Conselho da Telefônica aprova entrega de ações para cumprir decisões judiciais

O Conselho de Administração da Telefônica, em reunião realizada ontem, aprovou a entrega de número limitado de ações preferenciais de emissão da Companhia visando ao cumprimento de decisões judiciais. Para esse fim, serão utilizadas ações em tesouraria, correspondentes a até 0,059% do capital social da Companhia e a até 0,089% das ações preferenciais de emissão da Companhia. Notícia neutra, tendo em vista que os valores envolvidos são pequenos em relação ao porte da empresa.

Déficit de geração deve ser muito alto em 2017

Os quatro primeiros meses do ano deverão ser marcados pela geração de energia secundária no SIN. Contudo, a perspectiva é de que na média do ano o país veja novamente uma piora no fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (GSF). A estimativa atualizada é de que o índice alcance 83,3% ante um volume de 87% em 2016 e de 84,3% em 2015, segundo a projeção do PLD feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica que foi apresentada nesta quinta-feira, 2 de março. Trata-se de notícia bastante desfavorável ao setor de geração.

Eneva judicializa questão do encargo emergencial

Em razão da escassez de chuvas, o Estado do Ceará está cobrando um encargo emergencial de seca das empresas lá localizadas, como a UTE Pecém II, no qual a Eneva tem participação de 50%. A Eneva pediu autorização à Aneel para repassar à tarifa tal encargo, mas isto foi negado, de forma que a empresa propôs ação judicial contestando a cobrança do encargo. Como toda questão jurídica, o desfecho é imprevisível, portanto, trata-se de fato negativo para a companhia.

Recuperação Judicial da PDG Realty

O Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu o processamento da recuperação judicial das 512 sociedades integrantes do Grupo PDG. A decisão judicial determinou a suspensão de todas as ações e execuções atualmente em curso contra o Grupo PDG pelo prazo de 180 dias úteis contados a partir de 2 de março. Além disso o Juízo aprovou a nomeação da PricewaterhouseCoopers para atuar como administradora judicial no Processo de Recuperação Judicial e determinou o prazo de 30 dias úteis para apresentação de habilitações e/ou divergências de créditos no âmbito do Processo de Recuperação Judicial. O Plano de Recuperação Judicial do Grupo PDG deve ser apresentado em um prazo de 60 dias. A PDG tem R$ 7,8 bilhões de dívida distribuídos por cerca de 23 mil credores. Notícia positiva mas a recuperação judicial desta construtora não será uma tarefa fácil.