Braskem não publicará o balanço de 2016 no prazo legal

Em Fato Relevante, a Braskem afirmou que embora siga evoluindo nas avaliações necessárias de seus processos e controles internos, a profundidade e detalhamento dessas avaliações estendeu o cronograma dos trabalhos junto aos auditores independentes e, por isso a Companhia ainda não finalizou suas demonstrações financeiras auditadas referentes ao exercício social de 2016. O comunicado reitera que a Braskem não espera alterações relevantes em relação aos resultados não auditados divulgados anteriormente.

BRF faz mudanças na gestão

Os novos colaboradores não ocuparão cargos estatutários.
As mudanças objetivam fortalecer as operações nacionais e globais e permitir respostas ágeis às questões relacionadas à Operação Carne Fraca e os consequentes impactos no agronegócio brasileiro. Foram criadas duas frentes de atuação: a Gestão de Resposta, que terá a função de assessorar o Comitê Especial de Resposta e a Gestão do Negócio que objetiva manter o foco na qualidade da operação e no dia a dia das atividades.Simon Cheng comandará a Gestão de Resposta. Pedro Faria volta seu foco para a gestão dos negócios da BRF e suas funções como CEO. Alexandre Almeida, ex-CEO da Itambé, chega à BRF para assumir a liderança do mercado brasileiro, conduzir o processo de integração e dar sequência às iniciativas prioritárias já em curso. Rafael Ivanisk deixará a Companhia por decisão pessoal. Leonardo Byrro, que dividia a GM Brasil com Rafael Ivanisk, assume a VP de Supply. A área de Qualidade Global passa a se reportar diretamente ao CEO Global. A agenda estratégica global de Marketing e Inovação fica sob a liderança de Pedro Navio, ex-CEO Latam da RedBull, recém-chegado à BRF. Segundo a companhia, essa nova configuração permitirá manter foco adicional na gestão agroindustrial, importante diferencial competitivo da BRF.

Cemig: usina de São Simão também volta ao regime de cotas

Em termos práticos, o Superior Tribunal de Justiça revogou liminar que permitia à Cemig GT, subsidiária da Cemig, operar a Usina de São Simão (aproximadamente 20% da garantia física da Cemig GT) sob o regime normal de concessão, ou seja, vendendo energia a preços de mercado. A decisão do STJ também definiu que a Cemig GT continuará a operar a usina sob o regime de cotas, o qual implica na venda de energia a preços que remuneram apenas o serviço de operação e manutenção. Notícia muito ruim, embora previsível, dado que já havia acontecido o mesmo com a UHE Jaguara. É também previsível que isto aconteça com a UHE Miranda, que se encontra na mesma situação jurídica.

Definição da relação de substituição e do Valor de Resgate das ações da Cetip

O Conselho de Administração da BM&FBovespa atestou, em reunião realizada ontem que os acionistas da Cetip no encerramento do pregão de 29/03/2017 receberão 0,93849080 ação ordinária de emissão da BM&FBovespa para cada 1 ação ordinária da Cia São José Holding, o que equivale a 0,93849080 ação ordinária de emissão da BM&FBovespa para cada 1 ação ordinária de emissão da Cetip então detida pelos Acionistas Cetip. O valor de resgate é de R$ 31,89315588 por cada lote de 3 ações preferenciais de emissão da Cia São José Holding, considerando que os acionistas Cetip receberão 3 ações preferenciais de emissão da Holding para cada 1 ação de emissão da Cetip. Notícia neutra.

Light cogita aumentar capital

O Conselho de Administração aprovou a convocação de Assembleia Geral Extraordinária da Companhia para deliberar sobre alterações no estatuto social da Light; e considera a possibilidade de realização de uma oferta pública primária de ações, com esforços restritos de distribuição, no Brasil, e, no exterior para investidores institucionais qualificados nos Estados Unidos da América e para investidores que sejam considerados não residentes ou domiciliados nos Estados Unidos da América, a qual poderá ter ainda uma parcela secundária com a eventual participação de acionistas da Companhia. Notícias sobre aumento de capital costumam sempre provocar uma reação desfavorável do mercado, embora, no caso da Light, excessivamente alavancada financeiramente, trata-se de uma alternativa para resolver ou amenizar o problema.

