Bradesco prevê crescimento de 1% a 5% na carteira de crédito expandida em 2017

A margem financeira com juros, ou seja, aquela advinda da carteira de crédito, deve crescer de 3% a 7%. Contudo, considerando o HSBC Brasil em 2016 como um todo (foi incorporado em julho de 2016), a expectativa da margem financeira com juros é mais estreita, entre -4% a 0%, o que significa que as margens do HSBC Brasil são menores em relação aquelas praticadas pelo Bradesco. A propósito, é neste campo que o Bradesco vai trabalhar a fim de buscar melhoria de ROE dados os avanços de sinergias operacionais esperados. O Banco também informou esperar que as despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) fiquem entre R$ 21 bilhões e R$ 24 bilhões em 2017. Em 2016, esses encargos foram de R$ 24,4 bilhões. Já as receitas com serviços devem crescer de 12 a 16%. Para as despesas operacionais, o Banco espera crescimento de 10% a 14%. Tais expectativas estão em linha com nossas premissas admitidas em Relatório vigente, cuja recomendação é de Compra.

Bacen autoriza Cielo a atuar como instituição de pagamento na modalidade credenciadora

Em razão da autorização do Bacen, a Cielo passará a observar regras comuns aplicáveis às instituições de pagamento integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro, devendo adotar procedimentos e controles internos relativos às suas atividades de credenciamento, incluindo a elaboração e divulgação de demonstrações financeiras de acordo com os critérios e regras contábeis definidos no Plano Contábel das Instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Grupo Energisa obtém crescimento de 2,2% no trimestre

O consumo de energia do Grupo Energisa no mercado livre e cativo subiu 2,2% no primeiro trimestre desse ano na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa divulgou na última terça-feira, 25 de abril, seu boletim operacional. De acordo com a Energisa, caso fosse considerado o fornecimento não faturado, o valor de 7.372,4 Gwh sobe para 7.392,2 Gwh, levando o aumento para 3%. As migrações para o ambiente livre fizeram com que o consumo nele crescesse 34,6% no trimestre, enquanto o cativo caiu 2% por conta dessas migrações. Notícia positiva, considerando-se a conjuntura recessiva em que nos encontramos.

BRADESCO

O lucro líquido ajustado do 1T17 foi de R$ 4,648 bilhões, com evolução de 13,0% em relação a 1T16 (R$ 4,113 bilhões). O ROE anualizado atingiu 18,3%, contra 17,5% (+0,8 p.p.) O lucro líquido contábil foi de R$ 4,071 bilhões, contra R$ 3,592 bilhões, com queda de -1,2%. Considere-se que no 1T17 ocorreram maiores gastos com PDD diante da incorporação do HSBC Brasil no 3T16. Em março de 2017, o Bradesco registrou R$ 502,714 bilhões em sua carteira de crédito expandida, que inclui avais e fianças e títulos privados, com queda de 2,4% em relação a dezembro, visto o cenário de fraca atividade. Já em doze meses, a carteira registrou crescimento de 8,5%, mas a comparação é afetada pela incorporação do HSBC Brasil, conforme assinalado. No intervalo do 1T17, a carteira de operações com grandes empresas recuou 2,5% e a de pequenas e médias 5,9%. O portfólio de pessoas físicas também diminuiu, mas residualmente, em 0,1%. O índice de inadimplência avançou para 5,63% no fim de março, ante 5,51% em dezembro e 4,2% em março de 2016. Em parte o índice foi pressionado decorrente da própria queda da carteira e, em parte, pelo efeito de um cliente específico da área de grandes empresas, que estava totalmente provisionado. Sem esse caso, a inadimplência teria recuado para 5,21%. O índice de inadimplência de grandes empresas subiu para 2,29% em março, ante 1,24% em dezembro e apenas 0,4% em março de 2016. Excluindo o efeito do cliente específico, a taxa teria sido de 1,37%.

DURATEX

As operações recorrentes da Duratex resultaram em um prejuízo de R$ 9,3 milhões no 1T17 vs R$ 29,6 milhões no 1T16, sinalizando uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado. A evolução do resultado ocorreu devido a uma ligeira melhora de mercado, que refletiu recuperação do desempenho operacional, além dos benefícios capturados pelos projetos de redução de custos e ganho de eficiência. Também contribuíram para a redução do prejuízo as menores despesas financeiras, em decorrência da queda da taxa de juros e da diminuição nominal da dívida líquida.

ESTACIO PART

O resultado líquido foi de R$ 121,8 milhões, cerca de 5,2% inferior ao 1T16 (R$ 128,5 milhões. A Receita Líquida cresceu apenas 3,3%, mas os custos e despesas operacionais cresceu abaixo disso (+2,2%), o que resultou em ganhos de 1 p.p. na margem operacional. O resultado financeiro líquido negativo subiu 160,4%, anulando a melhoria operacional citada.

