Curtas Empresas

Paranapanema: resultado 1S16
A expansão de 9,7% da receita líquida consolidada e de 50,9% do resultado bruto no primeiro semestre de 2016 foi capaz de suportar despesas extras, principalmente relativas à ociosidade, no valor de R$ 108 milhões, culminando em R$ 43 milhões de lucro antes do resultado financeiro. O CPV foi favorecido pela queda do custo unitário do cátodo e do volume de produção de vergalhões e fios, que tem maior contribuição no custo de transformação. Por outro lado, a Paranapanema afirma que o lucro bruto foi favorecido pela consolidação dos programas de contabilidade de hedge, que trouxeram os estoques a valor de mercado diminuindo a volatilidade do câmbio no resultado operacional. Já o prejuízo líquido, de R$ 278 milhões, teve origem na constituição de uma provisão para perda no montante em R$ 252 milhões sobre os créditos de prejuízos fiscais registrados no ativo diferido.

BR Properties: anunciou a celebração de um contrato de aquisição de um imóvel em desenvolvimento no Rio de Janeiro, de propriedade do Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, administrado pela BNY Mellon DTVM. A BR Properties disse que a aquisição está sujeita à satisfação de determinadas condições, incluindo a aprovação das autoridades concorrenciais, dentre outras estabelecidas no documento celebrado entre as partes.

Imóveis: financiamento imobiliáio durante a construção
Os jornais de hoje destacam a maior utilização da modalidade de financiamento imobiliário menos comum, que é o financiamento ao cliente durante a construção do empreendimento. Tradicionalmente, as instituições financeiras concedem o crédito imobiliário aos clientes da construtora por ocasião da entrega das chaves e não durante a obra. As construtoras parecem que apostam na modalidade, principalmente como mecanismo de redução do distrato, mas nossa opinião é que ela só tem chance de emplacar se as condições econômicas gerarem confiança para a tomada de decisão por parte do investidor.

Transmissão Paulista: A Fitch Ratings elevou os ratings da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista S.A. de AA+ para ‘AAA’ com perspectiva estável para o rating nacional corporativo de longo prazo e de AA+ para ‘AAA’ para o rating da primeira emissão de debêntures, com saldo de R$ 45,8 milhões e vencimento em 2017. Segundo a Fitch, a elevação dos ratings reflete, principalmente, o perfil financeiro da CTEEP nos próximos anos, com base na perspectiva do recebimento da indenização referente aos ativos energizados antes de maio de 2000 (RBSE), a partir de 2017 através da Receita Anual Permitida. A agência destaca também, o fluxo de caixa previsível da CTEEP, exibindo o perfil de baixo risco dos negócios de transmissão de energia elétrica. Notícia positiva para a companhia.

Vale: a revista digital InfoMine.com informa que a Vale estaria mais próxima de realizar um acordo com empresas chinesas que poderiam pagar um adiantamento de até US$ 9 bilhões por aquisição de minério de ferro. A Vale não se pronunciou sobre o negócio que, se efetivado, é uma boa notícia nesses tempos de caixa mais apertado.