Multiplus atualiza custo anual por assento e tabela de resgates com a TAM

O Conselho de Administração aprovou a atualização anual do custo por assento (transfer price) e das tabelas de resgates de pontos com a TAM Linhas Aéreas S/A. A atualização acordada ocorreu “depois de detalhadas avaliações as quais seguiram as regras estabelecidas no contrato”, mas os novos valores não foram revelados, restringindo-se a dizer que a atualização “não deverá produzir alterações no custo unitário” da Multiplus.

BRASKEM

A Braskem adiou para 29 de março a publicação das demonstrações financeiras de 2016 e publicou hoje uma prévia não auditada dos resultados.

A prévia anuncia receita líquida consolidada de US$ 13,7 bilhões, 3% inferior ao ano passado, explicada pela retração de 8% nos preços de resinas e petroquímicos básicos no mercado internacional. Em função da provisão da multa referente ao Acordo de Leniência, a Braskem acumulou prejuízo consolidado de R$ 2,637 bilhões no 4T16 e R$ 768 milhões no ano. O resultado do ano ainda foi impactado pela transição para o resultado do hedge accounting no valor de R$ 1,358 bilhão. O prejuízo atribuível aos acionistas controladores no ano foi de R$ 452 milhões.

GERDAU

Os volumes de produção e venda de aço em 2016 caíram 7% e 8,3%, respectivamente e a receita líquida consolidada foi 13,6% inferior a de 2015, atingindo R$ 37,6 bilhões. Custos e despesas cederam na mesma proporção da receita mas o prejuízo do ano atingiu R$ 2,885 bilhões, resultado direto da perda por impairment de R$ 2,918 bilhões. o endividamento líquido da Gerdau S.A. caiu de R$ 26,5 bilhões em dezembro de 2015 para R$ 20,6 bilhões em dezembro de 2016 e a dívida líquida recuou para 3,5x o Ebitda do ano.

GERDAU MET

Acompanhando o resultado da controlada, Gerdau S.A., a Metalúrgica apurou prejuízo consolidado de R$ 3,2 bilhões no ano. A queda de 37% em relação ao prejuízo de 2015 foi consequência do menor volume de impairment. A perda pela não recuperabilidade de ativos em 2016 foi de R$ 2,9 bilhões e havia sido de R$ 5,1 bilhões em 2015.

IGUATEMI

Apresentou lucro líquido de R$ 49,8 milhões no 4T16, superando o 4T15 em 18%. No acumulado de 2016, o lucro foi de R$ 164,2 milhões, 15,2% abaixo na comparação com 2015. A receita líquida avançou 6,9% no 4T16, ficando em R$ 183,8 milhões. No 12M16, a receita foi de R$ 668,1 milhões, superando 2015 em 5%.

MINERVA

Apurou lucro líquido de R$ 195 milhões em 2016, revertendo prejuízo de R$ 800 milhões no ano anterior. No 4T16, o lucro foi de R$ 12,3 milhões, 81,5% inferior em relação ao 4T15. A receita líquida de 2016 foi de R$ 9,6 bilhões, superando 2015 em 1,3%. No último trimestre de 2016, a receita foi de R$ 2,6 bilhões, recuando 7,2% sobre o 4T15.

ODONTOPREV

A receita líquida atingiu R$ 1,365 bilhão em 2016, crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, com o segmento corporativo crescendo apenas 0,9%. O tíquete médio foi de R$ 18,58, 9% superior aos R$ 17,04 de 2015. No ano ocorreu uma queda de 142 mil vidas beneficiárias dos planos de saúde da Odontoprev. O lucro de 2016 foi de R$ 216 milhões, 2,3% abaixo do apurado em 2015.

SUL AMERICA

Encerrou 2016 com lucro de R$ 695 milhões, contra R$ 734 milhões em 2015, queda de 5,3%. O ROE atingiu 15,7%, contra 18,6% (-2,9 p.p.) em 2015. A queda do lucro deveu-se: (i) à venda da carteira de grandes riscos para a AXA Corporation e à venda do seguro habitacional para a PAN Seguros.Esses desinvestimentos geraram um resultado positivo de R$ 51,4 milhões; (ii) ausência da contribuição para o resultado consolidado das carteiras desinvestidas, que impactaram positivamente a receita, as margem e o lucro líquido em 2015; (iii) a majoração da alíquota da CSLL de 15% para 20%, que passou a vigorar em 01/09/15; (iv) resultado na venda de imóveis de propriedade de controladas, que contribuiu com R$ 6,9 milhões para o lucro líquido de 2015. Por outro lado, em 2016 ocorreu crescimento das receitas operacionais, de 6,6%, tendo alcançado R$ 15,986 bilhões. Já o índice de sinistralidade total foi de 76,%, com elevação de 1,4 p.p. em relação a 2015, derivada da carteira de automóveis, que atingiu 66,9%, contra 60,6 em 2015 (+6,4 p.p.). Contudo o índice em saúde e odontológico foi de 80,1%, sendo 0,4 p.p. melhor ao de 2015 (80,5%). Além disso, houve de redução de 1,8% nas despesas administrativas, bem como aumento de 15,3% do resultado financeiro, como consequência de um maior volume de ativos investidos e do retorno gerado, favorecidos pelo nível de taxas vigentes.

TELEF BRASIL

O lucro do 4T16 chegou a cerca de R$ 1.214,8 milhões, aproximadamente 12% superior ao 4T15. Apesar da fraca expansão das receitas (+1%), a empresa seguiu reduzindo custos e maximizando as sinergias ainda existentes, decorrentes da compra da GVT, quase dois anos atrás. O ganho de margem EBIT foi expressivo (+8,7 p.p.). O resultado financeiro líquido negativo cresceu 57,5%, anulando parte dos ganhos operacionais, porém sem impedir a obtenção de bom resultado líquido.

WEG

A Weg dedicou esforços para a preservação da competitividade de longo prazo, buscando proteger as margens e os retornos. O esforço significou realizar importantes ajustes operacionais e de capacidade produtiva. Com receita líquida consolidada caindo 4% em 2016, a companhia apurou lucro de R$ 1,118 bilhão em linha com os R$ 1.156 bilhão de 2015.
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