BMFBovespa divulga projeção de sinergias decorrentes da fusão com Cetip

A BM&FBovespa estima capturar, como resultado dessa combinação de negócios, sinergias da ordem de R$ 100 milhões, em bases recorrentes no terceiro ano após aprovação da combinação, destacando-se que eventuais mudanças nessa estimativa, como resultado do avanço no processo de integração entre as empresas, serão divulgadas ao mercado por meio de Fato Relevante. A empresa nos informou que cerca de 30% das sinergias obtidas serão repassada aos clientes sob a forma de redução de tarifas. Notícia positiva.

Energisa divulga guidance de investimentos para 2017

A empresa projeta de investimentos da ordem de R$ 1.428,2 milhões para 2017, tendo como foco, principalmente: (i) o atendimento de novas cargas e expansão das redes elétricas; (ii) a manutenção e substituição de ativos das redes elétricas; (iii) a melhoria da qualidade na prestação de serviços de distribuição; (iv) o combate ao furto de energia; (v) o aperfeiçoamento de processos internos; e (vi) o programa de universalização de energia elétrica, na parcela que prevê o uso de recursos próprios.

Randon divulga guidance para 2017

No âmbito de uma expectativa de gradual retomada da atividade, bem como o retorno dos esforços em ampliar relações comerciais externas, a Randon divulgou guidance para 2017 contemplando as seguintes expectativas: receita bruta consolidada de R$ 3,9 bilhões (R$ 3,7 bilhões em 2016), com a receita no exterior equivalente a US$ 240 milhões (US$ 152 milhões em 2016). Além da expectativa de retomada de vendas, a empresa tem como meta buscar um grau de alavancagem em patamar adequado. Nesse sentido, o endividamento financeiro líquido consolidado (dívida bruta menos disponibilidades) foi de R$ 613,5 milhões em 2016, equivalente a um múltiplo de 4,3x o Ebitda. Em 2015 este endividamento era de R$ 1,4 bilhão e representava múltiplo de 8,4x o Ebidta. Contudo, parte do endividamento líquido (R$ 228,0 milhões) se refere à atividade financeira do Banco Randon. Logo, excluindo o valor relativo a esta atividade, o endividamento líquido consolidado seria de R$ 385,6 milhões e múltiplo de 2,9x o Ebitda. Já pela ótica do Ebitda ajustado (sem as operações do Banco Randon, bem como desconsiderando os efeitos de impairment e provisões contingenciais), o múltiplo seria de 1,6x. Logo num limite adequado por este viés de análise.

Tecnisa fará aumento de capital de R$ 150 milhões

Os atuais acionistas, Meyer Joseph Nigri, Lilian Raquel Czeresnia Nigri e Jar Participações Ltda. assumiram a obrigação de subscrever no mínimo R$ 73,574 milhões, equivalentes à subscrição mínima para homologação do aumento de capital aprovado pelo conselho nesta quinta-feira. A oferta será privada e poderão ser subscritas até 57.692.307 ao preço de R$ 2,60/ação. O Fato Relevante não revelou qual será o destino dos novos recursos.

Carga cresce 2,2% em fevereiro de 2017

A carga de energia no SIN (Sistema Integrado Nacional) apresentou um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Melhoria da confiança da indústria e elevação dos preços das commodities podem ser observados e levaram a efeitos positivos na carga de energia. O sub-sistema Sudeste/Centro Oeste, que representa 60% da carga do SIN, voltou a apresentar crescimento, é o segundo mês consecutivo que essa performance é registrada. O aumento ficou em 1,7% na comparação entre fevereiro de 2017 contra 2016. Notícia positiva, especialmente para distribuidoras.

BR PHARMA

Apurou prejuízo de R$ 634,3 milhões em 2016 (ante prejuízo de R$ 654,5 milhões em 2015). No 4T16 o prejuízo foi de R$ 322,2 milhões (ante prejuízo de R$ 418,2 milhões no 4T15). A receita líquida de 2016 foi de R$ 1,6 bilhão (ante R$ 2,6 bilhões em 2015) e de R$ 247,0 milhões no 4T16 (ante R$ 685,0 milhões no 4T15).

CPFL ENERGIA

A empresa encerrou o exercício com lucro líquido de R$ 900,9 milhões apenas 4,7% superior a 2015. A receita líquida teve queda de 7,2%, devido à menor formação de ativos setoriais e o lucro da atividade recuou cerca de 1%. A menor queda do lucro operacional, em relação à retração da receita líquida se deveu ao recuo de 15,9% no custo com energia comprada. O resultado financeiro líquido negativo cresceu 7,6%.

CYRELA REALT

O lucro da Cyrela caiu de R$ 661 milhões em 2014 para R$ R$ 151 milhões em 2016, passando por R$ 448 milhões em 2015, resultado direto da queda das receitas ao longo desses anos, consequência da realidade da incorporação imobiliária em tempos de crise econômica brasileira. Diferente de suas congêneres, a Cyrela tem a comemorar a manutenção da margem bruta, que foi de 32,1% em 2014, 34,6% em 2015 e 33,3% em 2016. O investimento na Tecnisa, criticado por muitos, rendeu apenas R$ 10,288 milhões em 2016.

