Após a recuperação durante o pregão de ontem, quando o Ibovespa chegou a cair 1,96% durante a manhã mas terminou o dia com ligeira alta, nesta quinta-feira o Ibovespa futuro aponta para uma abertura negativa, operando em queda de 0,12%, às 9h42. O bom desempenho das bolsas européias não deve se refletir no mercado acionário local, ao menos inicialmente, em parte devido ao aguardo dos investidores pela definição da meta fiscal de 2017. Esta vem se postergando ao longo da semana devido a embates entre as alas política e econômica do governo. Lá fora os investidores estarão atentos aos indicadores divulgados nos EUA, com destaque para os postos de trabalho criados no setor privado em junho, que foram de 172 mil, acima da previsão de 151 mil.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira baixa, mas se conseguir sustentação acima do topo anterior (52.645 pontos) manterá a expectativa de uma recuperação na direção do topo formado em 53.730 pontos. Se cair abaixo deste apoio teórico, indicará possibilidade de formação de um congestionamento intraday de maiores dimensões.

O dólar-futuro tenta manter os avanços na direção da reta de baixa (R$ 3,375), mas sem o apoio do Indicador de Força Relativa e isto significa menores possibilidades de superação desta importante resistência sem prévio congestionamento ou correção (comentários feitos às 09:14 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Economia em Foco

IGP-DI acelera em junho
De acordo com a FGV, o índice variou 1,63% em junho, ante 1,13% em maio e 0,68% em junho/2015. A taxa acumulada em 2016 é de 6,02% e a acumulada em 12 meses é de 12,32%. O IPA teve variação de 2,10%, contra 1,49%. O grupo Bens Finais variou 2,68%, com o subgrupo alimentos in natura passando de 0,41% para 16,07%. O grupo Bens intermediários foi de 1,36%, ante 1,08%, com o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção passando de -0,53% para 0,40%. O grupo Matérias-Primas Brutas teve variação de 2,22%, ante 3,58%, com minério de ferro recuando para -7,45%, de 2,88%. O IPC teve alta de 0,26%, ante 0,64%, com recuo em seis das oito classes, com destaque para Alimentação (0,77% para 0,07%), com destaque para frutas (de 1,03% para -11,75%). O INCC variou 1,93%, ante 0,08%. No forte repique em junho (1,63%), decisiva foi a elevação dos alimentos in natura, passando de 0,41% para 16,07%, impactados por problemas climáticos, dada a onda de frio ocorrida nas últimas semanas. Difícil saber se nas próximas semanas este impacto deve se manter ou perder força. Estejamos atentos também à indexação dos contratos de energia aos IGPs da FGV neste período.

Estimativa da Safra 2015-2016
A sexta estimativa para a safra de grãos 2015/2016 do IBGE e a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 191,8 milhões de toneladas, 8,4% abaixo da de 2014/2015 (209,4 milhões/ton). A estimativa da área a ser colhida avançou 0,1% sobre 2014/2015. Arroz, milho e soja, responsáveis por 92,4% da estimativa da produção, responderam a 87,4% da área a ser colhida. Houve acréscimo de 2,8% na área da soja e reduções de 1,2% e 9,1% nas áreas do milho e do arroz, respectivamente. Referente à avaliação de produção, houve redução de 0,6% para a soja, 12,2% no arroz e 18,0% no milho. Entre as Grandes Regiões, a produção avançou 1,9% no Sudeste (totalizando 19,7 milhões de toneladas) e reduziu 17,8% no Norte (6,3 milhões de toneladas) e 29,2% na região Nordeste (11,7 milhões de toneladas).

Agendas

Corporativa – 07/07/2016

Econômica – 07/07/2016