Após a alta de 7,4% em janeiro do Ibovespa, o ano “começa” a partir de hoje no Congresso e no Judiciário. Ambos estarão no foco dos investidores, primeiramente com as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado, além da escolha do novo relator da Lava Jato no STF. No campo econômico, destaque para a divulgação da produção industrial de dezembro, que surpreendeu ao crescer 2,3% (veja mais no item Economia em Foco).

No exterior as atenções ainda se voltam para os EUA, com o fim da reunião de política monetária do Fed, no qual se espera pela manutenção dos juros. A agenda de indicadores econômicos é relevante, com destaque para os postos de trabalho criados no setor privado (ADP) em janeiro, que serve como uma prévia para o relatório oficial de empregos (payroll), a ser divulgado na sexta-feira. Já na Europa os balanços corporativos e dados econômicos amparam as sessões positivas nas bolsas do continente.

Os índices europeus operam em alta ao redor de 1%. Os futuros do Dow Jones e S&P 500 subiam 0,2%. Já o Ibovespa futuro, às 9h41, registrava alta de 0,81%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro deu continuidade ao repique corretivo e atingiu a projeção (Fibonacci, representadas pelas retas vermelhas) imediata de 65.400 pontos, com possibilidade de extensão até 65.750 pontos. (comentário feito às 09:15 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro tem sua resistência imediata em R$ 3,179 e se conseguir vencê-la poderá atingir R$ 3,194. Por outro lado, em caso de perda do suporte de R$ 3,162 poderá cair até R$ 3,144 (comentário feito às 09:15 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Balanços 2016

Klabin

Reportou receita líquida em 2016, de R$ 7 bilhões, 25% superior à receita de 2015 e 45% acima da receita de 2014. O avanço da receita operacional foi repassado ao lucro, que em conjunto com a receita financeira proporcionou lucro de R$ 2,5 bilhões no exercício social de 2016, com margem de 35%. Em reunião ontem, o Conselho de Administração da Klabin aprovou o pagamento do quarto dividendo referente a 2016, cujo total atinge R$ 507 milhões no ano.

Economia em Foco

Produção industrial crescendo em dezembro

Depois de um desempenho abaixo do esperado ao longo do ano de 2016 a Indústria acabou surpreendendo em dezembro passado, ao crescer 2,3% contra o mês anterior. Foi a segunda taxa mensal seguida positiva, acumulando 2,6%. Contra o mesmo mês do ano passado, no entanto, a Indústria se manteve no negativo, recuando 0,1%, no ano acumulando -6,6%, após recuar 8,3% em 2015 e 3% em 2014. Pela reação mensal, o maior destaque acabou com bens duráveis (6,5%), em especial, no setor automotivo, que cresceu 10,8%. Outras contribuições vieram de higiene pessoal (5,5%), material de informática (15,2%), borracha e material plástico (8,3%), vestuário (10,9%), dentre outros. Para janeiro é possível um recuo pontual da Indústria, frente à dezembro, mas alguma reação contra o mesmo mês do ano passado, ainda mais depois do início do ciclo de cortes da taxa Selic, sinalizado pelo BACEN.

Rumos da taxa de câmbio

Uma das grandes incertezas do mercado é saber para quanto vai a taxa de câmbio neste ano de 2017. A favor de uma maior valorização, a perspectiva de aumento das captações externas e de ingresso de investidores externos diretos, dadas as boas perspectivas da nossa economia. Isso se confirma, caso o ajuste fiscal avance se e houver continuidade na governabilidade até 2018. Ou seja, se o presidente Temer cumprir o prometido e terminar o seu “mandato tampão” ao final do ano citado. Caso contrário, e o presidente norte-americano Donald Trump trazendo mais incertezas aos mercados, a moeda norte-americana pode se valorizar indo a mais de R$ 3,40. Em janeiro, a despeito disso, o dólar PTAX se desvalorizou 4,0%, fechando a R$ 3,1270, bem abaixo das projeções de mercado, entre R$ 3,30 e R$ 3,40 ao final deste ano.

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