Curtas Empresas

Metalúrgica Gerdau emite Notas Promissórias
A emissão será no valor de R$ 200 milhões e os recursos captados utilizados para amortização e/ou pagamento de juros de dívidas de curto prazo e para reforço de caixa. As NP servirão como empréstimo-ponte de curto prazo e serão liquidadas com os recursos captados com a emissão de debêntures conversíveis em ações, aprovada em Assembleia do dia 7 de julho. Ontem foi o último dia de direitos dos acionistas da Metalúrgica Gerdau para subscrever as debêntures, cuja emissão pode atingir R$ 450 milhões.

General Shopping: Após o encerramento do prazo para adesão dos titulares dos bônus de dívida perpétuos subordinados em circulação no mercado emitidos pela General Shopping Investments Limited à oferta de permuta lançada pela GS Investments, verificou-se a adesão por investidores detentores de um total de US$34,4 milhões em Bonds Perpétuos representando 22,95% do saldo devedor agregado do principal.

Celpa terá reajuste de 5,96% nas tarifas
A Centrais Elétricas do Pará, subsidiária da Equatorial Energia, terá reajuste de 5,96% em suas tarifas com efeito de 5,77% em média para os consumidores em alta tensão e de 6,03% médios para os clientes conectados em baixa tensão. O reajuste anual será aplicado a partir de 7 de agosto. Os índices devem ser, porém, alterados pela Aneel, para refletir o impacto da decisão judicial obtida pela empresa, que determinou à agência que desconsidere a sobrecontratação de energia no cálculo tarifário. O impacto da liminar, segundo a área técnica da autarquia, é de R$ 60 milhões. Consideramos a notícia como neutra. Quanto ao reajuste em si, como se sabe, trata-se apenas de repasse de custos passados e futuros. Quanto à liminar obtida pela empresa, é bastante provável que seja cassada porque as regras do setor não prevêem repasse da sobrecontratação de energia, além dos limites legais.

Consumo de energia estável em junho
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, no mês de junho, o consumo nacional de eletricidade na rede registrou estabilidade, assinalando 37.174 Gwh. A classe industrial retraiu 3,3% e a comercial 2,9%, enquanto a demanda nas residências cresceu 4,6%. No primeiro semestre de 2016, a demanda nacional de energia alcançou 231.502 Gwh, queda de 1,7% ante igual período de 2015, em decorrência do cenário econômico adverso, redução do poder aquisitivo, desemprego e temperaturas médias mais amenas, o que resultou em forte recuo no consumo industrial (-5,3%), declínio moderado de comércio e serviços (-1,5%) e baixo desempenho da demanda residencial (+1,2%). Notícia negativa para o setor, especialmente para distribuidoras. O consumo de eletricidade continua muito fraco, devendo afetar (como já vem ocorrendo), os resultados das empresas.