Somos Educa aprova plano de recompra de ações

A quantidade a ser adquirida é de até 5.242.578 ações ordinárias, representativas de até 8,4% das ações em circulação na data de hoje. As aquisições poderão ser realizadas pelo prazo de até 365 dias, contados a partir de 28/03/2017. As ações adquiridas serão mantidas em tesouraria para posterior cancelamento e/ou alienação para atender eventual exercício de opções.

Tecnisa: oferta privada de ações

Foi aprovado aumento de capital no valor de até R$ 150 milhões com a emissão, para subscrição privada, de até 57.692.307 ações ordinárias ao preço de R$ 2,60/ação. Será admitida a homologação parcial do aumento de capital desde que sejam subscritas ações que correspondam ao valor mínimo de R$ 73,574 milhões. Os acionistas, Meyer Joseph Nigri, Lilian Raquel Czeresnia Nigri e Jar Participações Ltda. assumiram a obrigação de subscrever este valor mínimo. Os recursos da oferta de ações serão utilizados para reduzindo o endividamento da Tecnisa. Notícia positiva.

Triunfo decide vender ativos

Com o objetivo de gerar recursos e reduzir o grau de endividamento, a Triunfo iniciou em conjunto com assessores legais e financeiros os procedimentos para a venda de participação acionária dos seguintes ativos: (i) Aeroportos Brasil S.A., (II) Portonave S.A.– Terminais Portuários de Navegantes, (III) Tijoá Participações e Investimentos S.A. e (IV) CSE – Centro de Soluções Estratégicas S.A.. Consideramos o Fato atrativo à Triunfo. Conforme nosso recente contato com a Triunfo, estava em estudo pelo CA a possibilidade de venda de ativo no segmento de energia. A estratégia seria focar em concessões de rodovias e não participar dos novos leilões que estão em andamento ou por vir, com o fito de melhorar o perfil financeiro. Agora, através do Fato Relevante, formalizou-se o intuito da venda, não apenas no segmento de energia, como também em portos e aeroportos. Detalhando tais ativos, no momento, a Triunfo atua na administração portuária, por meio da Portonave, localizada em Navegantes, Santa Catarina. Em 2012, entrou no segmento de administração aeroportuária, passando a administrar o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). No segmento de energia, a Tijoá assinou em 2014 o contrato de concessão e passou a ser responsável pela operação e manutenção de Usina de Três Irmãos, localizada em Andradina (SP). Frisa-se que a dívida líquida da Triunfo atingiu R$ 2,934 bilhões em 2016, enquanto o Ebitda R$ 691 milhões, logo numa razão de 4,3x. Muito alavancada, onde o razoável para uma empresa que atua em concessões seria de 1,8x a 2,5x. Faz-se necessário um ajuste premente, como é o seu objetivo.

CELESC

O resultado do exercício foi negativo em R$ 9,8 milhões, vs. lucro líquido de R$ 130,7 milhões em 2015. A Receita Líquida caiu 13,4% e o lucro operacional teve queda de 66,8%, com perda de margem de 2,5 p.p. O resultado financeiro líquido negativo cresceu 10,9%, contribuindo para o resultado líquido desfavorável que foi mostrado.

COPEL

O lucro líquido atingiu R$ 958,6 milhões vs R$ 1.192,7 milhões em 2015, uma queda de 19,6%. A Receita Líquida caiu 12,3%, tendo em vista redução de 7,1% no mercado cativo, diminuição de 12,87% nas tarifas da Copel D, a partir de junho de 2016 e menor receita da UEG Araucária. O resultado operacional teve retração de 3,9%, queda menor que a das Receitas, devido ao decréscimo da rubrica energia comprada para revenda. O resultado financeiro líquido negativo subiu 72,1%.

PRUMO

Apresentou prejuízo de R$ 237,0 milhões em 2016, ante prejuízo de R$ 216,9 milhões no exercício anterior. A receita operacional líquida foi de R$ 143,6 milhões em 2016, um acréscimo de R$ 42,0 milhões em relação ao acumulado em 2015. O cenário econômico atual acabou impactando o resultado da Prumo, devido a não confirmação das previsões de novos contratos comerciais para investimento e ocupação da retroárea do Complexo Industrial do Porto do Açu.

