CADE aprova fusão BM&F Bovespa-Cetip

Foram obtidas todas as aprovações dos órgãos governamentais competentes (mais recentemente, do CADE) estabelecidas no item 3.1 do Protocolo e Justificação da Operação, e, com isso, poderão ser consumados os atos societários deliberados pelas assembleias gerais de BM&FBovespa e Cetip ocorridas em 20/05/2016, relativos à incorporação das ações de emissão da CETIP pela Companhia São José Holding, seguida do resgate de ações de emissão da holding e da incorporação da holding pela BM&FBovespa. Em razão da implementação da última das condições suspensivas nesta data, a consumação da operação se dará em 29/03/2017, sendo que as ações de emissão da Cetip permanecerão negociadas até essa data, inclusive. Notícia favorável, já tendo produzido expressiva valorização das ações da BM&FBovespa no pregão de ontem.

Cemig sofre revés jurídico

O Supremo Tribunal Federal derrubou a liminar que garantia a continuidade da operação da UHE Jaguará, nas bases originais do contrato, ou seja, vendendo energia a preços de mercado. A Cemig deve recorrer da decisão, mas não se sabe por quanto tempo irá vigorar esta decisão do STF. Neste período, a empresa se verá obrigada a continuar operando a usina em regime de cotas, ou seja, a preços pré-fixados, muito inferiores aos preços de mercado, ou seja, com prejuízos. Notícia negativa.

Metalúrgica Gerdau protocola pedido de registro de OPA

Em cumprimento à legislação, a Metalúrgica Gerdau ingressou ontem na CVM com o pedido de registro de OPA por aumento de participação para adquirir até 88.007.769 ações ordinárias (GGBR3) remanescentes de emissão da Gerdau. A OPA se dará mediante a permuta das ações ordinárias emitidas pela Gerdau (GGBR3) por ações preferenciais também de emissão da Gerdau (GGBR4) e de titularidade da Metalúrgica Gerdau. A relação de permuta da OPA atribuirá 1 ação preferencial para cada 1 ação ordinária que aderir à OPA. O laudo de avaliação elaborado pelo Banco Bradesco BBI apurou uma relação de permuta entre 0,98:1 e 1,05:1. A OPA promoverá aumento da liquidez da ações PN da Gerdau. A melhor opção aos minoritários em ON da Gerdau é aderir à OPA.

OI faz ajustes em seu Plano de Recuperação Judicial

O Conselho de Administração da Companhia aprovou as condições financeiras básicas como ajustes ao Plano de Recuperação Judicial das Empresas Oi apresentado em 05.09.2016, bem como autorizou a Diretoria e os assessores da Companhia a apresentarem, assim que possível, aditivo ao PRJ ao Juízo da 7a Vara Empresarial da Comarca do Estado do Rio de Janeiro, onde tramita a Recuperação Judicial da Oi e de suas controladas. O novo Plano detalha as novas condições, tanto para credores que optarem pela conversão de dívidas em ações quanto para aqueles que não fizerem esta opção, em condições diferentes daquelas originalmente propostas, numa tentativa de aproximar-se mais dos desejos manifestados pelos credores. Consideramos o fato, a princípio positivo, porém a eficácia do Plano depende da postura dos credores.

ALLIAR

Reportou lucro líquido de R$ 53,7 milhões em 2016 (revertendo prejuízo de R$ 19,1 milhões no ano anterior) e de R$ 23,0 milhões no 4T16 (+32% sobre o 4T15). A receita líquida foi de R$ 951,5 milhões em 2016 (+36% sobre o ano anterior) e de R$ 259,0 milhões no 4T16 (ante R$ 181,9 milhões).

CPFL RENOVAV

A empresa fechou o exercício com prejuízo líquido de R$ 151,9 milhões vs. prejuízo de R$ 54,4 milhões em 2015. A Receita Líquida subiu 9,8% e o lucro bruto teve expansão de 11%, mas as despesas operacionais deram um salto de 39%, fazendo com que o resultado da atividade tenha tido retração de 4,6%. O resultado financeiro líquido negativo subiu 16,7%, também contribuindo para o prejuízo líquido mostrado.

EUCATEX

Apurou lucro líquido de R$ 33,5 milhões em 2016 (ante R$ 10,5 milhões em 2015) e de R$ 11,0 milhões no 4T16 (ante R$ 700 mil no 4T15). A receita líquida de R$ 1,1 bilhão em 2016 ficou estável na comparação com o ano anterior, enquanto no 4T16 a receita de R$ 284,5 milhões significou queda de 1,7% sobre o 4T15.

EVEN

O ambiente econômico prorrogou o impacto negativo no mercado imobiliário em 2016 e um dos efeitos foi o aumento no já elevado número de distratos. No caso da Even foram R$ 618 milhões de distratos com uma margem bruta média de 42,4%, que reduziu o lucro bruto em mais de R$ 260 milhões. A receita líquida consolidada caiu 21% para R$ 1,7 bilhão e o resultado do ano mingou para um lucro de apenas R$ 1,9 milhão em 2016 vs R$ 101,4 milhões em 2015.

MOVIDA

Devido ao aumento do endividamento e esforços para alongamento das dívidas, apresentou lucro líquido de R$ 32,2 milhões em 2016 (ante R$ 53,7 milhões em 2015) e R$ 1,1 milhão no 4T16 (ante R$ 15,3 milhões no 4T15). A receita líquida do 12M16 foi de R$ 1,9 bilhão (ante R$ 1,2 bilhão em 2015) e de R$ 493,0 milhões no 4T16 (ante R$ 377,8 milhões no 4T15), seguindo a estratégia de expansão e ganho de escala.

OI

A empresa fechou o exercício com elevado prejuízo, da ordem de R$ 6,943 bilhões, 34,3% superior ao prejuízo de R$ 5,168 bilhões obtidos em 2015. A empresa, como todos sabem, apresenta problemas operacionais e financeiros graves, que levaram a mais este revés. A receita líquida caiu 5% e o lucro da atividade recuou 97,4%. O resultado financeiro líquido negativo, devido a efeitos contábeis teve diminuição de cerca de 60%, compensando parte do fraco desempenho operacional.

SENIOR SOL

Encerrou 2016 com lucro líquido de R$ 8,3 milhões (-15,5% sobre o ano anterior) e R$ 1,2 milhão no 4T16 (ante lucro de R$ 2,9 milhões no 4T15). A receita líquida de 2016 foi a maior já apresentada pela companhia, de R$ 84,6 milhões (+12,3% na comparação com 2015) e de R$ 24,2 milhões no 4T16 (+26,4% sobre o mesmo período do ano anterior). A impulsão na receita ocorreu pelas unidades de Projetos e Software.