Após a euforia de ontem com o corte da Selic, os investidores optam por um pouco de cautela nesta manhã. Já as bolsas europeias e futuros do Dow Jones e S&P 500 registram ligeiras altas, apesar da desvalorização das commodities metálicas. Estas são pressionadas por dados fracos da balança comercial da China em dezembro, que apontou queda das exportações acima da esperada, além de importações menores de minério e cobre, enquanto houve alta nas compras de petróleo. A agenda norte-americana ainda pode trazer ânimo aos mercados, com as divulgações das vendas de varejo e o PPI de dezembro. Às 9h43, o Ibovespa futuro registrava baixa de 0,25%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira queda, mas como não caiu abaixo do suporte imediato de 64.300 pontos é possível que esteja apenas ampliando os contornos desta área de congestão em forma de triângulo. Caso o apoio de 64.300 pontos seja perdido, a correção poderá atingir a projeção (Fibonacci, representadas pelas retas vermelhas) situada em 63.800 pontos. (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro testou a resistência imediata de R$ 3,208 e se conseguir vencê-la poderá estender o repique até R$ 3,22. Caso não ultrapasse esta barreira, poderá voltar a cair até R$ 3,183. (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

IBC-Br esboça pequena reação em novembro

O indicador de atividade do BACEN, IBC-Br, cresceu 0,2% em novembro do ano passado contra o mês anterior, mas seguiu recuando forte no ano de 2016 (-4,6%) e nos 12 meses (-4,76%). Isto nos leva a acreditar que ao fim do ano passado o PIB pode ter recuado mais do que os 3,5% previstos, se aproximando dos 4%. Isso deve elevar a um carryover negativo para 2017, dificultando o crescimento para este ano. Por enquanto, mantemos o PIB projetado neste ano, com crescimento de 0,6%.

Boa semana para os mercados

Estamos terminando esta semana e podemos afirmar que foi uma das melhores do governo Temer. Isso porque o Bacen, na reunião do Copom de quarta-feira, resolveu ser mais agressivo, reduzindo a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, a 13,0%, na contramão do mercado que acreditava em 0,5 p.p.. Isso foi possível pois a inflação vem cedendo, tendo o IPCA fechado 2016 dentro do limite superior do sistema de metas (a 6,3%), e a atividade econômica segue muito fraca. Para a próxima reunião de fevereiro crescem as chances de mais um corte de 0,75 p.p. e ao fim do ano, uma taxa Selic a um dígito. Esta Consultoria ainda projeta 10,5% para 2017, mas aguarda o que será dito na Ata do Copom na terça-feira que vem.

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