Dezembro tem início com os investidores optando pela maior cautela, além de alguma realização de lucros após a alta de ontem, que foi motivada pela euforia com o acordo da Opep de cortar a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris/dia. Internamente o cenário político ganha atenção, com as repercussões sobre a manobra para tentar votar o pacote anticorrupção ainda ontem no Senado. Os investidores avaliam também a decisão do Copom, que ontem à noite cortou a Selic em 0,25 p.p. (veja mais no item Economia em Foco). As bolsas europeias operam com quedas superiores a 0,7%, enquanto os contratos futuros do Dow Jones e S&P 500 tinham ligeiras quedas ao redor de 0,15%. O Ibovespa futuro, às 9h43, registrava baixa de 1,24%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa, mas somente indicará possibilidade de extensão da queda até os objetivos situados em 61.225 e 61.050 pontos em caso de perda da reta de sustentação, que neste momento passa em 61.600 pontos (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro está em condição neutra neste momento, mas poderá atingir o fundo formado em R$ 3,407 se perder o suporte imediato de R$ 3,412. Para indicar a possibilidade de ingresso em um repique corretivo, terá que ultrapassar a resistência situada em R$ 3,433 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Copom mais cauteloso
Sem surpresas a decisão do Copom de cortar o juro em 0,25 ponto percentual, a 13,75%, na reunião desta quarta-feira. Decisão unânime. Para o Bacen, o cenário externo acabou foi preponderante para esta decisão mais cautelosa. Depois da eleição de Donald Trump, o real se depreciou consideravelmente, hoje negociado em torno de R$ 3,39 a R$ 3,40, o que pode ter efeitos inflacionários mais a frente. Mesmo assim, apesar deste cenário externo incerto, considerou a possibilidade, em breve, de uma “normalização”. Para as próximas reuniões, a autoridade monetária estará monitorando de perto a cena externa e também a inflação, em desaceleração nas últimas apurações. Alguma atenção também será necessária para a cena política, muito conturbada nos últimos dias, e o ritmo de ajuste fiscal. Tivemos uma votação folgada em primeiro turno no Senado da “PEC do teto”, devendo passar sem sustos em meados de dezembro, mas a Reforma da Previdência deve enfrentar resistências em 2017. Diante disso, estamos em revisão na taxa Selic de 2017, visto que é grande o risco de novas depreciações cambiais, dados os movimentos do presidente Trump em favor de uma política fiscal mais expansionista nos EUA, e a cena política doméstica piorar.

IPC-S: variou 0,17%, ante 0,24% na última divulgação. Das oito classes pesquisadas seis apresentaram desaceleração, com destaque para Habitação (de 0,25% para 0,17%), motivado pelo item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,74% para 0,0%. As outras desacelerações foram: Vestuário ( 0,16% para -0,13%), Comunicação (0,29% para -0,02%), Despesas Diversas (0,16% para -0,12%), Transportes (0,50% para 0,42%) e Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 0,43%). Na contramão estão os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,54%) e Alimentação (-0,13% para -0,12%).

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