GAFISA

O ano de 2016 combinou crise política com contração econômica, impactando duramente o mercado imobiliário brasileiro. O segmento de médio e médio-alto padrão foi
muito afetado e com isso a receita líquida consolidada da Gafisa caiu 37% conduzindo o resultado final ao maior prejuízo em dez anos. Foram R$ 1,163 bilhão, dos quais R$ 560 milhões referentes às operações descontinuadas.

HELBOR

Reverteu o lucro de R$ 68,873 milhões em 2015 em prejuízo de R$ 103,207 milhões em 2016. A receita líquida consolidada teve queda de 31% no ano passado, para R$ 902 milhões. A Helbor teve, inclusive margem bruta negativa no 4T16, emplacando apenas 10,7% em 2016 vs 22,9% em 2015 e 32,1% em 2014. Os resultados, claro, são conseqüência da grave crise que o setor enfrenta já há 2 anos.

JSL

Reportou prejuízo líquido de R$ 183,2 milhões em 2016 (revertendo lucro de R$ 46,8 milhões em 2015) e prejuízo de R$ 150,4 milhões no 4T16 (ante lucro de R$ 6,9 milhões no 4T15). A receita líquida foi de R$ 6,7 bilhões em 2016 (+12,5% sobre 2015) e de R$ 1,8 bilhão no 4T16 (+11,9% em relação ao 4T15).

LIGHT

O resultado líquido foi negativo em R$ 312,9 milhões vs. lucro líquido de R$ 37,8 milhões em 2015. Este desempenho desfavorável resulta da combinação de vários fatores, como a queda da receita líquida em 11,6%, principalmente devido à redução de tarifas em 12,25% em 07/11/2016 e do resultado negativo de equivalência patrimonial de R$ 336,4 milhões, devido ao impairment realizado nas empresas ligadas Guanhães e Renova. O resultado financeiro líquido negativo caiu 6,6%.

PROFARMA

Apresentou prejuízo líquido de R$ 49,0 milhões em 2016 (ante prejuízo de R$ 21,2 milhões em 2015). No 4T16, o prejuízo foi de R$ 38,6 milhões (ante prejuízo de R$ 7,3 milhões no 4T15). A receita líquida foi de R$ 4,1 bilhões no 12M16 (+12,4% sobre o ano anterior) e de R$ 1,1 bilhão no 4T16 (+26,2% na comparação com o 4T15). Ainda que o Ebitda tenha melhorado R$ 50,5 milhões em relação ao ano anterior, este foi consumido quase que integralmente pelo adicional de despesas financeiras de R$ 45,8 milhões.

RANDON PART

Fechou 2016 com receita bruta consolidada de R$ 3,7 bilhões, queda de 13% ante 2015. As vendas destinadas ao mercado interno totalizaram R$ 3,1 bilhões e queda de 15%, enquanto a destinada ao mercado externo atingiu R$ 526,6 milhões, mantendo-se estável em relação a 2015. Já as receitas no exterior foram equivalentes a US$ 151,6 milhões e queda de 4,2% (US$ 158,2 milhões em 2015). O Ebitda perfez R$ 142,7 milhões e queda de 12% (R$ 161,9 milhões em 2015). Contudo, o Ebitda ajustado foi de R$ 252,1 milhões e leve queda de 2% (R$ 252,2 milhões em 2015). Considere-se que em 20016 ocorreram eventos não operacionais, tais como baixa de ativos (impairment) na divisão autopeças, aumento de provisões para contingências e pensões. O prejuízo líquido de 2016 foi de R$ 67,2 milhões, contra prejuízo líquido de R$ 24,6 milhões em 2015.

ROSSI RESID

A receita líquida da Rossi encolheu 56% em 2016, para R$ 538 milhões, mas a companhia comemora a queda de 7,1% dos distratos. Por outro lado, embora tenha renegociado dívidas a despesa financeira ainda pressiona. O prejuízo do ano foi de R$ 514,373 milhões vs prejuízo de R$ 558,066 milhões em 2015.

SPRINGS

Apurou prejuízo líquido de R$ 6,3 milhões em 2016 (revertendo lucro de R$ 22,6 milhões em 2015). No último trimestre de 2016, o lucro foi de R$ 25,6 milhões (ante lucro de R$ 200 mil). A receita líquida foi de R$ 2,3 bilhões em 2016 (+1,9% em relação a 2015) e de R$ 573,8 milhões no 4T16 (5,8% inferior ao 4T15).

TECNISA

A receita líquida despencou de R$ 1.271 milhões em 2015 para R$ 341 milhões em 2016. O custo dos imóveis vendidos e o custo dos serviços prestados superaram a receita do ano ao somar R$ 406 milhões e isto foi totalmente repassado ao resultado. O prejuízo de 2016 atingiu a cifra de R$ 449 milhões, revertendo o lucro de R$ 237 milhões em 2015.