KLABIN S/A

O lucro líquido do 1T17 foi de R$ 602 milhões (-44% em relação ao 1T16). A receita líquida foi de R$ 1,9 bilhão no período entre jan-mar/2017 (+28% na comparação com o mesmo período do ano anterior). O volume de vendas cresceu 67% no 1T17, sobre o 1T16. O Ebitda ajustado foi de R$ 539 milhões no 1T17, superando o 1T16 em 5%.

LOCALIZA

A receita líquida consolidada do 1T17 cresceu 27,9% se comparada ao 1T16. As receitas líquidas de aluguel apresentaram crescimento de 15,7%, sendo 18,8% na Divisão de Aluguel de Carros e 9,4% na Divisão de Gestão de Frotas. A receita líquida do Seminovos no 1T17 cresceu 39,3% quando comparada a 1T16, devido ao crescimento de 24,2% no volume de vendas e de 12,2% no preço médio dos carros vendidos, principalmente em razão da mudança no mix de compra de carros de maior valor agregado no 4T15 para a Divisão de Aluguel de Carros. O lucro do período cresceu 16,8% para R$ 120,3 milhões.

MULTIPLAN

As vendas totais de lojistas cresceram 6,1% no 1T17 e o aumento das Vendas nas Mesmas Lojas (SSS) dobrou em relação ao 1T16, para 3,2%. A melhoria do mix de lojistas levou as Vendas na Mesma Área (SAS) a crescerem 5,6%, novamente superando o SSS. A taxa de ocupação do trimestre subiu para 97,4%, tendo sido de 97,3% no 4T16. O lucro líquido caiu 22% diante do lucro obtido no primeiro trimestre de 2016, atingindo R$ 54,163 milhões.

NATURA

Todas as operações da Natura tiveram crescimento de receita bruta no 1T17, que alcançou em sua forma consolidada o valor de R$ 2,396 bilhões (crescimento de 3,3% vs. 1T16). O Ebitda consolidado foi de R$ 364,6 milhões (+68,0% vs. 1T16), o lucro líquido de R$ 189,0 milhões (variação de R$ 258,1 milhões vs. 1T16) e a geração de caixa livre de R$ 16,5 milhões contra um consumo de caixa de R$ 167,7 milhões no 1T16.

ODONTOPREV

A receita líquida atingiu R$ 351,461 milhões no 1T17, crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior, sendo R$ 9,762 milhões oriunda de contrato de risco cedido e prestação de serviços à Brasildental. A receita líquida da carteira corporativa atingiu R$ 227,451 milhões e a receita líquida da carteira de planos individuais apresentou crescimento de 34%, atingindo R$ 70,689 milhões no 1T17, O tíquete médio do 1T17 foi de R$ 19,44, 8,3% acima dos R$ 17,95 no 1T16, refletindo o reajuste de contratos corporativos e a mudança de mix no período. O lucro do 1T17, de R$ 68,9 milhões, ficou em equilíbrio com o lucro do 1T16, de R$ 68,8 milhões.

VALE

O lucro do primeiro trimestre de 2017, de R$ 7,891 bilhões, foi o equivalente a 59% do lucro de todo o ano de 2016, tendo se situado 25% acima do obtido no primeiro trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida consolidada, de R$ 26,742 bilhões, e o Ebitda não ajustado, de R$ 14,935 bilhões, cresceram, respectivamente, 30% e 102% em relação à receita e ao Ebitda do 1T16. Com relação ao 4T16, a receita líquida consolidada da Vale no 1T17 caiu 12,8%, impactada negativamente pelo menor volume sazonal de vendas de Ferrosos (R$ 4,0 bilhões) e paradas para manutenções programadas e interrupções operacionais no segmento de Metais Básicos (R$ 638 milhões). O break-even do Ebitda de minério de ferro e pelotas, medido pelos custos e despesas caixa unitários numa base entregue na China (e ajustado por qualidade, diferencial de margem de pelotas e umidade, excluindo ROM), permaneceu em linha com o registrado no 4T16, totalizando US$ 30,5/dmt no 1T17.

VIAVAREJO

A partir de novembro/2016, a Via Varejo passou a consolidar os resultados dos canais Online e Lojas Físicas, desta forma, o lucro líquido pro-forma não auditado do 1T17 foi de R$ 97 milhões, revertendo prejuízo de R$ 237 milhões no 1T16. A receita líquida foi de R$ R$ 6,0 bilhões no 1T17 (+2,6% em relação ao 1T16). Entre os destaques do trimestre estão a recuperação das vendas para as Lojas Físicas, com crescimento de vendas “mesmas lojas” de 2,5% no 1T17 e o crescimento de “dois dígitos” do desempenho de vendas em ambos os canais no mês de março.