SARAIVA LIVR

Reportou prejuízo líquido de R$ 49,8 milhões (revertendo lucro de R$ 239,0 milhões em 2016) e prejuízo de R$ 21,9 milhões no 4T16 (ante lucro de R$ 194,2 milhões no 4T15). A receita líquida do 12M16 foi de R$ 1,7 bilhão (-2,0% sobre o acumulado em 2015) e de R$ 487,1 milhões no 4T16 (-2,4% no mesmo período do ano anterior).

SOMOS EDUCA

O prejuízo líquido atingiu R$ 70,9 milhões em 2016, contra prejuízo de R$ 607,4 milhões em 2015, ressaltando-se que ambos os resultados estão contaminados por despesas não recorrentes. Em 2015 tivemos o resultado negativo da venda da Wize-up e em 2016 temos o efeito da consolidação da Saraiva. A Receita Líquida subiu 57,9% e o resultado operacional caiu 9,7%. O resultado financeiro líquido negativo cresceu 57%.

TRIUNFO PART

A receita líquida atingiu R$ 1.543 milhões, com queda de 37,1%, reflexo da redução de 75,7% da receita de construção de ativos de concessão, já que houve paralisações das obras de duplicação na Concebra e das obras da Nova Subida da Serra de Petrópolis na Concer. O resultado financeiro, por sua vez, foi negativo em R$ 619,3 milhões, com avanço de 5,7%, devido a: (i) Primeira Emissão de Debêntures conversíveis em ações de colocação privada da controlada Vênus Participações e Investimentos S.A.; (ii) maior variação monetária das operações financeiras atreladas a CDI, IPCA e TJLP; e (iii) renovações de dívidas de curto prazo. O prejuízo líquido da Triunfo foi de R$ 318,6 milhões em 2016, contra lucro líquido de R$ 67,7 milhões em 2015.

TUPY

A tupy atua na produção de peças para motores, com destaque para blocos e cabeçotes. A retração econômica impactou as vendas locais e as vendas externas não foram de todo favorável diante do desaquecimento do mercado de máquinas off-road, bem como a apreciação do câmbio. A receita líquida consolidada perfez R$ 3,2 bilhões em 2016, com queda de 5%. No mercado interno, a receita atingiu 546 milhões, com queda de 12%, enquanto as vendas no exterior totalizaram R$ 2,7 bilhões e queda de 3,4%. O Ebitda foi de R$ 339 milhões e queda de 43%. Não foram poucos os movimentos que a empresa efetuou pela busca da eficiência operacional, o que tende a melhorar sua performance futura. Um deles trata-se da desativação de parte de uma unidade fabril (opera com quatro unidades). Mas tal fato motivou provisão para perda desse ativo (impairment) no montante de R$ 84,8 milhões. Em paralelo, também realizou impairment pertinente ao relacionamento contratual com clientes, oriundo da aquisição da Tupy México S.A., de C.V. e da Technocast S.A., de C.V.. Considerando que o ativo intangível foi reconhecido por carteira e observou-se retração da demanda em quatro carteiras do segmento automotivo, com destaque nos mercados de mineração e agrícola, a empresa realizou impairment de R$ 143,8 milhões para este propósito. No geral, o prejuízo líquido foi de 2016 foi de R$ 181,4 milhões, contra lucro líquido de R$ 220,1 milhões em 2015.

UNIPAR

Em 2016, a Unipar atingiu receita líquida de R$ 889,7 milhões, alta de 4% em relação a 2015. Embora o volume de vendas tenha diminuído 3%, tal efeito foi compensado pelo aumento dos preços médios de venda influenciados pela desvalorização do Real frente ao Dólar e pelo aumento de 6% no preço de soda no mercado internacional. Em 2016, o lucro foi de R$ 101,3 milhões, 15% superior a 2015. Tal variação é justificada pela receita com compra vantajosa referente à aquisição da controlada contabilizada no valor de R$ 244 milhões em dezembro de 2016 e pelo melhor desempenho operacional.