV lançado. As vendas contratadas somaram R$ 332 milhões (parte Even), dos quais R$ 129 milhões referem-se à venda de lançamentos do trimestre, R$ 101 milhões à vendas de imóveis do estoque e R$ 102,3 milhões à venda da torre corporativa do empreendimento Urbanity. A velocidade de vendas (VSO) do trimestre foi 14%. Já para o banco de terrenos foram adquiridos, majoritariamente por meio de permuta, 3 novos terrenos em São Paulo, com valor potencial de vendas de R$ 399 milhões (parte Even). O land bank encerrou setembro com R$ 6,2 bilhões em VGV (parte Even). No 3º trimestre foram entregues 3 projetos que equivalem a R$ 292 milhões (VGV de lançamento parte Even) e 466 unidades. No acumulado dos primeiros nove meses de 2017 foram entregues R$ 1,2 bilhão (VGV de lançamento parte Even). Diante do quadro de mercado, o desempenho foi razoável.

Gol: prévia do tráfego do mês de setembro

Em setembro, o tráfego de passageiros cresceu 5% vs setembro de 2016, enquanto a oferta de assentos aumentou 2%. Com isso, a taxa de ocupação em setembro avançou 2,3 p.p., passando de 77,9% para 80,2%, elevando a taxa de ocupação acumulada de 77,5% até setembro de 2016 para 79,3% até setembro de 2017. No mercado doméstico, a demanda avançou 4,1% e a oferta subiu apenas 0,7%, com a taxa de ocupação crescendo 2,7 p.p., para 81,0%. No mercado internacional, demanda e oferta cresceram 13,1% e a taxa de ocupação fechou em 74,3%, mesmo patamar de setembro de 2016. Os números da Gol foram menos favoráveis do que os da Azul, divulgados ontem.

Kroton divulga números de base de alunos para o 3T17

Como já esperado, tendo em vista a crise econômica que estamos atravessando, com níveis elevados de desemprego, a base de alunos total teve recuo de 1,5%, sendo que o segmento presencial foi mais afetado, com retração de 6%, parcialmente compensado pelo segmento de Ensino à Distância, que obteve avanço de 2,4%. O FIES, também como se esperava, mostra uma representatividade cada vez menor, tendo respondido por apenas 6,4% da captação de novos alunos. A notícia é negativa, mas ressaltamos que o setor vem apresentando uma resiliência à crise maior do que se esperava.

Petrobras: Petroquímica Suape e Citepe

Sobre o processo de alienação da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), subsidiárias integrais da Petrobras, para a empresa Alpek, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica publicou despacho, ontem, declarando complexo o Ato de Concentração e determinando a realização de algumas diligências. As principais diligências determinadas foram: elaboração, pelo Departamento de Estudos Econômicos do Cade, de estudo quantitativo a respeito de impactos concorrenciais decorrentes da operação; facultar às partes a apresentação das eficiências econômicas geradas pela operação; e requerer dados de concorrentes. Isso atrasa o processo mas por hora não impede a venda das empresas.