Curtas Empresas

Cade encaminha proposta de fusão Cetip-BMFBovespa ao tribunal do Conselho

A Superintendência Geral do Cade remeteu a operação de fusão ao Tribunal do próprio Conselho. De acordo com o parecer técnico emitido pela SG, foram identificadas preocupações sob a ótica concorrencial que, segundo a SG, não justificariam a reprovação da Operação em função (i) das eficiências a serem geradas e dos efeitos positivos ao mercado; e (ii) da possibilidade de mitigação de tais preocupações por meio de remédios. Competirá, portanto, ao Tribunal do Cade, avaliar eventuais medidas a serem cumpridas pelas Companhias como condição para aprovação da Operação. Tendo em vista o exposto, consideramos como praticamente certa a aprovação da referida fusão, o que é, em si, uma notícia positiva, porém deve-se aguardar as exigências do órgão regulador para análise mais apropriada.

Eletrobras: Agência Fitch mantém rating

A agência de classificação de risco Fitch confirmou em “BB-” os IDRs – Issuer Default Ratings (Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) da Eletrobras, de longo prazo, em moeda local e estrangeira e os Ratings Nacionais de Longo Prazo em ‘AA-(bra). A perspectiva foi alterada de negativa para estável. Notícia positiva.

Vale Day: investimento, redução de dívida, produção e dividendo

Como dissemos ontem neste espaço, a prioridade da Vale deve ser a redução de sua dívida e, em segundo plano, permanece a decisão de remuneração aos seus acionistas. Durante o Vale Day ontem, em Nova York, a mineradora reiterou essa prioridade e que o investimento dos próximos anos será em manutenção e reposição da capacidade. Foi ratificada a previsão de investimento da ordem de US$ 4,5 bilhões em 2017 e revelado o valor de US$ 3,2 bilhões de investimento em 2020. O diretor de RI também reiterou o compromisso de reduzir a dívida líquida para US$ 15 a US$ 17 bilhões. A Vale ratificou a meta de produção para 2017 entre 360 e 380 milhões de toneladas de minério de ferro e revelou a estimativa entre 400 e 420 milhões de toneladas para 2018 e 2019 e entre 400 e 450 milhões de toneladas em 2020 e 2021. O presidente, Murilo Ferreira, deixou claro que após a redução da dívida da Vale, a prioridade será retornar à distribuição de altos dividendos aos acionistas. Boas notícias.

Aneel define reajuste tarifário de algumas distribuidoras da Eletrobras

Para a Centrais Elétricas de Rondônia, o reajuste será de -6,32%, na média, e para a Eletrobras Amazônia, o reajuste monta 20,01%. Notícias neutras.

PL 3453 avança para o Senado

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a redação final do Projeto de Lei 3453. O projeto vai agora para o Senado Federal, e o senador Renan Calheiros já incluiu o documento na lista de projetos prioritários que deverão ser analisados a partir de janeiro de 2017, com a possível convocação especial do Legislativo. O projeto, de autoria do deputado Daniel Vilela (PMDB/GO), faz poucas mas profundas modificações da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997, desregulamentando as concessões de telefonia fixa. Trata-se, como já salientamos, de evento muito aguardado pelo setor de telecomunicações, trazendo-lhe benefícios importantes.

Instituto Aço Brasil reitera estimativa de queda da produção de aço bruto em 2016

O Instituto revela que 2016 produzirá o menor volume registrado desde 2009, devendo fechar o ano com produção 7,6% menor do que a de 2015, totalizando 30,7 milhões de toneladas. Já para as vendas internas de produtos siderúrgicos, está previsto uma queda de 10,1%, chegando a 16,3 milhões de toneladas, mesmo patamar de 2009. O consumo aparente de aço no País deve ser de 17,9 milhões de toneladas, o que representa redução de 16,2% na comparação com 2015. Para 2017, o Instituto prevê que o consumo aparente pode crescer 3,5%, na comparação com 2016, enquanto as vendas devem subir 3,6%. Nas palavras do IAB, “a intensidade das quedas no desempenho dos indicadores da indústria brasileira do aço vem diminuindo, o que permite dizer que o pior talvez já tenha passado. Porém, esse novo quadro não garante a recuperação vigorosa do setor num cenário ainda difícil devido à manutenção da convergência de fatores estruturais e conjunturais.” A conferir.